
sábado, 3 de abril de 2010
PREFEITURA DO RIO E IPHAN PRESERVANDO A HISTÓRIA E O PATRIMÔNIO

Vidros, câmeras e outros equipamentos tentam evitar vandalismo contra monumentos
Publicada em 02/04/2010 às 23h45m
RIO - Vítima dos mais insanos atos de vandalismo e de furtos constantes, o patrimônio público precisa de cada vez mais proteção.
A instalação das câmeras, ainda de acordo com a subprefeitura, foi decidida após inúmeros episódios de assaltos dentro do parque, sobretudo na Escola municipal Campos Salles, arrombada diversas vezes somente este ano por bandidos que furtaram material escolar e equipamentos.
As câmeras no Campo de Santana fazem parte do esforço da prefeitura em tornar o Centro mais seguro.
Já o Chafariz da Glória (uma bica colonial desativada), desde que começou a ser restaurado, em setembro passado, foi alvo de vândalos por três vezes. O ataque mais recente ocorreu na noite de terça-feira, quando os tapumes da obra foram destruídos.
Vândalos também roubaram, no último dia 11, quatro pilares das luminárias da murada que cerca os jardins do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
D. JOÃO VI CRIA O NOVO BANCO DO BRASIL

Instalou-se inicialmente na Rua Direita, esquina com Rua de São Pedro, no Rio de Janeiro, com 1 mil e 200 contos de réis de capital. Funcionando como uma espécie de banco central misto, foi o quarto banco emissor do mundo, depois do Banco da Suécia (1668), Banco da Inglaterra (1694) e Banco da França (1800).
Primeiro bilhete de banco, emitido pelo Banco do Brasil em 1810.
Com o saque de vultosa quantia e o retorno de D. João VI para Portugal, esse primeiro Banco do Brasil veio a falir em 1829.
Anos mais tarde, Irineu Evangelista de Sousa, que viria a ser Barão e Visconde de Mauá, criou em 1851 uma nova instituição denominada Banco do Brasil. Como antes, também nascida de um lançamento público, dessa vez com um capital de 10.000 contos de réis. Esse valor era considerado elevado para a época e o mais vultoso entre os das sociedades existentes na América Latina. Nesse segundo Banco do Brasil há uma forte carga simbólica de suas ligações permanentes com o mercado de capitais. As reuniões preparatórias e a assembleia de constituição se realizaram no salão da Bolsa do Rio de Janeiro.
Já em 1853, o Banco do Brasil de Mauá se fundiria com o Banco Comercial do Rio de Janeiro, por uma determinação legislativa liderada pelo Visconde de Itaboraí, considerado o fundador do Banco de hoje.
As primeiras linhas de Crédito Rural do Banco do Brasil datam da década de 1890 do século XIX.
Até a criação do
Banco Central do Brasil, o Banco do Brasil era emissor de moeda.Alvará
O alvará que criou o Banco do Brasil e sancionou seus estatutos, por influência do Conde de Linhares, dizia:
"Eu o Príncipe, atendendo a não permitirem as atuais circunstâncias do Estado que o meu
A aparência era de estabelecimento
Sua administração foi exercida por uma Assembleia de 40 capitalistas portugueses, seus acionistas, uma Junta de 10 membros renováveis a metade cada ano, e uma Diretoria de quatro Membros, renováveis no mesmo período. Só possuía voto deliberativo cada portador de cinco ou mais ações. Como banco comercial, se encarregou do desconto de letras de câmbio, comissões por cobranças, adiantamentos e hipotecas, depósitos de valores, vencendo juros e venda de produtos monopolizados pela Coroa.
Suas operações monetárias consistiam em emissão de notas bancarias e letras a vista ou prazo fixo, operações cambiais de saque e remessa e operações de compra e venda de ouro e prata.
O sistema monetário assim criado consistia em moeda de papel conversível à vista em moeda metálica de ouro e prata, tendo como nota mínima o valor de 30$000, para se evitar que as notas circulassem em pequenas transações, limitando-se a pagamentos elevados no comércio atacadista sem quase circular no varejista. Houve porém resistência na praça do Rio à subscrição de ações.
FONTE: Wikipédia
quinta-feira, 1 de abril de 2010
D. JOÃO VI - UM PRÍNCIPE REGENTE VISIONÁRIO


Instalação da Academia Real Militar
no Largo de S. Francisco
Rio de Janeiro
(1812).
terça-feira, 30 de março de 2010
CAFÉ IMPERIAL

O DIA
Rio - As cidades históricas do Vale do Café, no Sul do Rio de Janeiro, já se preparam para participar do ‘VII Circuito de Outono — Café, Cachaça e Chorinho’, evento que vai reunir o melhor da música, da gastronomia e da história da região.
RIO DE JANEIRO, O CAMINHO DA REALEZA

Rio - O Vale Histórico está encravado entre as Serras da Mantiqueira e da Bocaina, e compreende as cidades de Bananal, Arapeí, São José do Barreiro, Areias, Queluz e Silveiras.
Situado entre as divisas de Minas e do Rio de Janeiro, esse trecho do extremo leste de São Paulo reúne a riqueza da cultura paulista, carioca e mineira.
Museu Imperial completa 70 anos de fundação
segunda-feira, 29 de março de 2010
CHEGADA DE TOMÉ DE SOUZA, PRIMEIRO GOVERNADOR-GERAL DO BRASIL
O PAÇO MUNICIPAL
A administração de uma cidade e a escolha dos representantes populares são ítens fundamentais para a sobrevivência e desenvolvimento de uma comunidade.
As formas de governo, acompanhando novas idéias e propostas de pacto social, passaram por uma evolução incessante até chegar à situação presente, com a qual convivemos.
Na história do Rio de Janeiro, o que se entende hoje como pertinente à esfera municipal sofreu enorme mudança ao longo do tempo, desde os primeiros dias da colonização.
A primeira sede dos representantes, a Casa do Conselho da Vereança, foi instalada no Morro do Castelo ainda no século XVI, lá permanecendo até 1639, quando desceu para a várzea em um prédio no início da rua da Misericórdia.
No pavimento térreo funcionava a cadeia, que deu o nome pelo qual o edifício ficou conhecido nos anais da história, a Cadeia Velha. Tendo recebido em 1748 do governador Gomes Freire o título de Senado da Câmara, esta contudo teve de ceder seu prédio aos desembargadores em 1757, e foi para um sobrado na Praça XV, esquina com rua do Mercado.
Nesse local ocorreu o célebre incêndio de 1790, que devorou a maior parte dos antigos arquivos.
A Câmara inicia então uma longa peregrinação, seguindo para a rua do Ouvidor e de volta ao prédio da Misericórdia, mas não por muito tempo, pois a chegada da família real portuguesa a expulsaria de novo.
Daí sucessivamente para a rua Direita, uma sala alugada na Igreja do Rosário e rua do Rosário, retornando posteriormente à igreja.
A solução veio em 1816, quando o vereador Francisco de Sousa Oliveira propõe a construção do Paço Municipal, imediatamente aprovada.

O sítio escolhido situava-se no Campo de Santana, entre as ruas São Pedro (lado direito da av. Pres. Vargas) e do Sabão (esquerdo), ao lado da atual Escola Rivadávia Corrêa.
Em 1825, era inaugurado o prédio, com dois pavimentos e jardins nas laterais.
A municipalidade errante finalmente teria sede própria, abrigando diversos órgãos que seriam hoje considerados de esferas distintas, o que refletia a inexistência na época da atual separação dos poderes.
Originalmente, a Câmara concentrava funções como inspeção de cadeias, instrução primária, fiscalização do funcionalismo, administração da polícia e outras.
No Império, várias atribuições passaram à alçada do Ministério, limitando a ação municipal.
Em 1875, decidiu-se construir um prédio maior no mesmo local, pois o espaço disponível se tornara insuficiente.
O belo projeto em estilo neoclássico, de José de Sousa Monteiro, discípulo de Grandjean de Montigny, era composto por três volumes, sendo inaugurado em 1882.
Ficou conhecido como Palácio Municipal, ainda abrigando órgãos tanto do executivo quanto a Câmara.
Entretanto, esta mais uma vez mudaria em 1895, agora rumo à Cinelândia, onde construiu nova casa, que teve melhor sorte que o Palácio.
Sede da Prefeitura até os anos 40, se tornaria mais uma dentre várias construções de valor histórico a desaparecer na abertura da Av. Presidente Vargas.