
quarta-feira, 11 de março de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
OS 200 ANOS DA ACRJ.

Ricardo Cravo Albin
Presidente do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ
Rio - Não, não será apenas a celebração, em 2008, da chegada de D. João VI ao Rio de Janeiro o evento que poderá esgotar o ciclo dos 200 anos. Pois neste 2009, uma outra celebração bicentenária está agora chegando, a da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Pois é, o mesmo estadista que propulsionou o Brasil para a independência lavrou a carta régia criando a Associação Comercial. Depois de transferir a sede do Reino de Portugal para o Rio de Janeiro, o príncipe regente criou a Praça do Comércio, núcleo formador da hoje mais antiga instituição civil do Brasil.
A briosa Associação, que singrou dois centenários turbulentos e irregulares, desde cedo se postaria a reboque das idéias revolucionárias do Barão de Mauá. Que anteviu um Brasil menos acanhado e mais contemporâneo, abrindo, ainda no Segundo Império, o viés desenvolvimentista no País. Não à toa, Mauá é o patrono da Associação Comercial, impregnando-a hoje, presidida que é por Olavo Monteiro de Carvalho, das bandeiras liberais.
Causas justas, como a revitalização do Rio, a luta contra pirataria e burocracia, são essenciais para o encontro com um Brasil moderno, mais ágil, mais eficiente.Na semana passada, o Conselho Superior da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), presidido por Humberto Motta, instalou o comitê que vai cuidar das celebrações dos seus 200 anos. Humberto – ao lado de Olavo – apresentou o empresário Lázaro Brandão como presidente de honra dessa comissão que cuidará das festas.
Um aniversário de peso, de essência, de revitalização. Que deverá ser celebrado pelos governos federal, estadual e municipal. A não ser que este País não tenha mesmo juízo.
Presidente do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ
Rio - Não, não será apenas a celebração, em 2008, da chegada de D. João VI ao Rio de Janeiro o evento que poderá esgotar o ciclo dos 200 anos. Pois neste 2009, uma outra celebração bicentenária está agora chegando, a da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Pois é, o mesmo estadista que propulsionou o Brasil para a independência lavrou a carta régia criando a Associação Comercial. Depois de transferir a sede do Reino de Portugal para o Rio de Janeiro, o príncipe regente criou a Praça do Comércio, núcleo formador da hoje mais antiga instituição civil do Brasil.
A briosa Associação, que singrou dois centenários turbulentos e irregulares, desde cedo se postaria a reboque das idéias revolucionárias do Barão de Mauá. Que anteviu um Brasil menos acanhado e mais contemporâneo, abrindo, ainda no Segundo Império, o viés desenvolvimentista no País. Não à toa, Mauá é o patrono da Associação Comercial, impregnando-a hoje, presidida que é por Olavo Monteiro de Carvalho, das bandeiras liberais.
Causas justas, como a revitalização do Rio, a luta contra pirataria e burocracia, são essenciais para o encontro com um Brasil moderno, mais ágil, mais eficiente.Na semana passada, o Conselho Superior da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), presidido por Humberto Motta, instalou o comitê que vai cuidar das celebrações dos seus 200 anos. Humberto – ao lado de Olavo – apresentou o empresário Lázaro Brandão como presidente de honra dessa comissão que cuidará das festas.
Um aniversário de peso, de essência, de revitalização. Que deverá ser celebrado pelos governos federal, estadual e municipal. A não ser que este País não tenha mesmo juízo.
BOTAFOGO E OS SEUS 200 ANOS DE VIDA...

Como sabemos, criado por Decreto Real do Príncipe Regente D. JOÃO VI no dia 13 de maio de 1809 (data de seu aniversário), passou a ser o segundo bairro da Cidade do Rio de Janeiro, depois do Centro, sendo o 1º. da Zona Sul.
Porém, infelizmente não estão dando a importância devida ao nosso Querido Botafogo, que cativou até a Princesa Carlota Joaquina, que decidiu ter a sua casa de veraneio na Praia de Botafogo esquina com Rua Marquês de Abrantes, trazendo todas as importantes figuras do Império para o bairro, tornando-o importante pólo de decisões políticas!
Pois é, até a presente data ninguém se interessou em fazer uma bonita festa para o bicentenário recanto abraçado pelo Pão de Açucar e o Corcovado, nem mesmo a Escola de Samba São Clemente (a única da zona sul, criada e estabelecida no bairro) se dignou a fazer uma samba enredo em sua homenagem.
Como último recurso fizemos um apelo a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), cujo o Patrono é o Visconde de Mauá - Irineu Evangelista de Souza (Grande Empresário do Brasil) e também Patrono da Marinha Mercante Brasileira, que nos auxilie, haja vista que também em 2009 a entidade por Ele fundada, completa 200 anos de existência.
Quem sabe poderemos em maio próximo dar um forte abraço nesse Guerreiro e Amado Botafogo!
Marcelo Roberto Ferreira
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
UM EXEMPLO A SER SEGUIDO!

Testamento do Marquês de Tamandaré – Patrono da Marinha
Exijo que meu corpo seja vestido somente com camisa, ceroula e coberto com um lençol, metido em um caixão forrado de baeta, tendo uma cruz na mesma fazenda, branca, e sobre ela colocada a âncora verde que me ofereceu a Escola Naval em 13 de Dezembro de 1892, devendo-se colocar no lugar que faz cruz a haste e o cepo um coração imitando o de Jesus, para que assim ornado signifique a âncora-cruz, o emblema da fé, esperança e caridade, que procurei conservar sempre como timbre dos meus sentimentos.
Sobre o caixão não desejo que se coloque coroas, flores nem enfeites de qualquer espécie, e só a comenda do cruzeiro que ornava o peito do Sr. Pedro II em Uruguaiana, quando compareceu como primeiro dos voluntários da pátria para libertar aquela possessão brasileira do julgo dos paraguaios que a aviltaram com sua pressão; e como tributo de gratidão e benevolência com que sempre me honrou e da lealdade que constantemente a S. M. I. tributei, desejo que essa comenda relíquia este já sobre meu corpo até que baixe à sepultura.
Exijo que não se faça anúncios e nem convites para o enterro de meus restos mortais, que desejos sejam conduzidos de casa ao carro e deste à cova por meus irmãos em Jesus, o Cristo, que hajam obtido o fórum de cidadãos pela Lei de 13 de Maio. Isto prescrevo como prova de consideração a essa classe de cidadãos em reparação à falta de atenção que com eles se teve pelo que sofreram durante o estado de escravidão; e reverente homenagem à grande Isabel Redentora, benemérita da pátria e da humanidade, que se imortalizou libertando-os.
Exijo mais, que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe, enterrado em sepultura rasa até poder ser exumado, e meus ossos colocados com os de meus pais, irmãos e parentes, no jazigo da família Marques Lisboa.Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva:Aqui jaz o velho marinheiro".
Almirante Joaquim Marques Lisboa
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
ANIVERSÁRIO DO IMPERADOR D. PEDRO II

No dia do aniversário de Imperador D. PEDRO II, S.A.I.R. - Os Príncipes D. Luiz de Orleans e Bragança e D. Bertrand de Orleans e Bragança, estiveram no Rio de Janeiro para a comemoração com uma série de eventos e palestras, tendo em vista manter viva sua memória, bem como reunir os Monarquistas do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro.
Na ocasião o Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Botafogo - Dr. Marcelo Roberto Ferreira e o Diretor do Hospital Mário Kröeff - Dr. Hiram Silveira Lucas convidaram os príncipes a participarem da Campanha de construção do Hospital da Crianças.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
A galeota, construída em 1818, foi usada por Carlota Joaquina para trair dom João VI

Fernanda Thurler (JB)
É impossível contar a história dos 200 anos da chegada da família real ao Brasil, sem fazer alguma referência à galeota, embarcação que durante o Império serviu de transporte para a família de dom João VI. Hoje, a galeota passa por um processo de restauração. Um trabalho minucioso de preservação de uma relíquia e das histórias que ela carrega.
Feita especialmente para dom João VI, a galeota também servia de transporte para personalidades que desembarcavam no Rio de Janeiro na época. A família real a usava para os deslocamentos na Baía de Guanabara. Em 1820, por exemplo, dom João foi de galeota até São Cristóvão para a inauguração da Praça do Comércio – atual Casa França Brasil – porque era mais rápido do que ir de carruagem. Mas às escondidas, a embarcação tinha outra serventia.
– Carlota Joaquina, esposa de dom João VI, ia de galeota visitar o amante, almirante Sidney Smith, que morava em Niterói – conta o historiador Milton Teixeira. – A galeota é a embarcação mais antiga da América Latina.
A embarcação começou a ser construída em 1808, ano em que a família real passou pela Bahia, a pedido do conde da Ponte, dom João de Saldanha. Mas só ficou pronta 10 anos depois, em 1818. Ela veio para o Rio rebocada, e ficou por uma semana em Campos dos Goytacazes. Já no Rio, a galeota, que tem capacidade para 60 remadores e 12 pessoas no camarim, transportou muitas personalidades. Teresa Cristina, em 1843, ainda noiva de dom Pedro II; em 1821 levou a família real até o navio que voltaria para Portugal; e, em 1838, o corpo do patriarca da Independência, José Bonifácio, que morreu em Niterói.
– Durante a República, a galeota continuou transportando autoridades. O Barão do Rio Branco foi a última autoridade do governo federal a usá-la – destaca o historiador Carlos Roquette.
Restauração
Com cem anos de atividade, o barco foi guardado pela Marinha na Ilha das Cobras. Em 1990, a galeota passou pelo primeiro processo de restauração. Mas em vez de fios de ouro, foi usado purpurina. Com o passar do tempo e a oxidação causada pela maresia, a camada dourada escureceu.
Há três meses, uma equipe técnica composta por três portugueses e quatro brasileiros trabalha no redouramento da embarcação, e ornamentos externos como frisos e figuras marinhas.
– As camadas de ouro falso foram retiradas, e a madeira, bem conservada, começou a ser preparada para receber os fios de ouro. Para alisar a superfície, foram passadas três camadas de carbonato de cálcio e uma argila especial que faz a fixação da folha de ouro. Para dar luminosidade, a superfície é polida com pedra ágata – explica a chefe da equipe, Daniela Coelho.
A galeota fica pronta no final de novembro, mas está exposta no Museu da Marinha, no Centro.
– Normalmente uma embarcação não é uma obra de arte, é algo efêmero, que duro no máximo 50 anos. Estamos diante de uma relíquia de 200 anos, de um presente encomendado especialmente para o rei - analisou o diretor de Patrimônio Histórico e Documentação da marinha, almirante Armando Bittencourt.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
MARINHA DO BRASIL HOMENAGEIA A CASA IMPERIAL DO BRASIL

Jornal Mundo Lusíada
Marinha Brasileira e IHGSP promovem cerimônia sobre 200 Anos.
Vanessa Sene
Marinha Brasileira e IHGSP promovem cerimônia sobre 200 Anos.
Vanessa Sene
A Marinha do Brasil e o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP) promoveram, conjuntamente, uma solenidade alusiva aos 200 anos da vinda da família real portuguesa ao Brasil e criação do Corpo de Fuzileiros Navais.Os palestrantes do evento abordaram não apenas a mudança da família real para o Brasil-colônia como o surgimento da Marinha Brasileira, segundo eles, Erro! A referência de hyperlink não é válida. de uma ação Erro!
A referência de hyperlink não é válida. que o país necessitava. Foi mostrado ainda que a corte portuguesa não foi responsável pela fundação do Corpo de Fuzileiros Navais, mas que se deu através de uma iniciativa conjunta entre portugueses, brasileiros e ingleses, contrariando alguns historiadores. O nascimento da Marinha no país aconteceu por uma força própria, defendeu o palestrante historiador da UFRJ, e Capitão-de-Mar-e-Guerra, Francisco Eduardo Almeida.
Nesta quarta-feira, 24 de setembro, o 8º Distrito Naval em São Paulo recebeu convidados e personalidades, como o príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Real do Brasil, quem afirmou que o país cresceu e manteve-se na sua dimensão graças ao Corpo de Fuzileiros. Ainda, participaram do evento o vice-Almirante Terenilton Souza Santos, comandante do 8º Distrito Naval, os comandantes Antonio Carlos Mendes e Sergio Caldas Restier Gonçalves, o historiador e professor Kenneth Light, a professora Georgette Nacarato Nazo (Centro Cultural da Marinha em São Paulo), além do Cônsul de Portugal em São Paulo, Guilherme Queiros de Ataíde.
Ao Mundo Lusíada, a presidente do IHGSP, Nelly Martins Ferreira Candeias disse estar “entusiasmada” pela realização do evento em conjunto com a Marinha brasileira. “Melhor não poderia ter sido, estou muito feliz. E acho que comemoramos à altura dos esforços que tanto os portugueses como os brasileiros fizeram para criar essa nação maravilhosa que é o Brasil”.Para a presidente, defensora da memória luso-brasileira, as comemorações dos 200 anos da vinda da corte, em 2008, permitiram novas perspectivas da história. “Durante este ano, as publicações, as conferências, as palestras foram muito importantes para que se tenha uma idéia do que aconteceu de fato, historicamente, com fatos documentados. E não palpites que um ou outro dá sem fundamentação histórica. Eu achei que esse ano contribuiu para que todos se interessassem pelo Século XIX”.
Após a solenidade, foi aberta uma exposição reunindo condecorações do período imperial no Salão Nobre, ofertadas pelo Dr. Celso Figueiredo Filho, e documentos da época, uma Erro! A referência de hyperlink não é válida. de Paulo Renato Leite Castro. DiscursoEste foi o terceiro evento promovido pelo IHGSP, no âmbito das comemorações do bicentenário, depois da realização de uma cerimônia no salão nobre da Faculdade de Direito com um público de 700 pessoas, no mês de março, na qual homenageou diversas personalidades com o Colar do Bicentenário da Vinda da Família Real para o Brasil (criado por decreto do governador José Serra), além da sessão em homenagem aos 200 Anos da Imprensa Brasileira, em 27 de setembro.
Em seu discurso, a historiadora falou sobre o “clima de gratidão e respeito” em ambos os eventos, recordando benefícios trazidos ao Brasil pela corte portuguesa, e não por um Dom João “injustamente definido como uma pessoa incompetente por historiadores superficiais” defendeu. “Até hoje, surpreendem-se os historiadores do mar com os entendimentos diplomáticos e planos logísticos de um empolgante segredo de estado, mantido com rigoroso sigilo por um monarca competente e bem intencionado, que protagonizaria momentos decisivos da história luso-brasileira. Era difícil manter o sigilo àquela altura, com espiões de um lado e do outro, principalmente nas capitais ibéricas. Esse segredo de estado rompeu o bloqueio continental, alterou o rumo da história das nações e contribuiu para a definitiva derrota de Napoleão na Europa e nas Américas”.
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