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quarta-feira, 29 de julho de 2009

MINISTROS DA MARINHA - REINADO



NOME
INÍCIO
TÉRMINO


CONDE DE ANADIA D. JOÃO RODRIGUES DE SÁ E MENEZES
10/03/1808
30/12/1809


CONDE DE AGUIAR D. FERNANDO JOSÉ DE P. E CASTRO
30/12/1809
07/01/1810


CONDE DE GALVÊAS D. JOÃO DE ALMEIDA M. E CASTRO
07/01/1810
18/01/1814


CONDE DE BARCA ANTONIO DE ARAÚJO AZEVEDO - INTERINO
18/01/1814
21/06/1817


JOÃO PAULO BEZERRA DE SEIXAS - INTERINO
21/06/1817
29/11/1817


THOMAZ A. VILLA-NOVA PORTUGAL - MAGISTRADO
29/11/1817
05/02/1818


8º CONDE DOS ARCOS D. MARCOS DE NORONHA E BRITO
05/02/1818
22/02/1821


ALMIRANTE JOAQUIM JOSÉ MONTEIRO TORRES
26/02/1821
22/04/1821


CHEFE DE ESQUADRA - CONDE DE SOUZEL - MANUEL ANTONIO FARINHA
22/04/1821
22/10/1822

28 JUL - Criação do Comando da Marinha



MARINHA DO BRASIL


DIRETORIA DE COMUNICAÇÕES E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA MARINHA


BOLETIM DE ORDENS E NOTÍCIAS


Nº 516 DE 28 DE JULHO DE 2009


BONO ESPECIAL


GERAL


COMANDANTE DA MARINHA


BRASÍLIA, DF.
Em 28 de julho de 2009.


ORDEM DO DIA Nº2/2009


Assunto: Criação do Comando da Marinha


Ao comemorarmos o nosso 273o aniversário de criação, faz-se necessário retroceder a 1736, ano em que, por Alvará de D. João V de Portugal, foi estabelecida, entre outras, a Secretaria da Marinha e Domínios Ultramarinos, subordinada diretamente ao monarca. Ao longo dos séculos, desde a Colônia, passando pelo Império, até o presente, sucessivas modificações em sua denominação foram sendo efetuadas, sem que, contudo, suas tarefas fundamentais sofressem mudança.


Assim, ao alcançarmos o ano de 1999, quando da implementação do Ministério da Defesa, a Lei Complementar no 97, de 9 de junho, mudou o nosso nome para Comando da Marinha, mantendo-se as mesmas responsabilidades anteriores.


Como se pode verificar, desde o distante 28 de julho de 1736, não se tem notícia de registro que indique alteração substancial da estrutura administrativa da nossa Instituição, fator determinante para que a data em lide fosse considerada como a nossa origem, cujas atribuições básicas têm sido conservadas desde então, efetuando-se as adaptações e modernizações em decorrência das novas realidades vivenciadas no decurso do tempo.


O mar sempre exerceu uma forte influência no destino da Pátria.


Foi a via do descobrimento; o acesso para invasores; nele lutamos pela integridade do território e pela consolidação da independência; e, através dele, fomos agredidos nos dois últimos conflitos mundiais, o que fez com que abdicássemos da neutralidade.


Fruto dessa pujante história, temos hoje uma vasta faixa litorânea, com cerca de 8.500 km de extensão e uma rede fluvial com, aproximadamente, 40.000 km de rios navegáveis.

No Atlântico, detemos a jurisdição sobre uma imensa área que, em sendo aceito o pleito referente à plataforma continental, já apresentado à ONU, atingirá algo em torno de quatro milhões e meio de km2; por ser extensa, rica e de valor indiscutível, convencionamos chamá-la de “Amazônia Azul”.


Como corolário da incontestável riqueza desse “mar que nos pertence”, possuímos uma posição de destaque no cenário internacional, já que temos inegável competência em construção de meios, inclusive de submarinos; dominamos tecnologias sensíveis, como o ciclo de enriquecimento do urânio; dispomos de Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais em condição de pronto emprego, dotados de capacidade expedicionária e de projeção de poder; operamos aviação de asa fixa embarcada em Navio-Aeródromo; e procuramos, firmemente, desenvolver uma Força equilibrada, balanceada e moderna, com aptidão para inibir eventuais agressões e estimular soluções pacíficas de controvérsias.


Nos oceanos, as fronteiras são linhas imaginárias que não existem fisicamente. O que as definem e as fazem respeitadas são os navios patrulhando-as ou realizando ações de presença.


Nunca é demais relembrar Rui Barbosa alertando-nos que “Esquadras não se improvisam”.


Dentro desse enfoque, buscamos atender uma estratégia de dissuasão, que requer reconhecidas credibilidade e prontidão, com o suporte de uma emergente e crível indústria de defesa.

Nesta oportunidade, em que se recordam alguns remotos fatos
históricos que determinaram o surgimento deste Comando e as nossas crescentes responsabilidades, gostaria de felicitar a todos os militares e civis, homens e mulheres, da ativa e da reserva, e conclamá-los a continuarem seu trabalho diuturno com dedicação, entusiasmo e crença na formação de uma Instituição cada vez mais à altura do papel do Brasil no concerto das nações, certos de que assim procedendo, estaremos, também, contribuindo para perpetuar nossa tão querida Marinha.


JULIO SOARES DE MOURA NETO
Almirante-de-Esquadra
Comandante da Marinha



BONO Especial Nº 516/2009.


Visite a página da Marinha na Internet – www.mar.mil.br onde poderão ser
conhecidas as atividades desenvolvidas pela Marinha
do Brasil.

29 Jul - Nascimento da Princesa Isabel - Rio de Janeiro (1846).


Dia do nascimento da princesa Isabel

No dia 29 de julho de 1846 nascia a Princesa Isabel, segunda filha do Imperador D. Pedro II, no Paço de São Cristóvão, Rio de Janeiro.


Recebeu o pomposo nome Isabel Cristina Leopoldina Augusta.


Isabel, por causa da avó materna, Rainha de Nápoles; Cristina, que lembraria sua mãe, a Imperatriz Dona Tereza Cristina; Leopoldina, em homenagem a sua avó paterna, a primeira Imperatriz do Brasil e Augusta como premonição do futuro que a aguardava.


A esses nomes acrescentaram-lhe os tradicionais dos príncipes de Bragança: Micaela, Gabriela, Rafaela e Gonsaga.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/julho/dia-do-nascimento-da-princesa-isabel.php

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Rio antigo - O Convento da Ajuda




Paulo Pacini




JB



A Cinelândia foi, durante muito tempo, o centro da vida noturna da cidade, especialmente no tempo da capital federal. Além de cinemas, o teatro de revista floresceu, lançando artistas de sucesso. Mas suas origens, diferentemente do que se imagina, não foram nada mundanas, tendo na verdade uma motivação oposta à fama adquirida no século 20.



No ano de 1705, a coroa portuguesa finalmente concedia a autorização para a instalação do primeiro convento de freiras da cidade, a ser construído no mesmo local onde, desde o século 16, existia a ermida de N.Sª da Ajuda, na atual Cinelândia. Era a vitória final da viúva Cecília Barbalho que, em 1678, decidiu se recolher com suas três filhas e duas meninas. Como não havia nenhuma casa deste tipo na época, ofereceu seus bens a uma instituição que a criasse. A coroa tergiversava, pois preferia que as mulheres se casassem e tivessem filhos, povoando a colônia de tão escassos habitantes.



A construção do convento, contudo, só iniciaria em 1745, sob o comando do Brigadeiro Alpoim. Cinco anos depois, em 1750, seria inaugurado com grandes festejos e a presença do governador Gomes Freire. Dedicado a N.Sª da Conceição da Ajuda, teve como fundadoras quatro freiras da Ordem de Santa Clara, enviadas de Salvador, junto com cinqüenta escravas. A área do convento incluía a igreja de N.Sª da Ajuda, que passou a receber os restos mortais da família real, depois da vinda da côrte.



Com o passar do tempo, as freiras da Ajuda ficaram conhecidas pelos seus dotes culinários, especialmente os doces, encomendados por ocasião dos mais diversos festejos, principalmente no século 19. Mas o convento também teve seu lado sombrio, pois era usado como prisão para filhas desobedientes, que não aceitavam o noivo escolhido, e também para esposas que se rebelavam contra o marido. Nesses tempos, a autoridade do chefe de família em sua casa era absoluta, com o apoio do estado, pelo menos até certa época.



O convento, bela obra dos tempos coloniais, não resistiu às transformações que a cidade sofreu no início do século 20, sendo vendido à Light, que o demoliu em 1911. Nada se construiu então, tendo surgido nossa conhecida Cinelândia só no final dos anos 1920, por obra de Francisco Serrador. Após mais de 160 anos de uma história ligada ao sagrado, iniciava-se a etapa profana do local, que também acabaria passando, como tudo mais, aliás.



Segunda-feira, 27 de Julho de 2009 - 00:00

domingo, 26 de julho de 2009

R E C O R D A N D O . . .


A verdade alivia mais do que magoa.


E estará sempre acima de qualquer falsidade

como o óleo sobre a água.



(Miguel de Cervantes)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

20 Jul - Nascimento de Alberto Santos-Dumont,Patrono da Aeronáutica Brasileira (1873).


20 Jul


- Nascimento de Alberto Santos-Dumont, Patrono da Aeronáutica Brasileira (1873).

- Criação do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), que antecedeu à Fundação Nacional do Índio.(FUNAI). O então tenente-coronel Rondon foi seu inspirador e primeiro chefe (1910).


- Sessão inaugural da Academia Brasileira de Letras - Rio de Janeiro (1897)



É o aniversário de nascimento de Alberto Santos-Dumont. Alberto Santos-Dumont nasceu em 20 de julho de 1873, no sítio Cabangu, Distrito de Palmira, atual Santos Dumont-MG. Filho de Henrique Dumont, de ascendência francesa, engenheiro e cafeicultor e de Francisca de Paula Santos.


Tendo dedicado sua vida à aviação, Santos-Dumont foi o primeiro aeronauta a alcançar, definitivamente, a dirigibilidade dos balões e a voar num aparelho mais-pesado-que-o-ar com propulsão própria.


Alberto Santos-Dumont é considerado o Pai da Aviação.


A Lei 3.636, de 22 de setembro de 1959, concedeu-lhe o posto honorífico de Marechal-do-Ar.

http://www.fab.mil.br/portal/acontecefab/mostra_conversapol.php?id=66

Rio antigo - A fortaleza de São José


Paulo Pacini


JB



O sucesso da cultura da cana de açúcar, um dos pilares da colonização portuguesa do Brasil, tornou-se possível graças ao concurso de diversos fatores, tais como o domínio da técnica produtiva, a mão de obra escrava e uma ampla distribuição do produto no mercado europeu. Esta última tarefa era desempenhada com excelentes resultados pelos holandeses, que, além de serem os maiores compradores, financiavam a instalação de muitos engenhos no Brasil.


A bem-sucedida dobradinha Portugal-Holanda começaria a acabar em 1581, quando o rei Felipe II da Espanha assumiu a coroa portuguesa, vacante pela falta de herdeiros do rei D.Sebastião, que se fez matar em terras africanas.


O rei espanhol, inimigo dos holandeses, quebrou o esquema, e estes ficaram sem acesso à preciosa mercadoria. Inconformados, anos depois invadiriam o Brasil, primeiro em Salvador em 1624, sendo expulsos a seguir, mas com êxito em Recife, permanecendo de 1630 a 1654, e obtendo o açúcar na própria fonte. Temendo o alastramento das invasões por todo território, as autoridades reforçaram o sistema defensivo em outros pontos da colônia. Assim o fez o governador Martim Corrêa de Sá, construindo um forte na Ilha das Cobras, na época propriedade da ordem dos beneditinos. Erigida com grande auxílio da população, a nova fortaleza se consagraria como uma das mais importantes, protegendo a área urbana central.


Em 1710, auxiliou na defesa, abrindo fogo contra os invasores franceses de Duclerc. Mas em 1711 foi tomada durante a nova invasão francesa, comandada por Duguay-Trouin, que virou seus canhões contra a cidade e a bombardeou até conseguir o resgate desejado, de 600 mil cruzados.


Após esses incidentes, o sistema defensivo foi ampliado, criando-se um novo conjunto de fortificações, e, assim, em 1736 era inaugurada a Fortaleza do Patriarca de São José da Ilha das Cobras. Compunha-se de três fortes, o de São José, o do Pau da Bandeira e o de Santo Antônio. Novas melhorias e acréscimos seriam feitos nos séculos seguintes, chegando até a configuração atual.


Abrigando o Museu do Corpo de Fuzileiros Navais, e com uma preciosa coleção de artefatos, que testemunham incontáveis acontecimentos ocorridos ao longo de quase quatro séculos, a antiga fortaleza é uma visita obrigatória e altamente enriquecedora para todos que desejem conhecer um pouco mais sobre as origens e história da Cidade Maravilhosa.


Segunda-feira, 20 de Julho de 2009 - 00:00