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domingo, 9 de maio de 2010

LIMA BARRETO, AFILHADO DO VISCONDE DE OURO PRETO









Nascido de pai português e mãe escrava, era mulato e pobre.






Afilhado do Visconde do Ouro Preto, conseguiu estudar com ajudo padrinho e ingressar aos 15 anos na Escola Politécnica.




Lá sofreu toda sorte de humilhações e preconceitos e, quando estava no 3º ano, teve de trabalhar e sustentar a família, pois o pai enlouquecera.




Presta concurso para escriturário no Ministério da Guerra, permanecendo nessa modesta função até aposentar-se.



Socialista influenciado por autores russos, Lima Barreto vive intensamente as contradições do início do século, torna-se alcoólatra e passa por profundas crises depressivas, sendo internado por duas vezes.




Em todos os seus romances, percebe-se traço autobiográfico, principalmente através de personagens negros ou mestiços que sofrem preconceitos.



Mostra um perfeito retrato do subúrbio carioca, criticando a miséria das favelas e dos cortiços.




Posiciona-se contra o nacionalismo ufanista, a educação recebida pelas mulheres, voltada para o casamento, e a República com seu exagerado militarismo.




Utiliza-se da alta sociedade para desmacará-la, desmitificá-la em sua banalidade.



Seus personagens são humildes funcionários públicos, alcoólatras e miseráveis.. Sua linguagem é jornalística e até panfletária.



Obras principais:



Romance:



Recordações do Escrivão Isaías Caminha



(tematiza preconceito racial e crítica ao jornalismo carioca - 1909)




Triste Fim de Policarpo Quaresma



(inicialmente publicado em folhetins - 1915)




Numa e Ninfa (1915)




Vida e Morte de M. J. Gonzaga e Sá (1919)



Clara dos Anjos (1948)




Conto: História e Sonhos (1956)





Sátira Política e Literária:



Os Bruzundangas (1923) Coisas do Reino do Jambon (1956)





Humorismo:



Aventuras do Dr. Bogoloff (1912)





Artigos e Crônicas:





Feiras e Mafuás (1956)



Bagatelas (1956)





Cônicas sobre Folclore Urbano:



Matginália (1956)



Vida Urbana (1956)





Memórias:



Diário Íntimo (1956)



Cemitério dos Vivos (1956)

LAPA: QUEREM VOLTAR AO GLAMOUR DO BRASIL IMPÉRIO




Revitalização



Rua da Lapa, que tem pouco mais de 300 metros de extensão, não acompanha processo de revitalização



Publicada em 08/05/2010 às 18h43m




Taís Mendes


O GLOBO



RIO - Com pouco mais de 300 metros de extensão e cercada de casarios históricos, a Rua da Lapa não renasceu com a revitalização do restante do bairro.




Pelo contrário: as construções estão caindo aos pedaços, o comércio não se desenvolveu e os problemas de infraestrutura e de ordem urbana se acumulam nas calçadas.




A prefeitura diz que tenta, com operações diárias, coibir irregularidades.




Mas, na visão de quem ajudou a alavancar parte do bairro, falta mobilização popular para recuperar o pequeno trecho onde a boemia carioca nasceu.



Confira imagens do Lado B da Lapa





O contraste tem como marco divisor os Arcos: no lado A da Lapa, o charme restaurado e o comércio revitalizado nos sobrados das ruas do Lavradio, Mem de Sá e Riachuelo; no lado B, o abandono e a desordem das ruas da Lapa, Taylor e Joaquim Silva, onde os famosos cafés e restaurantes, ponto de encontro de músicos, artistas e intelectuais não resistiram ao tempo.




Nem mesmo endereços nobres, como o número 242, onde Machado de Assis viveu entre 1874 e 1875.




O sobrado, tombado pela prefeitura, hoje abriga uma financeira e apresenta desgastes na construção.



O início da rua tem como marco uma das mais belas construções da região e uma das poucas preservadas: a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro, erguida para os nobres colonizadores, e a capela Divino Espírito Santo, para os escravos.




No restante, são sobrados ocupados por pequenas lojas no térreo e, na maioria das vezes, só fachada na parte superior.




Além do abandono do patrimônio histórico, lixo, esgoto e buracos tomam as calçadas e o asfalto.



O empresário Plínio Fróes, diretor de comunicação da Associação Polo Novo Rio Antigo, que participou diretamente da revitalização da Rua do Lavradio, acredita que falta mobilização popular:



- A Rua da Lapa não aconteceu porque não há uma entidade de classe que una os empresários em torno de um objetivo, como aconteceu na Rua do Lavradio.




A revitalização surgiu de um movimento dos próprios comerciantes com a criação da Feira Rio Antigo, que completa 14 anos em outubro.




A feira trouxe os primeiros bares e antiquários para a região. E com eles vieram a gastronomia e boa música.



Para o empresário, a prostituição e a violência que ainda cercam a Rua da Lapa - o último episódio aconteceu na madrugada de sexta-feira, quando um adolescente de 16 anos foi baleado depois de reagir a uma tentativa de assalto - não são desculpas para a falta de investimentos na região.



A Comissão de Revitalização de Imóveis (CRI) do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (SInduscon), em convênio com a prefeitura, está terminando um levantamento de todos os imóveis abandonados no Centro, destacando os que têm potencial para habitação.




Jackson Pereira, presidente da comissão, defende a tese de que não existe revitalização sem que haja moradias.

JOÃO CÂNDIDO: A MONARQUIA LIBERTOU . . . A REPÚBLICA CONDENOU PARA A HISTÓRIA !






Enviado por Eliane Maria -
8.5.2010
18h40m




Levante de marinheiros




Revolta da Chibata: filho de João Cândido fala sobre centenário


Assista ao vídeo com o filho de João Cândido



http://extra.globo.com/geral/casosdecidade/video/2010/17719/

De frente para as águas da Baía de Guanabara, de costas para o antigo entreposto de pesca que lhe garantiu o sustento até o fim da vida, após a Revolta da Chibata, João Cândido Felisberto, desde 2008, não tem mais apenas as pedras pisadas do cais como monumento — como registra a letra de “Mestre sala dos mares”, de João Bosco e Aldir Blanc.






A homenagem ao “Almirante Negro” está ali na Praça Quinze para lembrar, no centenário do levante, que a luta por melhores condições de trabalho e pelo fim dos castigos físicos na Marinha não foi em vão.






— Meu pai passou dois anos na Inglaterra, esperando a frota se modernizar, e conviveu com os sindicatos. Viu que a marujada de lá não apanhava.






Na volta, uma semana depois da posse do (presidente) Marechal Hermes, um marinheiro levou 250 chibatadas.






Ele e os companheiros deram um basta e assumiram a frota, dando um ultimato ao governo — conta Adalberto do Nascimento Cândido, o Candinho, de 71 anos, caçula do líder, detalhando a origem da revolta naquele longínquo 22 de novembro de 1910.





Anistia esquecida







O objetivo do levante foi atingido, mas a anistia esquecida pela Marinha, que prendeu e perseguiu João Cândido, levado até para o Hospital Nacional de Alienados — de onde recebeu alta graças a um laudo do psiquiatra Juliano Moreira, atestando que o marinheiro não tinha sinais de perturbação.






— Em 1912, ele foi absolvido, mas excluído da Marinha de Guerra.






Tentou trabalho na Mercante, mas, quando descobriam quem ele era, tinha que desembarcar.





Patente foi devolvida em 2008




Considerado desertor pela Marinha, João Cândido só recebeu a anistia da União, que devolveu a ele e aos demais envolvidos na revolta a patente, 39 anos após sua morte, em 2008, quando o presidente Lula assinou a Lei 11.756.






A indenização esperada pela família, no entanto, não foi concedida.






— A Marinha disse ao presidente que o Tesouro não tinha condições de pagar indenização póstuma a 2.300 marinheiros — explica o historiador Marco Morel.






Marco é neto do jornalista Edmar Morel, autor do livro que deu ao “Almirante Negro” o real valor histórico.






— Foi ele quem criou o nome Revolta da Chibata. Antes, referiam-se ao episódio como Revolta dos Marujos ou Revolução da Armada — diz Marco.






Candinho só descobriu a dimensão do feito do pai, gaúcho de Encruzilhada do Sul, pela obra, em 1959:






— Ele era reservado e nunca se queixou. Era homem de assumir as palavras.




Procurada no Rio e em Brasília, a Marinha não se manifestou sobre o assunto.




Pílulas de história:




1.O nome do líder negro continuará a navegar, uma de suas paixões. Na sexta-feira, a Petrobras lançou ao mar o primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, batizado de João Cândido, no Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca (PE).




2.A perseguição ao líder da revolta o acompanhou até a morte. No dia do seu enterro, havia um carro de polícia em frente ao cemitério do Caju. João Cândido recebia uma pensão especial do governo de Porto Alegre, mas o benefício, não extensivo à viúva Ana do Nascimento, foi cortado.

FELIZ DIA DAS MÃES !


sexta-feira, 7 de maio de 2010

MORRE O DUQUE DE CAIXIAS





07 Mai 1880






Falecimento do




Marechal Luís Alves de Lima e Silva,




o Duque de Caxias,




Patrono do Exército Brasileiro,




na fazenda Santa Mônica-RJ




(1880)


Lateral da Fazenda Santa Mônica,

as duas últimas janelas superiores,

eram do quarto do Duque de Caxias.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fundação do Colégio Militar do Rio de Janeiro




06 Mai






Inauguração da primeira Colônia Militar na




Amazônia, localizada às margens do rio Araguari




Amapá (1840)







Inauguração do Colégio Militar do Rio de Janeiro,




o mais antigo dos colégios militares do Brasil




(1889)

terça-feira, 4 de maio de 2010

LARGO DO BOTICÁRIO: LARGADO PELA PREFEITURA !







Histórico




Internauta mostra deterioração do Largo do Boticário, no Cosme Velho



Publicada em 03/05/2010 às 13h42m






Texto e fotos da leitora Liane Raposo



O GLOBO

RIO - Moradora de Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, fui mostrar o Largo do Boticário, no Cosme Velho, para amigos que visitavam a cidade.






Ao chegar, quase caí para trás, de tristeza e de vergonha:






o outrora lindo e bucólico local está caindo aos pedaços!






Seu belo casario está com as fachadas sujas, quebradas, invadido por pessoas que pedem uma "pequena colaboração" para quem quiser entrar.






Uma realidade totalmente destoante da placa localizada à entrada que diz:






"Vós que Moraes nesse recanto, sob a benção da água e do silêncio, lembrai-vos que de vós depende o encanto daqui".