quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
VIVA O IMPERADOR: Sobre o Principe D. Pedro Henrique de Orleans e Bragança - Chefe da Casa Imperial do Brasil
LIVRETO
VIVA O IMPERADOR
Sobre o Principe D. Pedro Henrique de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil
Publicação dos Monarquitas do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espirito Santo, Bahia, Pernanbuco, Ceará e Pará.
Edição: Gráfica da Papelaria União - Rio de Janeiro - 1948
terça-feira, 19 de outubro de 2010
RECONHECIMENTO DO CASAMENTO DE D. MARIA FRANCISCA DE ORLEANS E BRAGANÇA COM D. DUARTE NUNO DE BRAGANÇA - DUQUES DE BRAGANÇA
RECONHECIMENTO DO CASAMENTO DE D. MARIA FRANCISCA DE ORLEANS E BRAGANÇA COM D. DUARTE NUNO DE BRAGANÇA DUQUES DE BRAGANÇA
OCORRIDO EM 15 DE OUTUBRO DE 1942:
A Rainha D. Amélia de Orleans e Bragança em seu exílio em França de 1910 a 1950, buscando sempre a grandeza de Portugal, e principalmente após a morte prematura de seu ultimo filho e ultimo Rei de Portugal D. Manoel II em , que tentou o reconhecimento e aproximação de D. Duarte Nuno de Bragança com o mandatário de Portugal Dr. António de Oliveira Salazar, o que possibilitaria o retorno da monarquia constitucional portuguesa após a morte do caudilho lusitano, como já estava acordado na Espanha do Generalíssimo Francisco Franco desde 1941.
Fez a aproximação para o consorcio matrimonial do futuro casal com seu primo D. Pedro de Alcantara de Orleans e Bragança Príncipe do Grão-Pará, pai de D. Maria Francisca.
Por causa da renúncia de seu pai ao trono brasileiro em 30 de outubro de 1908 (não renunciado seus direitos ao trono português), tornando-se automaticamente herdeiro ao trono de Portugal.
Segundo a constituição do Império do Brasil de 25 de Março de 1824 e a constituição do Reino de Portugal de 1826 passada por D. Pedro I do Brasil) e IV de Portugal, será sempre herdeiro do trono e corôa do Brasil e Portugal seu filho e herdeiro (não falava em filha...!!!).
Por um decreto pré-nupcial tornou sua filha D. Maria da Glória sua herdeira no trono português na sua abdicação e na impossibilidade de seu primogenito (futuro Imperador D.Pedro II do Brasil) tornando ela D. Maria II de Portugal casando com seu tio D. Miguel I, contrato este desfeito em virtude do golpe de Estado miguelista que causou as guerras liberais vencidas pelo Rei Cavaleiro Duque de Bragança em favor de sua filha D. Maria II em 1834, sendo proclamados (e não aclamados) ela e todos os seus herdeiros e sucessores até 1910 pela soberana corte de Lisboa.
Em 15 de novembro de 1889 um golpe militar liderado por militares positivistas e escravocratas, derruba a monarquia constitucional brasileira, e seu ultimo Imperador segue para o exílio em Portugal. D. Pedro de Alcantara embora não abdicando ou renunciando a nenhum de seus direitos dinasticos no Brasil ou em Portugal seria, pela derrocada da monarquia brasileira, Rei constitucional de Portugal de fato e de direito. Mas em dezembro de 1889, muito poucos sabiam deste detalhe constitucional, (o ministro Barão do Rio Branco tentou questionar o Imperador sobre a questão porém foi proibido pelo mesmo, para não atrapalhar a ascenção ao trono do sobrinho neto D. Carlos I em Portugal, abandonando o mais rapido possível o território português exilando-se na França, e lá falecendo em 5 de dezembro de 1891.
Sua filha e herdeira reividicou sempre suas pretenções ao trono brasileiro até sua morte em 14 de novembro de 1920, porém seu filho mais velho Príncipe do Grã-Pará tendo abdicado em 30 de outubro de 1908 ao trono brasileiro a favor de seu irmão D. Luis, torna-se o herdeiro do trono português, principalente após a morte no exílio de D. Manuel II em Londres.
Ainda que respeitassem a renúncia do pai Príncipe do Grão-Pará colocaram em carta de 1938 a intenção "de colocar nas mãos da nação a escolha do futuro monarca brasileiro" dizendo assim "o herdeiro do thono é nosso sobrinho Pedro Henrique mas se povo brasileiro chamar estaremos pronptos". Tal carta por si só já impediria qualquer pretenção ao trono português dos Príncipes D. Pedro Gastão, D. João Maria (este em 1956 ainda em processo cartorial registrou o filho D. João Henrique como Príncipe Imperial do Brasil) e suas irmãs D. Isabel casada com herdeiro francês Conde de Paris, D. Thereza casada com o espanhol Marquês de Martorel estavam automaticamete excluidas dos tronos luso e brasileiro.
Restou porém uma filha, D. Maria Francisca de Orleans e Bragança, que formalizou sua condição de cidadâ portuguesa em 13 de outubro de 1942, transformando-se automaticamente na herdeira do trono de Portugal.
Seria ela de direito D. Maria III, e seu futuro marido Rei consorte de Portugal.
Assim secretamente a idósa Rainha D. Amélia em seu exílio em Portugal arquitetou este casamento que seria a salvação dos monarquicos portugueses.
O casamento ocorreu em 13 de outubro na embaixada de Portugal no Rio de Janeiro e a cerimônia religiosa na Catedral de Petrópolis em 15 de outubro, porém em 20 de outubro o Presidente Getúlio Vargas a pedido do Proprietário dos Diários Associados, Assis Chateaubriant, reconheceu o casamento civil dos Duques de Bragança, uma vez, por ser positivista não reconhecia casamentos religiosos (ele próprio casado somente no civil com a Primeira Dama D. Darcy Vargas) achou conveniente reconhecer o casamento civil em território brasileiro sendo encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, para que no processo de reconhecimento da cidadania portuguesa de D. Maria Francisca de Orleans e Bragança seu futuro marido fosse reconhecido também cidadão português.
Para isso D. Francisca Viana Nedehf Marquesa de Viana, cidadã portuguesa naturalizada brasileira, mãe de Jorge Viana Nedehf Marquês de Viana funcionário jornalista dos Diários Associados na Radio Tupí e amigo de Assis Chateaubriant, seria nomeada bastante procuradora do Presidente da República para testemunhar o evento religioso para constar no Alvará presidencial de 20 de outubro de 1942.
Tudo estaria perfeito se mais tarde no encontro do Casal Real com o Ministro Dr. Antònio Oliveira Salazar, ao chegar ao jantar saudou este a D. Maria Francisca de Orleans e Bragança como "Vossa Majestade Fidelíssima", causando um grande desconforto ao Duque de Bragança.
Seguiu-se um mau estar entre as duas grandes personalidades D. Duarte Nuno e Dr. António de Oliveira Salazar, segundo Assis Chateaubriant presente também ao jantar que oferecia disse; "... este regabofe parece o Titanic depois de bater no Iceberg....!!!!", e de facto ao se despedir o Mandatário de Portugal de D. Amélia e de D. Maria Francisca se quer dirigiu alguma palavra ao Duque de Bragança, saindo imediatamente do recinto. Foram testemunhas do jantar os representantes portugueses e brasileiros que colaboraram nesta iniciativa frustrada da Rainha D. Amélia.
O desentendimento dos dois titans foi bastante para destruir os sonhos de D. Amélia da restauração do trono português, que se tivesse dado certo teria sua restauração antes da restauração monarquia constitucional espanhola que ocorreu em 1975, pois Salazar tendo sofrido um grave acidente vascular cerebral em 1968, hoje teriamos de facto o filho do casal real, D. Duarte Pio de Bragança Duque de Bragança como Rei de facto de Portugal.
Neste ponto de vista histórico podemos observar que a monarquia Portuguesa teria evitado a sangria e a morte de patriotas lusitanos tanto no continente como nas colonias que desmoronaram após os acontecimentos de 25 de abril de 1974.
Haveria se evitado tantas dores e tristezas do povo português.
O mais incrivel é que hoje, bilontras e tratantes ainda tentam se dizer herdeiros do trono de Portugal, seja um italiano,trambiqueiro ao um parente bem...bem distante dos Braganças. Neste sentido a murcha e fria comemoração do centenário da república portuguesa em 5 de outubro deste ano poderiamos estar em verdade dando Vivas a El Rey de Portugal... !!!
Eduardo André Chaves Nedehf
Marquês de Viana
domingo, 17 de outubro de 2010
A RUA DOM MANUEL
A Rua Dom Manuel
17/10/2010 - 09:40
Enviado por: Paulo Pacini
JB
A grande amplitude do litoral brasileiro foi decisiva durante a colonização, avançando-se paulatinamente rumo ao interior desde a costa, o mar facilitando a troca entre os esparsos povoados de então, que repetiam o mesmo processo em seu microcosmo, crescendo do litoral para o sertão.
No Rio, o acesso ao mar aconteceu inicialmente através de uma praia na base do Morro do Castelo, chamada de porto/praia dos padres da Companhia, por conta dos jesuítas que usavam o local no desembarque de produtos para seu colégio. Com o tempo, construíram-se casas à beira-mar, e o caminho recebeu o nome de rua da Misericórdia, cujo hospital localizava-se em seu final.
Rua D.Manuel, recordação do antigo bairro da Misericórdia
Aterros sucessivos ganharam espaço ao mar, surgindo becos com nomes como da Fidalga ou do Guindaste, transversais à rua principal. No final do século XVII, a praia passou a se chamar de D. Manuel, em homenagem ao governador D. Manuel Lobo, morto em 1680 na colônia do Sacramento.
Reformas posteriores levaram à abertura na antiga praia de uma rua paralela à Misericórdia, chamada até hoje de D. Manuel, palco de eventos marcantes. Lá aconteceu o primeiro baile de carnaval, no Teatro S. Januário, e foram tiradas as primeiras fotografias, além das padarias onde os cariocas experimentaram pela primeira vez o pão de trigo.
Restaram alguns prédios históricos, como o Museu Naval e o antigo Tribunal do Júri, escassas referências físicas que permitem, através de um esforço de imaginação, visualizar onde ficava o antigo e desaparecido bairro.
sábado, 16 de outubro de 2010
São Pedro de Alcântara, o padroeiro do Brasil
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
PADROEIRO DO BRASIL
São Pedro de Alcântara, o padroeiro do Brasil
Logo após a Independência, Dom Pedro I entendeu que o Brasil precisava ter um santo padroeiro oficialmente autorizado pelo Papa, embora ele, Dom Pedro I, já tivesse feito a consagração do Brasil a Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, em sua vinda de São Paulo para o Rio, logo após o 7 de Setembro.
Assim, solicitou ao Papa que fizesse de São Pedro de Alcântara o Padroeiro do Brasil, tendo o Papa concordado.
Vejamos como o acontecimento nos é relatado no livro "São Pedro de Alcântara, Patrono do Brasil", de Frei Estefânio José Piat, O.F.M.- Editora Vozes, Petrópolis, 1962:
"Desde que Sua Majestade Real e Imperial recebeu, sob o nome de Pedro I, ... a missão de governar e dirigir este povo ... esteve convencido ... e se persuadiu de que não poderia reger e administrar os negócios desta Nação, sem que antes se interessasse em ter um Padroeiro celestial que, por sua intercessão junto de Deus, lhe assegurasse os meios de bem agir, de bem dirigir e de bem administrar.
Não foi necessária longa reflexão. Já pela devoção especial que ele tinha por São Pedro de Alcântara ... já por trazer, como imperador, o próprio nome do santo, ele decidiu escolhê-lo com padroeiro principal de todo o Império ... (e) suplica a S.S. o Papa Leão XII que se digne com sua benevolência apostólica, confirmar a escolha". Isso foi feito a 31 de maio de 1826.
Com a proclamação da República, São Pedro de Alcântara foi discretamente esquecido, provavelmente porque seu nome lembrava o dos imperadores e, além disso, mostrava o quanto havia de positiva ligação entre o Império e a religião. Porém, seu nome ainda continuou, por muito anos a ser lembrado nos missais mais tradicionais.
E foi num destes missais, mais tradicionais, que se encontra a oração transcrita a seguir, a São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil, conforme consta no índice do missal citado ("Adoremus - Manual de Orações e Exercícios Piedosos" - Por Dom Frei Eduardo, O.F.M. - XX Edição Bahia - Tipografia de São Francisco - 1942)
Em nossos dias, somente o nome de Nossa Senhora Aparecida é lembrado na qualidade de padroeira do Brasil, embora até aí se faça sentir a influência republicana, já que não há empenho em se divulgar que a coroa de ouro de N.S. Aparecida foi ofertada pela Princesa Isabel (Manual do Devoto de Nossa Senhora Aparecida, pág.12, item "Coroação").
B L O G
Profª Adriana Monteiro
Interessante... Eu não sabia que o Brasil também contava com um padroeiro... Navegando na internet, encontrei esse texto. Fonte: http://www.brasilimperial.org.br/padroeiro.htm
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O SEGUNDO TURNO E A DEMOCRACIA
O SEGUNDO TURNO E A DEMOCRACIA
Gastão Reis*
O histórico das eleições e das liberdades na América Latina em geral e no Brasil em particular é bastante acidentado. Instabilidade política, conspirações e ditaduras estiveram na ordem do dia nesses últimos dois séculos de independência política. Infelizmente, não podemos afirmar que tudo isso ficou no passado quando nos deparamos com os casos recentes da Venezuela, da Bolívia, do Equador, da Argentina e mesmo do Brasil. Em todos eles, afloram situações de atentados à liberdade de imprensa. Fala-se na grande imprensa comercial e empresarial como instrumento de limitação dos legítimos interes-ses populares, que só poderiam se expressar plenamente quando se implan-tasse o chamado controle social sobre os meios de comunicação.
A palavra liberdade, quando acompanhada de adjetivos (burguesa, proletária, capitalista) perde substância. Exatamente como no caso de uma pequena gravidez, coisa que não existe. Quando a política e a economia estão sob o comando de um partido único a democracia sai pela porta dos fundos. A separação entre o político e o econômico é condição sine qua non para a convivência democrática. O enfrentamento de igual para igual é a garantia de que um deles pode limitar os excessos do outro. É a garantia da liberdade. Sempre que esse princípio foi esquecido o ovo da serpente teve a casca rompida, dando nascimento a regimes totalitários como o nazismo e o comunismo. Ou ditatoriais, como foi o caso secular da América Latina.
Pergunta: como romper esse círculo vicioso que tantos problemas nos causou no passado e poderá nos causar novamente no futuro? Uma boa legislação eleitoral já vem produzindo bons frutos. A implantação do segundo turno nas eleições presidenciais em vários países da América Latina vem cumprindo um papel fundamental. A eleição de Salvador Allende, no Chile, dificilmente teria resistido a um segundo turno, caso houvesse na época, já que obteve apenas 34% dos votos nas eleições presidenciais no único turno então vigente. Teria evitado a aventura de tentar transformar o Chile num país socialista já que nunca dispôs de apoio muito acima de um terço da população chilena ao longo de seu tumultado governo. (Bom deixar claro minha profunda aversão a figuras como a do general Pinochet.)
No nosso caso, merece registro um falha gritante de nossa legislação eleitoral no passado que permitia ao eleitor votar para presidente num nome de determinado partido e no vice oriundo de outro partido político. Foi o que aconteceu com a eleição de Jânio Quadros. Seu vice de partido era Milton Campos, político mineiro de perfil conservador em linha com as convicções do próprio Jânio Quadros. No entanto, acabou sendo eleito como vice o Jango, político gaúcho nada alinhado politicamente ao presidente eleito. Não é preciso explicar o preço pago pelo país nos 21 anos seguintes de ditadura militar, em que as forças armadas ocuparam fisicamente o poder com o objetivo de nos dizer o que deveríamos ser como povo. Aqui a eterna sina das ditaduras: se dão “certo” a curto e médio prazos, elas não escapam a longo prazo do veredito da História. Outras ditaduras e a do próprio proletariado na antiga URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas acabaram ruindo por terra.
O segundo turno das eleições presidenciais de 2010 nos dá uma oportunidade de repensar em quem votar. Algumas considerações me parecem de suma importância. A primeira delas diz respeito à alternância no poder, cerne da democracia, que merece reflexão atenta de cada um de nós após 8 anos com um mesmo partido ocupando o Palácio do Planalto. A segunda tem a ver com a máxima de Lord Acton, que nos alerta que “poder corrompe e poder absoluto corrompe absolutamente”. Cabe a nós examinar de que lado estão a maioria dos políticos reconhecidamente corruptos, em maus lençóis com a Lei da Ficha Limpa. Quando se faz qualquer negócio (ou aliança) para ganhar uma eleição o povo acaba pagando a conta. A terceira nos remete a um juízo mais equilibrado sobre os dois períodos presidenciais de oito anos comandados res-pectivamente pelo PSDB e pelo PT. Melhores indicadores nos últimos oito anos não podem nos impedir de relembrar que é impossível arrumar a casa, ou seja, acabar com a inflação com o Plano Real, e dar festa ao mesmo tempo, fazendo o país crescer. Sem a freiada de arrumação anterior, as conquistas obtidas hoje jamais teriam sido possível. Deixar de reconhecer isso é julgar de modo injusto.
Finalmente, e mais grave: é preciso dar um basta como democratas, e com o mesmo ímpeto das igrejas católica e evangélicas, a determinados pontos do III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), uma absurda negação dos legítimos direitos humanos, a saber: liberdade de imprensa, preservação do direito à vida e à manifestação religiosa, direito à propriedade, autonomia do judiciário e vontade soberana da maioria. É inadmissível fazer passar como direito universal a vontade de uma minoria cujos princípios a História já descartou. Lobo em pele de cordeiro não vale. Você decide.
*Gastão Reis Rodrigues Pereira
Empresário e economista
E-mail: gastaoreis@smart30.com.br
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