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terça-feira, 3 de julho de 2012

FORÇAS ARMADAS E O PATRIMÔNIO HISTÓRICO MILITAR


Encontro discute gestão do patrimônio histórico militar no Rio de Janeiro
03 Jul 2012
Cerca de 300 especialistas, entre militares e civis, estão reunidos no Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), no Rio de Janeiro, para discutir o papel das instituições culturais nas Forças Armadas durante a II Semana do Patrimônio Histórico e Cultural Militar. Iniciativa do Ministério da Defesa, o evento é coordenado pelo Comando da Aeronáutica.
A programação, que ocorre até a próxima sexta-feira (13), reúne três eventos distintos: II Encontro de Bibliotecas Militares Brasileiras, III Encontro de Gestão de Arquivos Militares Brasileiros e o V Encontro de Museus de Cultura Militar. O objetivo é reunir os gestores de arquivos e bibliotecas militares e civis, além de estudantes universitários, para discutir a preservação e a divulgação dos acervos documentais relacionados com a história militar brasileira.
O ministro da Defesa, Celso Amorim, participou da cerimônia de abertura realizada na manhã desta segunda-feira (02), no auditório do INCAER. Amorim destacou o esforço das Forças Armadas para a preservação da memória e da documentação histórica do país. “Um dos principais resultados que se pode esperar de encontros como o de hoje é a clara compreensão de que a história do Brasil está inseparavelmente ligada à sua história militar”, enfatizou.
Amorim disse que a documentação histórica mantém um estreito vínculo com a construção democrática do Brasil. “Tenho afirmado que democracia e defesa não são contraditórias, mas complementares,” destacou.
O ministro afirmou, também, que o envolvimento da sociedade brasileira com temas de defesa vem ocorrendo em vários níveis de diálogo e interação. Para ele, um bom exemplo desse envolvimento é o Livro Branco de Defesa Nacional, que deve ser publicado neste semestre.
O diretor do INCAER, tenente-brigadeiro-do-ar Paulo Roberto Cardoso Vilarinho, disse que o evento é importante para aprimorar os processos de gestão de documentação e itens históricos do Comando da Aeronáutica, além de ser uma ótima oportunidade de intercâmbio de profissionais das Forças com especialistas civis.
A coordenadora do Arquivo Nacional, Maria Izabel de Oliveira, falou sobre a parceria com o Ministério da Defesa. Segundo ela, um dos resultados do trabalho em conjunto é o código de classificação de uma tabela de temporalidade e prestatividade do órgão que deve ser aprovada em breve pelo Sistema Nacional de Arquivos.
Até a próxima sexta-feira, as pessoas que se inscreveram no fórum sobre o patrimônio histórico e cultural militar podem participar de palestras e debates. Amanhã, segundo dia do seminário, acontecerão palestras sobre o Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo no Ministério da Defesa, a Rede de Bibliotecas do MD e a Lei de Acesso à Informação.
Na quinta-feira, palestras sobre a Biblioteca do Exército e da Aeronáutica, bem como o Sistema de Gestão de Documentos Eletrônicos são atrativos para os participantes do seminário. No encerramento, a gestão de documentos e a preservação digital marcam a série de temas do evento.

POLICIAIS MILITARES SÃO CONTRA VENDA DE QG DA PMERJ


03/07/2012 08h22- Atualizado em 03/07/2012 08h22

Associação de PMs instala outdoors contra venda do prédio do QG no Rio

Protesto ocorre em diferentes pontos da Região Metropolitana.
Secretaria de Segurança Pública não se pronunciou sobre manifestação.

Do G1 RJ





A Associação de Oficiais Militares do Estado do Rio de Janeiro mandou instalar outdoors em diferentes pontos da Região Metropolitana, para protestar contra a venda do prédio que abriga o quartel-general da Polícia Militar, no Centro do Rio.

Ao todo são 13 outdoors como o instalado no Rio Comprido, no Centro do Rio. Eles pedem que o prédio seja preservado, como informou o Bom Dia Rio.

A Secretaria de Segurança Pública não se pronunciou sobre esta manifestação.

domingo, 1 de julho de 2012

PARATY E O ABANDONO DA HISTÓRIA DO BRASIL !


Às vésperas da Flip, casa histórica em Paraty sofre com o abandono


Proprietária já foi acionada pelo Iphan e prefeitura, mas problema persiste

Publicado:


Fachada já exibe infiltrações, que estariam se alastrando pelos imóveis vizinhos
Foto: Foto da leitora Alejandra Arce / Eu-repórter
Fachada já exibe infiltrações, que estariam se alastrando pelos imóveis vizinhos Foto da leitora Alejandra Arce / Eu-repórter
RIO - Uma casa abandonada no centro histórico de Paraty destoa do clima festivo que contagia a cidade nestes tempos de Flip, a famosa festa literária internacional. Localizado na Rua Dona Geralda, o imóvel apresenta sinais evidentes de má conservação na fachada, cujo reboco está caindo e pode atingir pedestres. Além disso, vizinhos reclamam que a infiltração na propriedade já afeta suas moradias. A proprietária do imóvel tem sido insensível aos apelos de vizinhos, prefeitura e do Iphan e ainda pretende vender a casa. Para tentar resolver o impasse, a Procuradoria do município ingressou com uma ação judicial contra a proprietária. Ainda não há data para o julgamento.

— A dona alugava a casa, mas há um ano ela foi abandonada. Cada vez mais ela vai se deteriorando. Nos últimos 15 dias, a chuva e o vento só pioraram a situação — conta a leitora Alejandra Arce, que mora ao lado da propriedade.
A apenas 80 metros da Igreja de Santa Rita, a casa possui dois tombamentos, um como parte integrante do Centro Histórico, datado de 1958, e outro feito pelo município de Paraty. A chefe do escritório técnico do Iphan na Costa Verde, Paula Paoliello Cardoso, informou que o instituto está a par da situação, e garantiu que o escritório já está agindo para solucionar o caso.
— A proprietária já foi notificada diversas vezes. Mesmo que o imóvel seja tombado, incide sobre ela a obrigação de cuidar dele — justificou.
Por enquanto, o Iphan diz estar dialogando com o dono da casa. Em casos como esse, se nada for feito a respeito, a instituição tem o poder de acionar o proprietário judicialmente, por meio do Ministério Público. Como a responsabilidade legal pela casa é do dono, o Iphan diz que não há previsão para uma possível intervenção no imóvel.
Além do Iphan, a prefeitura e a Defesa Civil também já notificaram a dona da casa. Segundo a Prefeitura, “existem ações desde 2007, entre notificações, autos de infração, multas e termos de interdição”, que nunca foram respondidos pela proprietária. Atualmente, a Procuradoria municipal move uma ação na Justiça a respeito da casa. Ainda de acordo com a Prefeitura, a proprietária pretende vender o imóvel por R$ 4 milhões.
O subsecretário de Desenvolvimento Urbano de Paraty, Marcus Fiorito, disse que, em casos do tipo, o poder público pode agir, mas a intervenção costuma ser demorada.
— Nenhuma intervenção do Estado em propriedade privada é ágil. Mas o imóvel pode inclusive ser desapropriado em alguns casos, se a família comprovar que não tem condições de arcar com os custos para a conservação do imóvel.
Enquanto o impasse persiste, a única mudança feita até agora foi a interdição da calçada, realizada pela Defesa Civil de Paraty.
A proprietária da casa não foi encontrada para comentar o caso.


COLÉGIO PEDRO II - A REPÚBLICA BOLIVARIANA TENTA DESTRUIR !


Pedro II vive incertezas que põem em risco tradição de 174 anos


Com expansão, colégio já tem 14 filiais, e professores concursados perdem espaço

Publicado:


Sem aulas, Wellington estuda sozinho no Colégio Pedro II de Caxias
Foto: O Globo / Luiz Ackermann
Sem aulas, Wellington estuda sozinho no Colégio Pedro II de Caxias O Globo / Luiz Ackermann
RIO - Por lá passaram professores ilustres como o filólogo Aurélio Buarque de Holanda, o escritor Euclides da Cunha e o poeta Manuel Bandeira. Nomes que contribuíram para a fama e a excelência do ensino do Colégio Pedro II. Nesses 174 anos de fundação, a instituição federal, hoje com 14 unidades e mais de dez mil alunos no Rio, colheu bons indicadores, com estudantes bem classificados em vestibulares, entre os mais preparados do país. Mas se o passado é de orgulho, o futuro dessa tradicional escola carioca é de incerteza.


A política de expansão da marca Pedro II adotada pelo governo federal criou um impasse. Como os concursos para a contratação de professores não acompanham o ritmo de abertura de novas unidades — desde 2007 foram abertas mais três — , a saída tem sido a convocação de profissionais em regime temporário. O resultado foi o aumento na proporção de professores, cujo vinculo com a escola pode durar no máximo dois anos, ou ser cancelado a qualquer momento, caso os mestres optem por outro emprego. Em 2008, o percentual de temporários chegou 23%. Em seguida, caiu para 17% em 2010. No ano passado, o índice voltou a subir para 19%. Os dados de 2012 apontam para novo crescimento. Até junho, a média de temporários era de 21%.
Aliado aos problemas nas contratações, os professores do Pedro II aderiram no dia 18 à greve nacional dos servidores do ensino federal e cobram um plano de cargos e salários. Em algumas unidades, os professores apoiam a paralisação, em outras, os alunos vêm tendo aula, mas parcialmente. É o caso da Unidade de São Cristóvão, responsável pelo ensino fundamental. Num dia, tem aula às 13h, no outro, somente a partir das 16h. Já em Caxias, os alunos, às vésperas do Enem, estão sem aulas.
Com a crise, caíram as notas de 4 unidades
Aos poucos, as dificuldades no Pedro II começam a se refletir no desempenho dos alunos. Embora ainda se mantenha com notas acima dos seus concorrentes no ensino público, quatro das nove unidades da instituição que participaram da prova do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) tiveram queda nas notas. É o caso do Pedro II (Engenho Novo 2) que, em 2007, obteve 5,4 e, em 2009, 4,3. Houve queda ainda nas unidades Humaitá 1, São Cristóvão 2 e Tijuca 2.
Elizabeth Aparecida, de 42 anos, tem um filho matriculado no 5 unidade, em São Cristóvão, e teme prejuízos causados pela descontinuidade no ensino:
— No ano passado, meu filho ficou sem professor de português por uns três meses até a direção contratar um substituto. Este ano, já fomos avisados que o professor de música sairá em agosto. Esses problemas atrapalham o aprendizado. Queremos que a direção resolva essa questão. Queremos ainda que seja suspenso o calendário até que a greve termine — diz Elizabeth.
Há unidades com 37% de professores temporários
O relatório do Pedro II de 2011 mostra que, em unidades como Realengo 1 e Duque de Caxias, a proporção de professores temporários está em torno de 37%. Na unidade de Caxias, que funciona num prédio comercial desde 2007, os alunos passaram a se reunir para estudar em grupo. Eles reclamam da falta de condições do lugar. Uma nova sede começou a ser construída na cidade, mas só ficará pronta em dezembro.
— Estamos ansiosos porque vamos participar do Enem. Marcamos reuniões aqui na escola para tentar manter o estudo em dia. Mas não há como negar que sem professor fica mais difícil. Não é só por conta da greve. Este ano, ficamos meses sem professor de geografia porque o que trabalhava aqui era temporário e precisou deixar a escola — conta o aluno da unidade de Caxias, Wellington Bezerra, de 17 anos.
Na unidade do Centro, no Rio, o prédio está com problemas de conservação, e um aparelho de ar-condicionado é guardado embaixo da escada principal porque a instalação elétrica ainda não foi adaptada para receber o equipamento. Na avaliação de Teresa Ventura, diretora da Associação de Docentes do Colégio Pedro II, a instituição vive um momento de precarização:
— O colégio passa por uma precarização, uma falta de valorização, de estímulo. São muitas dificuldades em nível pedagógico e político e também de material afetam o trabalho dos técnicos, docentes e o empenho dos alunos. Na Tijuca, os alunos tiveram que ser transferidos devido a um problema na rampa de acesso.
A direção-geral do Pedro II foi procurada, mas alegou que estava envolvida no processo para debelar a greve, e que só poderia responder às perguntas do jornal esta semana.


RIO . . . NOSSA HISTÓRIA . . . NOSSA GENTE !


Nosso prédio é uma obra de arte

Viver em um edifício de grande valor arquitetônico é privilégio de poucos cariocas. Mas, além de ser caro, implica cuidados incomuns e limitações

por Leticia Pimenta | 04 de Julho de 2012
Manuel Ruy, com sua mulher, Maria, no hall do Seabra: imóvel inspirado nos palácios de Florença


Escondido em meio a arranha-céus feiosos e sem nenhuma importância arquitetônica, um grupo seleto de prédios residenciais sobressai na paisagem urbana do Rio. São imóveis que remontam a meados do século passado e se transformaram em objeto de desejo de quem valoriza espaços exclusivos com status de obra de arte. Adquirir um imóvel nesses condomínios icônicos significa comprar não apenas centenas de metros quadrados, mas também um pedaço da memória da cidade. É um privilégio que não sai barato, como comprova a recente venda da cobertura do edifício Seabra, na Praia do Flamengo, por 7,2 milhões de reais. A unidade, um tríplex de 2 000 metros quadrados com elevador privativo, arremata em grande estilo uma suntuosa construção eclética, inspirada em um palácio florentino. Erguido há 72 anos pelo comendador português Gervásio Seabra e conhecido como Dakota carioca (referência ao correlato nova-iorquino, onde John Lennon morava), o edifício tem dez andares com quatro apartamentos cada um. “Foi uma homenagem que o comendador fez à sua mulher, a italiana Assunta Grimaldi, que adorava a Toscana”, conta Manuel Ruy da Silva, dono de um apartamento ali, que usa como escritório. Sua mulher, a artista plástica Maria Araújo, gosta tanto do lugar que publicou, na França, um livro em que narra sua história e alinhava detalhes a seu respeito. “É um símbolo da riqueza de estilos que influenciaram a arquitetura carioca”, diz ela.




O preço a ser pago para viver em um condomínio com valor artístico vai além das altas cifras desembolsadas. Invariavelmente, as construções têm muitas décadas de uso. Para realizar qualquer intervenção, reforma ou modernização, o morador é obrigado a seguir regras rigorosas. No edifício Ribeiro Moreira, belo exemplar de art déco de 1928, o síndico José Carvalho controla com mão de ferro o que pode e o que não pode ser feito nos apartamentos. O prédio integra a Área de Proteção ao Ambiente Cultural (Apac) do Lido e não pode ter seu aspecto alterado. Ali é proibida a instalação de modelos split de aparelhos de ar condicionado, para evitar que a tubulação enfeie as fachadas. Em uma reforma recente, os elevadores foram renovados, mas a porta pantográfica e as antigas botoeiras de bronze ficaram intactas. Embora desativadas, as caldeiras usadas para esquentar a água no passado estão preservadas. Tamanho cuidado valorizou os apartamentos, que custam hoje em torno de 2 milhões de reais. “Faço informativos mensais para conscientizar os moradores da joia que eles têm nas mãos”, afirma Carvalho.





Não há dúvida de que viver em um monumento com décadas de história em uma cidade em plena ebulição às vésperas da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 é uma experiência marcante, capaz de compensar inconvenientes como manter um climatizador mais antiquado na sala. Tanto que tais imóveis raramente são negociados pelos métodos convencionais, como os anúncios classificados. As famílias proprietárias dificilmente se desfazem deles. Os porteiros do Biarritz, a 750 metros de distância do Seabra, convivem diariamente com o assédio de potenciais compradores, sem contar turistas e estudantes que vão fotografar e desenhar o edifício. Tamanha curiosidade tem razão de ser. Erguido na década de 40, trata-se de um dos exemplares de art déco mais significativos do Rio. Projetada por Henri Sajous, arquiteto francês responsável pelo prédio da Mesbla, a construção se destaca principalmente pela fachada de balcões arredondados com dupla curvatura. Na área interna, um belo jardim com mangueiras e pinheiros é compartilhado pelos moradores. Os apartamentos têm em média 300 metros quadrados, quatro quartos e um detalhe que os distingue dos imóveis brasileiros: não há dependência de empregada no projeto original. Outro diferencial são os apartamentos dúplex no térreo. “É um lugar lindo, que dá a sensação de estarmos em Paris, em plena Avenue Montaigne. Isso compensa qualquer incômodo provocado pelos quase setenta anos de uso”, avalia a produtora cultural Alexandra Archer, moradora desde 1978.





Nem sempre a convivência entre os proprietários e os tesouros históricos onde eles vivem é tão harmônica. Há dois anos, um prédio na esquina da Avenida Delfim Moreira com o Jardim de Alah, no Leblon, perdeu parte de um painel de mosaicos de Paulo Werneck (1907- 1987), um dos maiores nomes do muralismo do século XX. Uma das netas do artista, Claudia Saldanha, diretora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, passava pelo local quando viu funcionários de uma empresa de reformas arrancando a marteladas pedaços do trabalho de seu avô, que adorna a fachada lateral. Horrorizada, ela acionou imediatamente a prefeitura, pois a obra é tombada. A intervenção foi embargada, mas o estrago já estava feito. “É triste. Isso acontece porque as pessoas, muitas vezes, desconhecem a importância histórica e cultural de uma peça”, lamenta Claudia. No futebol existe uma expressão perfeita para ilustrar tal comportamento: “jogar contra o próprio patrimônio”.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

QG DA PMERJ E O VILIPÊNDIO DA HISTÓRIA DO BRASIL






Enviado por Jorge Antonio Barros -
29.6.2012
|
18h58m

quem dá mais?

Estado pede à Alerj autorização para vender quartéis da PM

No dia em que os deputados entraram em recesso, o Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio publicou hoje o projeto de lei do governo do estado que pede autorização para a venda de 27 imóveis, entre os quais o quartel-general da Polícia Militar -- que seria vendido para a Petrobras -- o terreno onde está o complexo de delegacias de Polícia no Leblon e as sedes dos 2º e 6º batalhões da PM, respectivamente, em Botafogo, e na Tijuca. O estado alega que o objetivo é "cortar gastos desnecessários com manutenção e dar melhor destinação aos espaços que hoje encontram-se subutilizados".
Os deputados Luiz Paulo (PSDB) e Flávio Bolsonaro (PP) disseram que pretendem, quando acabar o recesso, convencer os colegas a negociar a retirada da lista do quartel da PM, que seria vendido para a Petrobras por mais de R$ 330 milhões.
Hoje o presidente da Associação dos Militares Estaduais (AME), coronel Fernando Belo, da Reserva da PM, confirmou que a entidade vai pagar 13 outdoors espalhados pela cidade em protesto contra a venda do quartel-general da PM.
-- Apesar de não ter sido tombado, o quartel tem 173 anos e um valor histórico inestimável. Ali atuaram personagens históricos do país como o Marechal Hermes da Fonseca, o Major Vidigal e o Duque de Caxias, que comandaram a PM, assim como os militares que formaram o histórico 31º Batalhão de Voluntários da Pátria, que lutaram na Guerra do Paraguai. Esse bem histórico tem que ser preservado -- defende o coronel Belo.
Para impedir a venda do quartel, um grupo de deputados estaduais entrou com mandando de segurança no Tribunal de Justiça e um pedido de ação ação civil no Ministério Público estadual. Há também uma ação popular em trâmite na Vara de Fazenda Pública.
O comandante-geral da PM, coronel Erir Costa Filho, enviou e-mail negando que seja contrário à venda do quartel, como foi publicado hoje neste blog. Na nota ele afirma o seguinte:
"A nota desta sexta-feira no blog menciona meu nome com um posicionamento que não é o meu. Diz a nota que a decisão de vender o QG estaria sendo rejeitada até pelo comandante-geral da PM. Não é verdade. As decisões que nós temos tomado, sempre alinhados com a política de Segurança Pública, tem sido pautadas pelo desejo de modernizar a corporação e torná-la cada vez mais apta a ser uma estrutura de serviços para o cidadão do Rio de Janeiro".





Enviado por Jorge Antonio Barros -
29.6.2012
|
11h00m

liquidação

Associação de oficiais protesta contra venda de sede da PM

A Associação dos Oficiais Militares Estaduais (AME) vai espalhar pela cidade, a partir de segunda-feira, 13 outdoors em repúdio à venda do quartel-general da Polícia Militar, no Centro do Rio,já anunciada pelo governo do estado.
O presidente da AME, o grande coronel Fernando Belo, dá coletiva sobre a iniciativa às 16h de hoje na Rua Camerino 114.
A decisão de se vender a sede da PM, na Evaristo da Veiga, estaria sendo rejeitada até pelo comandante-geral da PM, coronel Erir da Costa Filho.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

1829 - AMANTES DA INSTRUÇÃO


Quarta, 27 Junho 2012 11:16

Amantes da Instrução


Escrito por

No ano de 1829, em uma casa no Beco do Propósito, que ficava onde é hoje a Av. Almirante Barroso, dez jovens se reuniram para fundar uma associação com o objetivo de aprimorar a instrução, propiciando acesso dos menos favorecidos a esta. Ao prestar assistência às meninas órfãs, a Sociedade Amante da Instrução iniciou uma longa trajetória, que continua até os dias de hoje. Seus valiosos serviços levaram o Imperador D.Pedro II a agraciá-la, em 1845, com o título de Imperial, elevando ainda mais seu prestígio.
Por este tempo, a instituição funcionava no Largo da Ajuda (Cinelândia), esquina com Santa Luzia, onde havia um curso para meninos, enquanto que as meninas recebiam instrução em três outros endereços, no Beco dos Carmelitas, na rua da Imperatriz (Camerino) e na rua da Assembléia, em imóveis doados pela Ordem de São Bento e pelos Carmelitas. Nessa época também foi criado o Colégio das Órfãs, que recebia crianças deixadas na Roda dos Expostos, na Misericórdia. O colégio funcionava na rua Barão de São Félix.
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Prédio do Instituto João Alves Afonso, verdadeira jóia do bairro das Laranjeiras



Enquanto a associação estendia suas atividades, sem nenhuma ligação com isso, o ilustre advogado e jurista Teixeira de Freitas construía, na rua Ipiranga em Laranjeiras, sua magnífica mansão, em um terreno de um hectare. Anos depois, vítima de um reverso da fortuna, o jurista foi forçado a vender sua casa ao Barão de Irapuã, em 1869, que a alugaria em seguida ao Dr. Abílio César Borges, o Barão de Macaúbas, o qual, vindo da Bahia, lá instalaria o seu famoso Colégio Abílio, o verdadeiro Ateneu , imortalizado nas páginas da obra de Raul Pompéia.
Após a transferência do colégio do Barão de Macaúbas para Botafogo, o imóvel passou a sediar a Sociedade Amante da Instrução, graças aos esforços do comendador João Alves Afonso, cujo nome foi dado ao então asilo, hoje instituto. Inúmeras gerações de crianças desfavorecidas passaram por suas salas, em quase duzentos anos de existência, e sua missão continua até os dias de hoje, contando com o auxílio de benfeitores modernos, que perpetuam o exemplo dos fundadores de 1829.
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Aula de ginástica para as meninas do Instituto, há quase cem anos



O magnífico prédio, verdadeira jóia do bairro das Laranjeiras, foi tombado pelo patrimônio histórico em 1972, estando assim protegido da ganância dos abutres da especulação imobiliária. Fica assim preservado para gerações futuras esse pedaço vivo do século XIX, onde milhares de crianças receberam a chance de um futuro melhor.