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sábado, 13 de junho de 2009

13 Jun - Início da Insurreição Pernambucana contra os holandeses (1645).


JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA

Patriarca da Independência e Pai da Mineralogia no Brasil



1763 - Nascimento de José Bonifácio, o segundo de 10 irmãos, filho do coronel e ex-fiscal das Minas de Paranapanema, o santista Bonifácio José de Andrada e Maria Bárbara da Silva, nasce em Santos, no dia 13 de Junho num casarão situada a Rua Direita em Santos sendo batizado com o nome de José Antônio de Andrada e Silva. Vinha de uma das famílias mais ricas de Santos.



Devido ao seu papel fundamental na preparação e na consolidação da Independência do Brasil é chamado de o Patriarca da Independência e por seus feitos na mineralogia é considerado como o Pai da Mineralogia no Brasil e devido ao seu amor a natureza e a sua luta pela preservação do meio-ambiente é considerado também o Pai da Ecologia no Brasil.



Por seus grandes feitos no campo da geologia e mineralogia, recebeu uma grande homenagem do mineralogista norte-americano James Dana, o seu nome em uma espécie mineral - "andradita" - mineral do grupo das granadas.



http://www.museujobas.hpg.ig.com.br/jose.htm

quinta-feira, 11 de junho de 2009

11 Jun - Batalha Naval do Riachuelo - Guerra da Tríplice Aliança (1865).


1865 - BATALHA DE RIACHUELO

No dia 11 de junho de 1865 travou-se no rio Paraná uma violenta batalha naval entre as esquadras do Brasil e Paraguai. Os navios brasileiros haviam navegado rio acima com a missão de bloquear os portos paraguaios, mas o ditador paraguaio Francisco Solano Lopez, ciente do perigo que isso representava para o seu projeto de poder, decidiu atacá-los na foz do arroio Riachuelo, situada perto da cidade argentina de Corrientes, onde numerosas ilhas e ilhotas dificultam a passagem. Nesse lugar os paraguaios haviam guarnecido em segredo a margem direita do rio, com uma bateria de 22 canhões.


A esquadra do almirante Francisco Manuel Barroso da Silva, futuro barão do Amazonas, era composta por 5 navios, com um total de 59 bocas-de-fogo e 2.287 homens embarcados, enquanto os paraguaios, comandados pelo capitão-de-fragata Pedro Inácio Meza, dispunham de 8 navios e seis baterias flutuantes, ou chatas, com 67 bocas-de-fogo e 5 mil homens. O combate entre essas duas forças navais começou pela manhã, e em determinado momento, decidido a acabar de vez com a frota paraguaia, o almirante Barroso avançou com a proa do navio a vapor Amazonas para cima das embarcações inimigas, numa manobra tentada pela primeira vez no mundo. Com as colisões, três navios paraguaios foram completamente inutilizados, e ao perceberem isso os comandantes dos demais fugiram rio acima, perdendo quatro barcos e todas as chatas, com 1.500 homens. A batalha durou dez horas sangrentas. Ao final, Barroso manobrou rapidamente para abalroar e por a pique três embarcações inimigas com seu navio, o Amazonas. Assim, assegurou a vitória. As perdas brasileiras foram de um navio e 247 homens, entre mortos e feridos.


A história naval registrou o momento épico e uma das inúmeras obras escritas sobre o embate do Riachuelo, mencionada pelo senador Romeu Tuma na data de aniversário da batalha naval, diz textualmente:


"Desde esse momento, um ardor aquileano inflama o peito do velho guerreiro. Seus olhos dardejam relâmpagos através da nuvem de sua longa barba branca agitada pelo vento; a lança que só ele pode manejar, como o herói de Homero, é a proa do Amazonas (...). Uma vez envolvido na peleja, ele renuncia ao mando à distância, além das bordas do Amazonas; nem um novo sinal da capitânia:


QUE CADA UM CUMPRA SEU DEVER; ele comanda pelo seu exemplo, pela presença do seu vulto no passadiço do navio; ele sente que a unidade tática que obedece à sua voz imediata basta para exterminar toda a esquadra inimiga..."


Entre os atos de heroísmo que se verificaram nessa terrível batalha, merecem destaque os dos marinheiros brasileiros Greenhalgh e Marcílio Dias, o primeiro prostrando morto um oficial paraguaio que tentava arriar a bandeira brasileira da canhoneira Parnaíba, mas sendo abatido a golpes de machado pela multidão de paraguaios que o assaltou; e o segundo lutando a sabre com numerosos atacantes de sua nave, quando ficou coberto de ferimentos e por isso acabou falecendo no dia seguinte.


A vitória brasileira na batalha de Riachuelo exerceu uma influência considerável nos rumos da guerra contra o Paraguai, porque além de impedir que Solano Lopez invadisse a província argentina de Entre Rios, cortou a marcha até então triunfante do ditador, fazendo com que seu exército, sob o comando do tenente-coronel Antonio de la Cruz Estigarribia, que havia atravessado o rio Uruguai e ocupado sucessivamente, de junho a agosto, as povoações de São Borja, Itaqui e Uruguaiana, a partir daquele momento, perdesse a iniciativa da luta e se limitasse a praticar uma tática militar totalmente defensiva, até a derrota final.



(texto de FERNANDO KITZINGER DANNEMANN)

DRAGÕES DA INDEPENDÊNCIA


Tropa de elite do Exército



O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), conhecido como Dragões da Independência — nome que ganhou em 1927 — faz a guarda e segurança do presidente da República, e, consequentemente, dos palácios da Alvorada, do Planalto, do Jaburu (vice-presidência) e da Residência Oficial da Granja do Torto. A função é dividida com o Batalhão da Guarda Presidencial (BGP).



As duas unidades são consideradas a elite do Exército Brasileiro. Têm funções iguais a qualquer batalhão de infantaria, mas recebem treinamentos específicos para proteger presidentes e os palácios, que incluem combate a terrorismo. Também têm armamentos sofisticados.



Os Dragões da Independência contam com 2 mil e 700 fuzis automáticos leves (FAL). Já o BGP é formado por 1,7 mil homens. Ambas as unidades têm em seus quadros aqueles que são considerados os melhores soldados do Exército. Cada componente fica no máximo sete anos no BGP e 1º RCG.



Os Dragões da Independência têm participações em quase todos os episódios marcantes da história brasileira, como as batalhas contra vizinhos da América do Sul e os golpes militares. Hoje, também são conhecidos pela excelência em treinamento para cavalos e cavaleiros.




Família real



O quartel, na imensa área à margem do Parque Nacional de Brasília (Estrada Parque e Acampamento, Setor Militar Complementar), é ocupados por centros de salto, adestramento, polo e equoterapia. Dom João VI foi quem criou o 1º RCG, em 13 de maio de 1808. Na época, o regimento tinha a função de fazer a guarda da família real, que naquele ano havia se refugiado no Brasil devido à invasão de Portugal pelo exército francês.


Eram os dragões (soldados da cavalaria) que acompanhavam D. Pedro I quando ele declarou a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822. No famoso quadro de Pedro Américo, que retrata o Grito do Ipiranga, são eles que saúdam, com o príncipe, a emancipação do país.



Aquartelados em Brasília desde 1966, os Dragões da Independência usam um fardamento do século 19, em branco e vermelho, que são as cores tradicionais da cavalaria desde a Idade Média. Em festas cívicas e algumas competições esportivas de hipismo, os dragões e os animais do regimento se apresentam e fazem demonstrações de agilidade e destreza.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

NOTA DE PESAR




Dia da Arma de Artilharia


10 Jun


- Dia da Arma de Artilharia - data de nascimento do marechal Emilio Luiz Mallet, Patrono da Arma (1801).


- Início da Revolução Liberal em Minas Gerais (1842).


- Batalha de Resistência de São Borja (o Exército paraguaio atravessa o rio Uruguai e invade o território brasileiro) - Guerra da Tríplice Aliança (1865).


- Criação do Ministério da Defesa e transformação do Ministério do Exército em Comando do Exército (1999).


Emílio Luís Mallet nasceu a 10 de junho de 1801, em Dunquerque, França. Veio para o Brasil em 1818, fixando-se no Rio de Janeiro.


Mallet recebeu do Imperador D. Pedro I – que o conhecia e lhe reconheceu a vocação para a carreira das Armas – convite para ingressar nas fileiras do Exército Nacional, após a recém-proclamada Independência.


Alistou-se a 13 de novembro de 1822, assentando praça como 1º Cadete.


Iniciou, assim, uma vida militar dedicada inteiramente ao Exército e ao Brasil.


Em 1823 matriculou-se na Academia Militar do Império.


Como já possuía os cursos de Humanidade e Matemática, foi-lhe dado acesso ao de Artilharia.


Nesse mesmo ano, jurou a Constituição do Império, adquirindo nacionalidade brasileira.


Comandava Mallet a 1ª Bateria do 1º Corpo de Artilharia Montada quando seguiu para a Campanha Cisplatina.


Recebeu seu batismo de fogo e assumiu o comando de quatro baterias.


Revelou-se soldado de sangue frio, valente, astuto. Fez-se respeitado por sua tropa, pelos aliados e pelos inimigos.


Combateu ainda na Guerra dos Farrapos, como comandante de uma bateria a cavalo; e como comandante do 1º Regimento de Artilharia a Cavalo, em operações na Campanha do Uruguai e na Campanha da Tríplice Aliança.


A artilharia de Mallet, em Passo da Pátria, Lomas Valentinas, Peribebuí, Itororó, Avaí, Campo Grande, Tuiuti e no cerco à fortaleza de Humaitá, fez o inimigo sentir o valor do soldado brasileiro.


Na Campanha das Cordilheiras, fase final da Guerra da Tríplice Aliança, foi Mallet o comandante-chefe do Comando Geral de Artilharia do Exército. Finda a campanha, já tendo ascendido ao posto de Brigadeiro, retornou ao Rio Grande do Sul.


A 18 de janeiro de 1879 foi promovido a Marechal-de-Campo e a 11 de outubro de 1884 a tenente-general. Recebeu, ainda, a 28 de dezembro de 1878, o título de Barão de Itapevi.


Paradigma de chefe idôneo, espírito reto e ordeiro, caráter impoluto e dinâmico, Mallet tornou-se o Patrono da Arma dos tiros densos, longos e profundos.


terça-feira, 9 de junho de 2009

09 Jun - Falecimento do Padre Anchieta, considerado primeiro diplomata do Brasil por sua ação com os indígenas.


Padre José de Anchieta


Nasceu na ilha de Tenerife, uma das ilhas Canárias dominadas pela Espanha no final do século XV, a 19 de março de 1534, dia de São José, motivo de seu nome. Filho de próspera família, tendo por pais Juan de Anchieta e Mência de Clavijo y Llarena, teve a oportunidade de estudar desde a mais tenra idade, provavelmente com os dominicanos. Aos quatorze anos iniciou seus estudos em Coimbra, no renomado Colégio de Artes, orgulho do rei Dom João III.


Lá recebeu uma educação renascentista, principalmente filológica e literária.


Com 17 anos de idade ingressou na Companhia de Jesus, ordem fundada por Inácio de Loyola em 1539 e aprovada por meio da bula Regimini Militantis Eclesiae em 1540, pelo papa Paulo III. No ano de 1553, no final de seu noviciado, fez seus primeiros votos como jesuíta. Assim, acabavam seus temores de não poder permanecer na Ordem por ter sido acometido de uma doença ósteo-articular logo após seu ingresso. Aconselhado pelos médicos de que os ares do Novo Mundo seriam benéficos para sua recuperação, foi enviado em missão para o domínio português na América.


Veio ao Brasil com a segunda leva de jesuítas, junto com a esquadra de Duarte da Costa, segundo governador-geral do Brasil. Em 1554 participou da fundação do colégio da vila de São Paulo de Piratininga, núcleo da futura cidade que receberia o nome de São Paulo, onde também foi professor. Exerceu o cargo de provincial entre os anos de 1577 a 1587. Escreveu cartas, sermões, poesias, a gramática da língua mais falada na costa brasileira (o tupi) e peças de teatro, tendo sido o representante do Teatro Jesuítico no Brasil.


Sua obra pode ser considerada como a primeira manifestação literária em terras brasileiras. Contribuiu, dessa maneira, para a formação do que viria a ser a cultura brasileira. De toda a sua obra, destacam-se a Gramática da língua mais falada na costa do Brasil, De Gestis Mendi de Saa, Poema da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, Teatro de Anchieta e Cartas de Anchieta. A coleção de Obras Completas do Pe. José de Anchieta é dividida sob três temáticas: poesia, prosa e obras sobre Anchieta; a publicação prevê um total de 17 volumes.


José de Anchieta faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta) na Capitania do Espírito Santo, em 9 de junho de 1597. Graças ao seu papel ativo no primeiro século de colonização do Brasil, José de Anchieta ganhou vários títulos, tais como: “apóstolo do Novo Mundo”, “fundador da cidade de São Paulo”, “curador de almas e corpos”, “carismático”, “santo”, entre outros. Assim, teve uma imagem construída de maneira heroicizada por seus biógrafos, já nos anos que se seguiram à sua morte.

Fonte: www.histedbr.fae.unicamp.br - Parte do Conteúdo elaborado por Cézar de Alencar Arnaut de Toledo, Flávio Massami Martins Ruckstadter e Vanessa Campos Mariano Ruckstadter.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"A dor é forte, mas com a consolação de Deus, vamos superar isso"


Rio - No sexto dia após a queda do Airbus da Air France, a ausência de destroços recolhidos do avião dividiu as famílias. Para alguns, ainda resta esperança.


Outros já buscam na religião o conforto diante da certeza do parente perdido.


Ontem, 180 pessoas rezaram pelas 228 vítimas do voo 447, na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro do Rio.


“Não perdemos um filho. Nós o devolvemos para Deus.


Quando soube da notícia, eu senti um ciúme enorme.


Por que Deus tirou o meu filho?


Mas Ele tem todo direito.


Peço para que todos tenham fé e rezem uns pelos outros”, rogou o príncipe D. Antônio de Orleans e Bragança, da Família Imperial brasileira, pai de Pedro Luiz, 26, que voltava para Luxemburgo, onde mora, no voo trágico. D. Antônio assistiu, ao lado da mulher, D. Christine de Ligne, à missa celebrada pelo arcebispo do Rio, D. Orani Tempesta.


“Essa experiência de dor faz parte de nossa cruz, de nossa vida”, disse o arcebispo, que distribuiu o Novo Testamento para parentes dos passageiros.


Diferentemente do tio, Maria Elisabeth de Orleans e Bragança, 27, ainda sonha com a volta do primo.


“Ao mesmo tempo que isso (a falta de destroços recolhidos) aumenta nossas esperanças, dá a sensação de que continuamos na mesma, sem notícias.


Folha Online, no Rio


Cerca de 150 pessoas compareceram ao ato religioso em homenagem aos passageiros que embarcaram no voo AF 447, da Air France, que desapareceu na rota Rio-Paris no último domingo (31).


A missa foi celebrada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, na capela da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no centro do Rio. Dom Orani leu a mensagem de apoio do papa Bento 16 às famílias das vítimas.


Representantes de oito famílias dos passageiros do voo estiveram na cerimônia, entre eles parentes de Pedro Luis de Orleans e Bragança, herdeiro da Família Real brasileira que embarcou no avião.


O pai dele, príncipe dom Antônio, leu mensagem na qual ressaltou "não ter perdido o filho, mas sim, devolvido a Deus".



Sergio Moraes /Reuters





Antônio de Orleans e Bragança, pai de Pedro,


que estava no avião da Air France,


e a mulher em ato em homenagem às vítimas do voo



"A dor é forte, mas com a consolação de Deus, vamos superar isso", afirmou.



Única autoridade presente na missa, o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Marcio Pacheco, representou o prefeito do Rio, Eduardo Paes.