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segunda-feira, 20 de julho de 2009

20 Jul - Nascimento de Alberto Santos-Dumont,Patrono da Aeronáutica Brasileira (1873).


20 Jul


- Nascimento de Alberto Santos-Dumont, Patrono da Aeronáutica Brasileira (1873).

- Criação do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), que antecedeu à Fundação Nacional do Índio.(FUNAI). O então tenente-coronel Rondon foi seu inspirador e primeiro chefe (1910).


- Sessão inaugural da Academia Brasileira de Letras - Rio de Janeiro (1897)



É o aniversário de nascimento de Alberto Santos-Dumont. Alberto Santos-Dumont nasceu em 20 de julho de 1873, no sítio Cabangu, Distrito de Palmira, atual Santos Dumont-MG. Filho de Henrique Dumont, de ascendência francesa, engenheiro e cafeicultor e de Francisca de Paula Santos.


Tendo dedicado sua vida à aviação, Santos-Dumont foi o primeiro aeronauta a alcançar, definitivamente, a dirigibilidade dos balões e a voar num aparelho mais-pesado-que-o-ar com propulsão própria.


Alberto Santos-Dumont é considerado o Pai da Aviação.


A Lei 3.636, de 22 de setembro de 1959, concedeu-lhe o posto honorífico de Marechal-do-Ar.

http://www.fab.mil.br/portal/acontecefab/mostra_conversapol.php?id=66

Rio antigo - A fortaleza de São José


Paulo Pacini


JB



O sucesso da cultura da cana de açúcar, um dos pilares da colonização portuguesa do Brasil, tornou-se possível graças ao concurso de diversos fatores, tais como o domínio da técnica produtiva, a mão de obra escrava e uma ampla distribuição do produto no mercado europeu. Esta última tarefa era desempenhada com excelentes resultados pelos holandeses, que, além de serem os maiores compradores, financiavam a instalação de muitos engenhos no Brasil.


A bem-sucedida dobradinha Portugal-Holanda começaria a acabar em 1581, quando o rei Felipe II da Espanha assumiu a coroa portuguesa, vacante pela falta de herdeiros do rei D.Sebastião, que se fez matar em terras africanas.


O rei espanhol, inimigo dos holandeses, quebrou o esquema, e estes ficaram sem acesso à preciosa mercadoria. Inconformados, anos depois invadiriam o Brasil, primeiro em Salvador em 1624, sendo expulsos a seguir, mas com êxito em Recife, permanecendo de 1630 a 1654, e obtendo o açúcar na própria fonte. Temendo o alastramento das invasões por todo território, as autoridades reforçaram o sistema defensivo em outros pontos da colônia. Assim o fez o governador Martim Corrêa de Sá, construindo um forte na Ilha das Cobras, na época propriedade da ordem dos beneditinos. Erigida com grande auxílio da população, a nova fortaleza se consagraria como uma das mais importantes, protegendo a área urbana central.


Em 1710, auxiliou na defesa, abrindo fogo contra os invasores franceses de Duclerc. Mas em 1711 foi tomada durante a nova invasão francesa, comandada por Duguay-Trouin, que virou seus canhões contra a cidade e a bombardeou até conseguir o resgate desejado, de 600 mil cruzados.


Após esses incidentes, o sistema defensivo foi ampliado, criando-se um novo conjunto de fortificações, e, assim, em 1736 era inaugurada a Fortaleza do Patriarca de São José da Ilha das Cobras. Compunha-se de três fortes, o de São José, o do Pau da Bandeira e o de Santo Antônio. Novas melhorias e acréscimos seriam feitos nos séculos seguintes, chegando até a configuração atual.


Abrigando o Museu do Corpo de Fuzileiros Navais, e com uma preciosa coleção de artefatos, que testemunham incontáveis acontecimentos ocorridos ao longo de quase quatro séculos, a antiga fortaleza é uma visita obrigatória e altamente enriquecedora para todos que desejem conhecer um pouco mais sobre as origens e história da Cidade Maravilhosa.


Segunda-feira, 20 de Julho de 2009 - 00:00

sábado, 18 de julho de 2009

18 Jul - Coroação de D. Pedro II (1841).



18 Jul


- Coroação de D. Pedro II (1841).


- Organização do Supremo Tribunal Militar que substituiu o Conselho Supremo Militar, criado por D. João VI (1893).


Em meio a dificuldades financeiras e várias e desgastantes rebeliões localizadas, D. Pedro I instalou a Câmara e o Senado vitalício, em 1826. Porém um fato provocou desconforto geral e o seu declínio político no Brasil. Com a morte de D. João VI, decidiu contrariar as restrições da constituição brasileira, que ele próprio aprovara, e assumir, como herdeiro do trono português, o poder em Lisboa.


Foi a Portugal e, constitucionalmente não podendo ficar com as duas coroas, instalou no trono a filha primogênita, Maria da Glória, como Maria II, de sete anos, e nomeou regente seu irmão, Dom Miguel. Porém sua indecisão entre o Brasil e Portugal contribuiu para minar a popularidade e, somando-se a isto o fracasso militar na Guerra Cisplatina (1825-1827), os constantes atritos com a assembléia, o seu relacionamento extraconjugal (1822-1829) com Domitila de Castro Canto e Melo, a quem fez viscondessa e depois Marquesa de Santos, o constante declínio de seu prestígio e a crise provocada pela dissolução do gabinete, após quase nove anos como Imperador do Brasil, abdicou do trono em favor de seu filho Pedro, em 7 de abril de 1831, então com cinco anos de idade.


A Constituição de 1824 previa que, durante a menoridade do sucessor, o Império deveria ser governado por um Regente que fosse um parente mais próximo ao Imperador. Como no caso não havia quem preenchesse tais quesitos, a Constituição previa a composição de uma Regência Trina Provisória, em caráter interino, para que o Executivo não ficasse acéfalo.


A Regência Provisória tomou posse no mesmo dia da abdicação, começando por reintegrar o último ministério deposto pelo Imperador, conceder anistia para todos os presos políticos, estancar as agitações populares na busca da manutenção da ordem e das instituições. Já a Regência Trina Permanente foi eleita pela Assembléia Geral em julho de 1831, permanecendo até abril de 1835.


Nas eleições para a primeira regência una, realizada em 7 de abril de 1835, saiu-se vencedor o Padre Diogo Antônio Feijó, antigo ministro da justiça da Regência Trina Permanente, e um dos líderes da facção progressista. Quando o regente Feijó assumiu, em outubro de 1835, a situação do país era extremamente delicada.


Em 1837, com o avanço dos cabanos no Pará e dos farrapos no Sul, Feijó pediu à Câmara dos Deputados que aprovasse a elevação dos efetivos militares do governo, a fim de sufocar os movimentos. Seu pedido não foi aprovado, e o regente, diante da impossibilidade de exercer o cargo, acabou por renunciar. Araújo Lima, líder da facção regressista e presidente da Câmara dos Deputados, assumiu provisoriamente a regência.


Com a regência de Araújo Lima embora interina, sobe ao poder o Partido Conservador. Na eleição para a escolha do novo regente, realizada em 1838, saiu-se vitorioso o próprio Araújo Lima, devendo o seu mandato prolongar-se até 1842. Entretanto, toda a habilidade do líder conservador não foi suficiente para abafar a Farroupilha, nem mesmo para evitar uma série de revoltas surgidas em todo o país, destacando-se, principalmente, a Sabinada e a Balaiada. A primeira, ao lado da Cabanagem no Pará, foi debelada ainda em seu governo.


Por mais esforços que fizessem, os homens públicos do Brasil não encontravam a fórmula da conciliação. D. Pedro II só poderia ser declarado maior ao atingir 18 anos de idade. A Regência, por sua vez, mesmo com o nome de permanente, seria um posto ambicionado e, portanto, motivadora de intermináveis conflitos.


O Partido Liberal, imediatamente, começou a se movimentar para arranjar uma solução política para a Nação, e que, ao mesmo tempo, o colocasse novamente no poder. Em abril de 1840, por proposta do senador José Martiniano de Alencar, pai do romancista José de Alencar, foi criada a Sociedade Promotora da Maioridade, originalmente uma sociedade secreta que logo se tornou pública, passando a se chamar apenas Clube da Maioridade. Antônio Carlos de Andrada foi escolhido presidente, aproximando-se cada vez mais dos palacianos.


Usando de atitudes demagógicas, Antônio Carlos levou a campanha para as ruas, levando o povo a apoiar o projeto. Valendo-se do momento oportuno, conseguiu assumir a liderança da massa que se dirigiu ao Senado, aclamando a Maioridade. A pressão popular, liderada pela vanguarda liberal, foi tão grande e os seus resultados poderiam ser imprevisíveis, que em 23 de julho de 1840, D. Pedro foi emancipado. O futuro imperador do Brasil contava apenas com 15 anos de idade.


A sagração e coroação de D. Pedro II foi marcada para 18 de julho de 1841. A cidade do Rio de Janeiro foi cuidadosamente embelezada para a cerimônia. As festas duraram muitos dias, encerrando-se no dia 24 de julho com um grande baile de gala no Paço da cidade.

sábado, 11 de julho de 2009

11 Jul - Nascimento do músico e compositor Antônio Carlos Gomes - Campinas-SP (1836).


Antonio Carlos Gomes nasceu em Campinas - SP, a 11 de julho de 1836. Era filho do maestro Manuel José Gomes, apelidado "Maneco músico", e de Fabiana Maria Jaguari Cardoso. Desde menino manifestou pendores musicais, que foram estimulados pelo pai, seu mestre, e pelo irmão, o também maestro José Pedro de Sant'Ana Gomes. Mais velho que Carlos Gomes, o irmão foi o seu dedicado guia e conselheiro na carreira artística. Fê-lo dirigir-se à Corte, onde contou com a proteção do Imperador D. Pedro II. Cursou o Conservatório Musical do Rio de Janeiro e, em 1861, obteve o primeiro sucesso, fazendo representar, sob a própria regência, a sua primeira ópera, "A Noite do Castelo". A esta seguiu-se, em 1863, a segunda ópera de sua composição, "Joana de Fíandres". As duas peças levaram o imperador a conceder-lhe uma pensão para estudar na Itália. Estabeleceu-se em Milão, onde freqüentou o conservatório e ali se diplomou em 1866 como maestro compositor. Tornou-se logo conhecido nos meios artísticos europeus e alcançou a fama com a sua mais célebre ópera, "O Guarani", levada à cena, em 1870, no Teatro Scala de Milão, o teatro dos grandes espetáculos líricos.


Dotado de excepcional Inspiração que o igualou aos maiores compositores do mundo, escreveu e fez representar outras notáveis peças musicais, como as óperas "Fosca" (1873) - que alguns críticos consideram a sua obra-prima -,"Salvador Rosa" (1874), "Maria Tudor" (1878), "O Escravo" (1889), "Condor" (1891) e o poema sinfônico "Colombo" (1892). Toda a sua produção (inclusive fugas, cantatas e cançonetas, como a conhecida "Quem Sabe"), está impregnada de riqueza melódica, exuberante, ao sabor da escola musical italiana.


A gratidão ao imperador, deposto em 1889, impediu-lhe de aceitar o convite do novo governo brasileiro para escrever o hino da República. Dificuldades econômicas compeliram-no a deixar a Itália e passar a residir em Belém do Pará, no estado que nobremente o amparou, entregando-lhe a direção do Conservatório Musical. Morreu em Belém a 16 de setembro de 1896. Sua terra natal erigiu-lhe um monumento-tumulo, de autoria de Rodolfo Bernardelli e situado na Praça Bento Quirino, no centro citadino. Transladados da capital paraense em um vaso de guerra, do Rio de Janeiro e passando por Santos, foram os seus restos mortais encaminhados a Campinas e encerrados em 2 de julho de 1905, no monumento túmulo, cuja base é de granito,tendo o maestro, em corpo inteiro, de bronze, em atitude de regente de orquestra.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

TRISTE DO POVO SEM MEMÓRIA . . .

Depredação
Fonte construída por D. João está pichada.
Leitor fotografa Plantão Publicada em 07/07/2009 às 13h17m
Texto e fotos do leitor Cristiano Rodrigues




RIO - Um povo que não preserva sua memória nunca terá historia.



Veja o descaso com que os órgãos públicos tratam esta pequena joia, uma fonte na Rua do Riachuelo, antiga Rua Matacavalos, na Zona Norte do Rio, que Dom João VI, um português que amou este país como poucos brasileiros, mandou construir.



A inscrição, ou o que ainda se pode ler dela:



"O Rey, por bem de seu povo, mandou fazer esta obra pela Polícia. 1817".



O povo somos nós.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança


Anna Ramalho - Nobreza admirável


JB



Foi enterrado, ontem, em Vassouras, dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança, uma das vítimas do voo 447 da Air France, identificado pelo IML de Pernambuco no fim de semana.


Cerimônia discreta para a família e uns poucos amigos.


Impressionante e verdadeiramente nobre a dignidade demonstrada pela família neste episódio tão doloroso, que tirou de seu convívio um brilhante e querido rapaz, de apenas 26 anos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Corpo do príncipe vítima do voo da Air France é enterrado em Vassouras



Pedro Luis de Orleans e Bragança estava voltando para casa, em Luxemburgo.

No Brasil, ele visitava familiares.


Foi enterrado em Vassouras, o príncipe Pedro Luís de Orleans e Bragança, vítima do acidente com o avião da Air France.

No dia 31 de maio, o príncipe de 26 anos voltava para Luxemburgo, onde morava.

Ele tinha vindo ao Rio para visitar os parentes. Uma missa foi rezada na Igreja Matriz de Vassouras.

Depois o corpo foi sepultado no jazigo da família imperial no Cemitério da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição.