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sábado, 19 de junho de 2010

MUNIÇÃO DE CANHÃO É RESGATADA E O LULA QUER DEVOLVER O CANHÃO CRISTIANO !




PÃO DE AÇÚCAR: Munição resgatada




O GLOBO





Militares do Exército carregam nove balas de canhão de fabricação inglesa, provavelmente do século XIX, encontradas na base do Pão de Açúcar.




Para tirá-las de lá, foi necessário mobilizar 11 militares.




A operação foi orientada por especialistas em preservação histórica.




A munição pode ter sido disparada de embarcações ou fortes durante batalhas na Baía de Guanabara.

terça-feira, 15 de junho de 2010

AVENIDA MEM DE SÁ




14/06/2010 - 11:36 Enviado por: Paulo Pacini



Por mais de duzentos anos, o acesso à zona norte do Rio foi limitado pela presença de vários obstáculos naturais, alguns deles intransponíveis.


A região conhecida hoje como Cidade Nova, indo do Campo de Santana até a Praça da Bandeira, não era mais que um pântano, onde as águas do mar se misturavam com as dos vários cursos d'água que lá desembocavam.


Seguir adiante pelo mangue, portanto, era impossível.


A alternativa restante, fora a via marítima, era uma estrada começando na Lapa, junto ao Morro do Desterro (Santa Teresa).


Chamado de Caminho para o Engenho dos Padres e depois Matacavalos, a atual rua do Riachuelo escapava dos alagados por ter sido aberta em uma cota mais alta, na beira do morro.



Trecho inicial da Av. Mem de Sá na Lapa, demolido em 1974


Todo terreno situado entre esta rua e a região do Campo de Santana era um brejo, alimentado pelas águas que desciam dos morros de Santo Antônio, Santa Teresa e Pedro Dias, conhecido posteriormente como morro do Senado.


Na verdade, o trecho desde o morro de Santo Antônio até onde era a Lagoa da Sentinela (cruzamento da rua Santana com Riachuelo e Frei Caneca) pertencia a uma única família, a de Pedro Dias Paes Leme (neto do bandeirante Fernão Dias), que no século XVIII foi fidalgo da Casa Real e guarda-mor das minas. Seus descendentes receberam a enorme propriedade, composta majoritariamente, entretanto, por terrenos pantanosos.


Na parte seca estava o citado morro que, iniciando na rua dos Inválidos, só terminava na rua Santana, tendo como outros dois limites em seu entorno a rua do Riachuelo e o Campo de Santana.


Ao ser reconstruído o aqueduto (Arcos), por volta de 1750, foi iniciado um longo processo de drenagem, e, nos anos seguintes, surgiriam as primeiras ruas do novo trecho incorporado à cidade, como as do Lavradio, Inválidos, Resende e Senado.


Contudo, só em meados do século seguinte os pântanos iriam desaparecer.


Algumas décadas após, começaria o desmonte do morro do Senado, cujas terras foram utilizadas em outros aterros, e em seu lugar agora abria-se uma enorme área livre, rápidamente ocupada.


Este era o cenário quando Pereira Passos assumiu a prefeitura do Distrito Federal, e, dentre as várias obras projetadas, previa-se uma nova via de acesso à zona norte, passando pelos antigos pântanos e morro de Pedro Dias.


Homenageando Mem de Sá, governador que transferiu em 1567 a cidade para o Morro do Castelo e iniciou a colonização de fato no Rio de Janeiro, a nova avenida interceptaria as principais ruas do bairro, seguindo até o início do Catumbi em linha reta, encontrando-se no final com a rua do Riachuelo e Frei Caneca.


A obra foi decisiva para o desenvolvimento local e facilitou o trânsito dos bondes, que faziam a ligação do bairro com o resto da cidade.


Houve um grande surto de novas construções, e até hoje podem ser contemplados os belos sobrados centenários, muitos deles em estilo art-nouveau, a adornar a avenida, formando um conjunto arquitetônico homogêneo e valioso, merecedor de cuidados que garantam sua preservação futura.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

BATALHA NAVAL DO RIACHUELO


11 Jun


Batalha Naval do Riachuelo


Guerra da Tríplice Aliança


(1865)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A C O N T E C E U . . .




10 Jun








Dia da Arma de Artilharia - data de nascimento do marechal Emilio Luiz Mallet, Patrono da Arma




(1801)









Início da Revolução Liberal em Minas Gerais




(1842)









Batalha de Resistência de São Borja (o Exército paraguaio atravessa o rio Uruguai e invade o território brasileiro) - Guerra da Tríplice Aliança




(1865)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

DMB RECEBIDO PELO EX-PREFEITO CÉSAR MAIA


(E>D) Deputado João Pedro, Chanceler Maria da Glória, ex-Prefeito César Maia, Caio, Diretor Jurídico Marcelo Ferreira e José Bataglia








Wellington Fontenelle, PARABÉNS !


Joia


Casarão na Tijuca dos anos 20 é reformado


Publicada em 08/06/2010 às 23h37m


Jacqueline Costa

O GLOBO

RIO - Depois de mais de uma década abandonado, um belo casarão dos anos 20 em estilo eclético, localizado na esquina das ruas Professor Gabizo e Doutor Satamini, na Tijuca, está prestes a deixar para trás os tempos de patinho feio.

Após quatro meses em obras para abrigar a filial de um bar, o imóvel histórico terá a sua restauração concluída.


Pela importância para a memória do bairro e para evitar o risco de demolição do imóvel, o Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro determinara, em 2005, o tombamento provisório.


Dono do bar Odorico, que ocupará o espaço daqui a dois meses, o empresário Wellington Fontenelle conta que decidiu reformar a casa não só pela localização, mas pela sua qualidade arquitetônica, um atrativo a mais para conquistar a clientela:


- Estamos praticamente fazendo uma casa nova.


Até agora, foram gastos R$ 900 mil na obra.


Mas já dá para sentir que está valendo a pena.


André Rodrigues, arquiteto responsável pelo projeto de restauração, diz que buscou manter a fachada o mais próxima possível da original.


No total, o imóvel tem 300 metros quadrados, divididos em dois pavimentos, além de um pátio.


No segundo andar, por exemplo, o arquiteto manteve o desenho do piso em madeira.


O forro acompanha a inclinação do telhado, como no projeto inicial.


O muro em pedra foi mantido, assim como a parte em tijolo maciço.


Ele conta que uma das maiores dificuldades encontradas na restauração está relacionada ao roubo de várias peças do casarão.


- Encontramos o imóvel todo depenado.


Das 25 janelas de madeira, só restou uma, que serviu de modelo para a confecção das que faltavam.


Além disso, levaram até os guarda-corpos das varandas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

FERROVIA DE ITAGUAÍ - RAMAL DE MANGARATIBA

ITAGUAÍ


Município de Itaguaí, RJ


E. F. Central do Brasil (1910-1975)



RFFSA (1975- c.1985)


Ramal de Mangaratiba - km 65,696 (1928)

RJ-1473

Inauguração: 14.11.1910


Uso atual: não determinado

com trilhos


Data de construção do prédio atual: 1910

HISTORICO DA LINHA: O ramal de Angra, posteriormente chamado de ramal de Mangaratiba, foi inaugurado em 1878, partindo da estação de Sapopemba (Deodoro) até o distante subúrbio de Santa Cruz.


Somente foi prolongado em 1911 até Itaguaí, e em 1914 chegou a Mangaratiba, de onde deveria ser prolongado até alcançar Angra dos Reis, onde, em 1928, a E. F. Oeste de Minas havia atingido com sua linha vinda de Barra Mansa.



Tal nunca aconteceu, e o ramal, com trechos belíssimos ao longo da praia, muito próximo ao mar, transportou passageiros em toda a sua extensão até por volta de 1982, quando foi desativado.



Antes disso, em 1973, uma variante construída pela RFFSA e que partia de um ponto próximo à estação de Japeri, na Linha do Centro, permitia que trens com minério alcançassem o porto de Guaíba, próximo a Mangaratiba, encontrando o velho ramal na altura da parada Brisamar.




A variante, entretanto, deixava de coincidir com o ramal na altura da ponta de Santo Antonio, onde desviava para o porto; com isso, em 30/06/1983, o trecho original entre esse local e Mangaratiba foi erradicado e os trens passaram a circular somente entre Deodoro e Santa Cruz, de onde voltavam.




Hoje, esse trecho ainda é usado pelos trens de subúrbio, o trecho entre Santa Cruz e Brisamar está abandonado e o restante, Brisamar-porto, é utilizado pelos trens de minério apenas.

A ESTAÇÃO: A estação de Itaguaí foi inaugurada em 1910.


Em 1960, o ramal já era praticamente usado somente para transporte de passageiros:

"Toda a produção da região (de Itaguaí) destina-se ao grande mercado consumidor, que é o Rio de Janeiro.



Apesar de essa área ser servida pelos trens do ramal de Mangaratiba da EFCB, que ligam a sede-distrito de Itaguaí ao Rio, com uma média de de três viagens por dia (ida e volta), preferem os colonos



Em 1960, constituía uma das atividades industriais da região a Companhia Cerâmica de Itaguaí, localizada próxima da estação ferroviária de Itaguaí (Foto publicada na Revista Brasileira de Geografia, em julho-setembro de 1960, p. 428. Autora: Delnida Martinez Alonso).




O célebre trem misto "Macaquinho", parado em frente à estação ferroviária de Itaguaí (Foto publicada na Revista Brasileira de Geografia, edição de julho-setembro de 1960, p. 421. Autora: Delnida Martinez Alonso).

Aspecto do Campo do Maranhão inundado, em Itaguaí, à margem direita do canal de São Francisco, junto à linha da Central (Foto publicada na Revista Brasileira de Geografia, edição de julho-setembro de 1960, p. 394. Autor: DNOS).


Transportar suas mercadorias por caminhão, embora o frete seja mais caro.


Alegam que sendo moroso o transporte ferroviário e , em se tratando de produtos facilmente perecíveis - legumes, hortaliças - que é mais compensador o transporte rodoviário" (Delnida Martinez Alonso, RBG, julho-setembro de 1960, p. 421).


A partir de meados dos anos 1980, quando foram suspensos os trens de passageiros para além da estação de Santa Cruz, a linha naquele trecho, entre essa estação e Brisamar, foi abandonada.



A estação ainda em atividade, em 1955. Acervo Edson de Lima Lucas




A estação de Itaguaí, abandonada em 2004. Foto Milton Ribeiro





A estação em novembro de 2007. Foto Luiz Antonio Doria