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terça-feira, 7 de setembro de 2010

LULA: SER INDEPENDENTE É MANTER A HISTÓRIA VIVA !


07.09.10 às 01h14 > Atualizado em 07.09.10 às 01h25



Click do leitor:

Leitor registra Museu Nacional em péssimo estado

O DIA


Rio - O leitor João Calandrini aproveitou o fim de semana para ir à Quinta da Boa Vista e ficou decepcionado com o mau estado do Museu Nacional.

Ele registou em foto a situação da parte traseira do prédio histórico, que foi residência da família imperial, e pede providências urgentes para recuperá-lo.





Foto do leitor João Calandrini

Jacques e François Dussol, da França para trazer inteligência a Prefeitura do Rio, recuperando a história !

Da prostituição ao luxo, Hotel Paris inaugura nova fase da Praça Tiradentes

Rede francesa adapta prédio. Prefeitura prevê para março fim da reforma da área

POR RENATA MONTI
O DIA




Novo hotel terá diárias de R$ 1 mil
Foto: Deisi Rezende / Agência O DiaRio


- Antiga sede da grife Daspu e tradicional ponto de prostituição no Centro do Rio, o Hotel Paris, na Praça Tiradentes, dará lugar a suntuoso espaço de hospedagem da rede francesa La Suite.

Se antes os clientes que utilizavam os ‘serviços’ da casa pagavam R$ 15 por 30 minutos num dos quartos, a partir de 2012 o público vai mudar totalmente: hóspedes de luxo vão gastar R$ 1 mil pela diária.



Atraídos pelo projeto Monumenta/Tiradentes, de revitalização da área, os compradores do imóvel, os irmãos franceses Jacques e François Dussol, pretendem transformar o prédio em um hotel ‘design’.

O estilo é baseado em acomodações exclusivas, conjugando o novo com o antigo.



O imóvel de 5 andares e 36 cômodos, construído no início do século passado e utilizada como bordel desde 1945, deve ter a estrutura e as fachadas conservadas. Só o interior ganhará novo desenho, ainda em discussões.



Já a mudança no entorno, programada pela prefeitura, começa amanhã, com a transferência de 10 pontos finais de ônibus da Praça Tiradentes para o Campo de Santana. Cerca de 250 veículos devem deixar de circular na área.

“A região se tornará um polo turístico e cultural”, aposta o subprefeito do centro, Thiago Barcellos.



Até março, R$ 3,5 milhões devem ser aplicados na praça para alargamento de calçadas, reforço na iluminação e retirada das grades. A verba é do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).



Garotas têm até o dia 18 para sair



O próximo dia 18 é data-limite para que as prostitutas que ainda fazem programa no hotel deixem o local. Mas, com a compra do imóvel — por R$ 1,4 milhão, segundo a Daspu — pelo grupo francês, a famosa grife de prostitutas, coordenada pela ONG Davida, já está sem teto. Há uma semana, as integrantes fizeram a mudança do Hotel Paris e arquivaram documentos e objetos na casa de uma amiga no Grajaú.



Com isso, o atendimento às prostitutas e a venda das roupas estão comprometidos. A intenção do grupo é conseguir com a prefeitura casa nos arredores do Estácio, da Cidade Nova ou Centro.



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O CORTIÇO

O Cortiço

05/09/2010 - 19:44
Enviado por: Paulo Pacini
JB


Dentre os inúmeros problemas e necessidades da vida nas grandes cidades, um dos mais sérios é sem dúvida aquele da moradia.

De fácil acesso para os abastados, sempre foi uma das maiores dificuldades para os de pouca renda, que só contam com a força do trabalho para sobreviver.



A partir de meados do século XIX, o Rio de Janeiro conheceu um processo de expansão econômica, com o nascimento das primeiras indústrias e o desenvolvimento dos meios de transporte, o que provocou um aumento populacional e conseqüente demanda por habitações.





Cortiço, moradia precária e de baixo custo do século XIX



Para a crescente classe trabalhadora, sem condições econômicas, poucas opções existiam nesse sentido.

Muitos proprietários, trocando suas moradas no Centro por outras em novos bairros, como Botafogo e Laranjeiras, passaram a alugar as antigas casas, sendo seus cômodos muitas vezes divididos internamente, criando espaço para mais um locatário.

Nascia um novo tipo de residência de baixa renda que iria marcar época, imortalizada no livro “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo.



Vários trechos do Centro eram conhecidos pelos seus cortiços, como a rua do Senado, Senhor dos Passos, Senador Pompeu e Barão de São Félix, mas estes se espalharam por toda cidade.

O estado combateu este tipo de moradia, mas desde cedo ignorou o problema da habitação popular.



O resultado de dessa omissão mais que secular por ser visto hoje, onde grande parte da população vive em residências improvisadas e construídas à margem da lei, pois nenhuma outra solução lhe foi oferecida.



domingo, 5 de setembro de 2010

PARA OUVIR REZANDO . . .

Para ouvir rezando



Igrejas do Rio viram palco para a música erudita

Publicada em 04/09/2010 às 18h12m

Simone Candida

O GLOBO


RIO - Atentos à acústica perfeita e ao clima acolhedor de algumas igrejas do Rio, a cravista Rosana Lanzellote e um grupo de cantores e instrumentistas vêm transformando capelas e templos católicos em cenários para concertos de música erudita. E engana-se quem pensa que o repertório - que inclui peças de compositores como Mozart, Bach e Pergolesi - só ganha destaque nas paróquias da Zona Sul.

Em quase duas décadas, o projeto "Música nas Igrejas" já percorreu 42 endereços religiosos em 30 bairros da cidade, lugares tão diversos como Ipanema, Leblon, Catete, Centro, Vila Isabel, Penha, Rocinha, Méier, Marechal Hermes, Santa Cruz e Campo Grande.



E, a partir da próxima quinta-feira, até dia 14, este roteiro de música para ouvir rezando começa uma nova temporada. Estreia em cinco paróquias da cidade uma série de oito concertos gratuitos em homenagem aos 300 anos de nascimento de dois compositores barrocos, Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) e Wilhelm Friedemann Bach (1710 - 1784), filho de Johann Sebastian Bach.

A novidade desta edição, chamada de Primavera Barroca, é a inclusão no tour de um Ciep e duas associação de moradores de comunidades carentes.



- A ideia, que nasceu em 1993 sob patrocínio da prefeitura, é democratizar a música clássica, levando concertos gratuitos tanto a igrejas histórias do Centro e da Zona Sul, quanto a belas capelas distantes da cidade.

Nestes anos todos, temos nos surpreendido com a reação positiva do público destas áreas carentes, que se emociona e se sente prestigiado por poder assistir aos espetáculos.

Já vi cenas lindas, de gente que não conseguiu segurar as lágrimas ao ouvir os artistas executando uma música. Para maioria deles, é um momento de descoberta - diz Rosana, que é diretora artística e curadora do projeto.



Apesar da diferença de perfil do público em cada região, a seleção musical é a mesma. As apresentações em igrejas localizadas em áreas carentes, no entanto, são precedidas de um pequena introdução, em que os músicos mostram os instrumentos, falam das canções e dos compositores que serão executados e tiram dúvidas do público.

Desde 2001, nas igrejas do subúrbio e da Zona Oeste, explica Rosana Lanzelotte, os músicos também fazem concertos didáticos, com duração de cerca de 40 minutos, voltados para as crianças do bairro.



- Foi a forma que encontramos de deixá-los mais familiarizados com a música clássica e com instrumentos como o oboé e clarineta.

É comum alguns jovens que participam dos concertos didáticos voltarem depois com os pais para assistirem ao concerto noturno na capela - conta Rosana, esclarecendo que a escolha das igrejas é feita a partir de uma pesquisa - Nossa equipe fez uma longa pesquisa e descobriu as que têm valor histórico e as que têm melhor acústica- diz a cravista.



Desde o início do projeto, cerca de 100 músicos já soltaram as vozes ou tocaram instrumentos nas igrejas. Gente como a harpista brasileira Cristina Braga e a soprano italiana Laura Antonaz, vencedora do concurso internacional de canto barroco "G. B. Pergolesi", que vem pela primeira vez ao Brasil. Atualmente, o "Música nas Igrejas" é patrocinado pela prefeitura e por três empresas privadas.



Expectativa do público em Água Santa é grande

Nesta temporada de primavera, o roteiro de concertos inclui duas igrejas no Centro (a Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé e o Mosteiro de São Bento), duas na Zona Sul (a Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, na Glória, e a Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema) e uma na Zona Norte (Igreja Santo Antônio, na Água Santa).

Já na Associação de Moradores de Nova Holanda e no Ciep Cesar Pernetta, em Ramos, e no Conselho de Moradores da Vila Pinheiro, em Manguinhos, haverá os concertos didáticos.



Em Água Santa, próxima comunidade da Zona Norte a receber o projeto, o clima é de expectativa. Segundo o contador Francisco de Assis da Silva, que atua na paróquia Santo Antônio, os músicos estão sendo aguardados com ansiedade e uma certa curiosidade:



- O nosso bairro é muito carente de eventos culturais. Esta será uma chance única de muita gente conhece música clássica. Eu, por exemplo, adoro este tipo de música, mas não tenho oportunidade de ir a concertos - diz Francisco, que mora há 45 anos no bairro da Zona Norte e está espalhando a notícia pelas escolas e praças da região.



Espetáculos anteriores são lembrados com carinho

Na Paróquia Nossa Senhora do Desterro, em Campo Grande, que já integrou duas vezes o roteiro do "Música nas Igrejas", ainda hoje os espetáculos são lembrados:



- Foi maravilhoso, um momento de êxtase, que uniu o céu e a terra. Todos adoraram e não vemos a hora de voltarmos a receber outros músicos por aqui - comenta a irmã Tereza Maria Lacerda.



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

FELIPE NETO, A FORÇA DA JUVENTUDE PARA MUDAR . . . GENIAL !

Estátua de Dom Pedro I é lavada para comemorações da Independência

Publicada em 03/09/2010 às 11:04

Estátua de Dom Pedro I é lavada para comemorações da Independência

Waleska Borges
EXTRA




RIO- A estátua de Dom Pedro I , na Praça Tiradentes, no Centro, está sendo lavada na manhã desta sexta-feira de com nove mil litros de água.

A obra, que é o mais antigo monumento do Rio, estava com grande quantidade de resíduos das fezes de pombos.

A limpeza da Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos, por meio da Gerência de Monumentos e Chafarizes em parceria com a Comlurb e a Rioluz, prepara a estátua para as comemorações da Independência, na terça-feira dia 7.

Pelo menos 10 homens participam da ação.



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

MOSTEIRO DE SÃO BENTO: LAMPADÁRIO É FURTADO DA CAPELA DE SÃO BRÁS

Apesar de segurança



Lampadário acorrentado ao teto é furtado do Mosteiro de São Bento

Publicada em 01/09/2010 às 23h23m

Jacqueline Costa
O GLOBO




RIO - Não deveria ser uma tarefa fácil retirar um lampadário de prata, de mais de meio metro de altura, da Capela de São Brás, no Mosteiro de São Bento, no Centro.

Apesar de a igreja contar com segurança própria e câmeras de vigilância, bandidos conseguiram colocar uma escada, desprender a peça do teto e carregá-la sem serem notados.



Dom Mauro Fragoso, diretor de Patrimônio do mosteiro, conta que o furto foi descoberto por funcionários na segunda-feira à noite.

O religioso não soube informar quantos quilos pesa o adorno. Fitas com a gravação das imagens do circuito interno foram entregues a policiais federais da Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico (Delemaph), que foram ao mosteiro na terça-feira para registrar a ocorrência.



Em 2008, roubo de cinco itens veio à tona

Pouco a pouco, o acervo da abadia vem sendo dilapidado. Ocorrido no fim de 2007, o furto de cinco importantes peças históricas só em junho de 2008 veio à tona.

Sumiram dois cálices e duas patenas (disco utilizado para cobrir o cálice ou receber a hóstia) de prata dourada do século 20, além de uma imagem em madeira policromada do século 19.



A capela de onde o lampadário foi retirado fica aberta ao público das 6h às 18h, diariamente. Segundo Dom Mauro, vigilantes se revezam o dia inteiro para tomar conta do templo. Ele diz que já fez o que podia para impedir o furto de peças do Mosteiro:



- É um mistério. O que tem sido feito é contratar seguranças e instalar câmeras, mas essas medidas não têm surtido efeito. A peça é grande e estava acorrentada ao teto.

Não tenho ideia de como o furto aconteceu. Acho que o que aconteceu é parte da nossa realidade e fruto de uma sociedade de exploração e imoralidade - diz dom Mauro.



O Mosteiro de São Bento guarda há séculos muitas preciosidades. Entre elas, um medalhão com uma lasca da cruz de Cristo, o primeiro quadro a óleo pintado no Brasil, de autoria desconhecida, além de inúmeros livros raros.

Na biblioteca, o mosteiro reúne um acervo com mais de 35 mil volumes, entre eles tratados de filosofia do século 14, livros de direito do século 15 e volumes de ciências que serviram de base para estudos de José Bonifácio de Andrada, o Patriarca da Independência.



Iphan fez há um ano inventário de todas as peças

A Superintendência Regional do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entregou em setembro de 2009 um inventário de todos os bens móveis e integrados do Mosteiro de São Bento.

Altares, púlpitos, mesas, quadros, imagens, esculturas, crucifixos, tocheiros e missais, entre outros itens históricos, foram fotografados e descritos minuciosamente. A maioria da peças é do século 18.



Uma cópia do documento foi entregue à direção do convento. Mais de 2.400 fichas informam a época, o material e a importância histórica de cada peça. O inventário é uma medida cautelar contra o roubo de obras de arte.

A partir do inventário, no caso de roubos ou furtos, é possível divulgar imagens na imprensa que podes ajudar na recuperação. O Mosteiro São Bento foi tombado pelo Iphan em 1938.



Quem tiver informações sobre o paradeiro do lampadário pode enviá-las para o e-mail ouvidoria.rj@iphan.gov.br  ou ligar para 2233-6334.