sábado, 28 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
VALE DO CAFÉ NO SUL FLUMINENSE E O SABOR DE BOTEQUIM ! . . .
Vale do Café recebe o evento Sabor de Botequim
O Vale do Café, no Sul Fluminense, vai virar um grande boteco nos fins de semana entre os dias 4 e 13 de maio. O Festival Sabor de Botequim promete levar para a região uma programação especial, que inclui receitas típicas de boteco, rodas de samba, workshops, jantares harmonizados com cerveja, além de visitação às fazendas históricas.
Doze restaurantes de Vassouras vão participar do festival, preparando petiscos especiais durante o evento. Além disso, o Sabor de Botequim terá atrações gastronômicas com a participação de chefs badalados: Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca, Frederic Monnier, da Brasserie Rosário, Márcio Moreira e Ygor Ytalo, do projeto Panela Brasil, David Mansaud, Julien Mercier, David Mello, Lucas Mendes Pereira, Camila Coura, Antonio Índio, Jan Santos, Mirka Lage, Bernardo Couto, Alexsandro Roppe, Márcia Pedroza, Eduardo Ferreira.
Um dos destaques da programação é o ‘Feijão de Bamba’, feijoada preparada pela chef Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca, com roda de samba na Fazenda Carvalheira, em Vassouras. A chef promete preparar surpresas de cachaça e um workshop com uma receita com café. Outra atração que promete ser disputada é uma degustação de petiscos à base de cachaça preparados pelos chefs franceses Julien Mercier e Frederic Monnier na Fazenda do Anil, onde é produzida a cachaça Magnífica.
O Sabor de Botequim terá ainda um festival de tapas e petiscos harmonizados com cervejas especiais no Restaurante Varandas; degustação de cortes nobres feitos em brasa e assados em baixa temperatura na Churrascaria 393; workshop de pratos típicos brasileiros com o chef Márcio Moreira no restaurante Sputinick; workshop sobre pratos típicos de Botequim e suas historias com a chef Mirka Lage no Casario Shopping; Workshop sobre a arte da fotografia gastronômica com o fotógrafo Alexander Landau. No Hotel Santa Amália, haverá o jantar ‘Ricette della Nonna!, no dia 12, com os chefs Alexsandro Roppe e Eduardo Ferreira, além da sommelier da Grand Cru de São Paulo, Clara Mei.
Os visitantes poderão participar também de um workshop de cerveja com o mestre cervejeiro do Sena. O Museu Casa da Hera vai promover uma programação especial durante o evento, com visitas guiadas e apresentação do filme Quincas Berro D’Água. O encerramento do festival será no dia 13 de maio, Dia das Mães, com a atração Mamãe Vai ao Boteco. Uma panela de ferro gigante será colocada na Praça Barão de Campo Belo, no centro histórico de Vassouras, e haverá degustação gratuita de um prato típico de botequim.
O objetivo do evento é fortalecer o setor gastronômico e promover o desenvolvimento turístico da região. A realização é da Associação Comercial de Vassouras.
Mais informações no telefone 24-2471-1797 ou no site www.sabordebotequim.com
MONARQUIA CONTRA MENSALÃO ! . . .
Sois rei
ANCELMO GÓIS
A monarquia brasileira deseja que o julgamento do mensalão no STF ocorra já.
Um abaixo-assinado neste sentido será entregue hoje ao ministro Ricardo Lewandowski, em Brasília.
São quase 20 mil assinaturas — entre as quais, a do... príncipe dom João de Orleans e Bragança.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
O VENDEDOR DE AVES
Um dos fatores que afeta mais profundamente a vida atual é sem dúvida a alimentação, produzida em fábricas como qualquer outro bem de consumo. Cada vez mais se encontram evidências dos malefícios à saúde causados pela infinidade de produtos químicos, para cujo emprego as empresas recebem carta branca de administradores governamentais corruptos. Usando como pretexto sua missão (leia-se lucros) no "combate à fome", pelo aumento da produtividade, têm seus ganhos multiplicados pela venda de uma enormidade de produtos tóxicos, como inseticidas, formicidas, fungicidas, além da modificação genética das sementes — o pior exemplo é o milho — para resistir aos produtos químicos de controle de pragas que a mesma empresa vende.
Mas nem sempre foi assim. Há mais de cem anos, quando ainda nem se sonhava com inseticidas e muito menos manipulação genética, todos alimentos eram do tipo chamado hoje de "orgânico" ou "natural", pois era a única maneira de cultivá-los. No Rio de Janeiro de 1900, onde o comércio em lojas era composto principalmente por quitandas, as ruas eram percorridas por uma multidão de vendedores oferecendo todo tipo de mercadoria, com um pregão muitas vezes incômodo aos ouvidos.
Vendedor de aves do Rio de outrora: alimentação orgânica e natural na
mesa de nossos avós
O escritor Luiz Edmundo registrou em seu livro "O Rio de Janeiro do Meu tempo" vários flagrantes do movimentado comércio ambulante da época.
O português vendedor de perus tangia suas aves pela rua gritando:
— Olha ôôô prú uuu da roda vô ôôô a!
O vendedor de peixe, italiano: — Pixe camaró... Ulha a sardenha!
O turco vendedor de fósforos: — Fófo barato, Fófo, fófo!
O comprador de metais, hoje passando em uma Kombi, cujo slogan não mudou muito: — Chuuumbo, féeero, cama velha, metal velho para vender!
Dentre a multidão de ambulantes — porque andavam de verdade, não como hoje, quando "ambulantes" colocam uma barraca no meio da rua atrapalhando a circulação — estava o vendedor de aves, que passava com galinhas, patos, pombos e outros, algumas vezes a pé, levando os animais em cestos, outras vezes acompanhado de um servil burro ou cavalo transportando o fardo. As cozinhas de nossas avós ou bisavós eram abastecidas com suas aves, as mais frescas, porque vivas.
Muito se passou desde então. As ruas não pertencem mais às pessoas, e sim aos automóveis e outros veículos, ameaça permanente à segurança e tremenda fonte de poluição atmosférica, com efeitos nefastos à saúde. À algazarra dos vendedores, tão criticada pelos intelectuais do passado, vista como um atraso, se sucedeu o barulho dos motores e buzinas, em uma troca no mínimo questionável.
As galinhas antigas foram substituídas por tipos manipulados geneticamente, cujo consumo introduz no corpo do consumidor um sem número de produtos tóxicos, como antibióticos e hormônios, só para citar alguns. O vendedor foi substituído pela prateleira do supermercado, onde a mercadoria é tornada mais atraente pelo uso de corantes e iluminação.
A imagem do vendedor de aves do Rio de antigamente pode parecer nostálgica e lembrar uma era de muitas limitações, como a ausência da refrigeração, mas também representa um modo de vida em muitos aspectos muito mais sadio, como cada vez mais se constata hoje em dia. Suas características são cada vez mais procuradas, como o consumo de ítens produzidos localmente e o uso de meios de controle naturais, seja na agricultura ou criação de animais. Visto sob esse prisma representa uma época que ainda tinha, por força das circunstâncias, uma sabedoria bem maior a respeito do que é saudável, perdida durante o século XX.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
VILA AYMORÉ NA GLÓRIA (RIO) SERÁ RESTAURADA ! . . .
Enviado por Ancelmo Gois -
17.4.2012
12h58m
gois de papel
As fotos de hoje
EM 2009, UM GRUPO de investidores comprou este conjunto de casas do século XIX, em estilo clássico, na Vila Aymoré, na Glória.
Os imóveis estão em petição de miséria, repare nas fotos de baixo.
O projeto, de R$ 30 milhões, prevê a restauração dos imóveis para abrigarem escritórios (veja a reprodução acima).
Mas, até agora, o grupo não teve a autorização da prefeitura. O projeto empacou há seis meses na Procuradoria-Geral do município.
Um dos investidores, Gustavo Felizzola, conta que teve de escorar as casas para não caírem.
Diz a lenda que ali viveu uma das amantes de Dom Pedro I, a Baronesa de Sorocaba, irmã da Marquesa de Santos, outro caso do imperador.
Dom Pedro dizia que ia rezar no Outeiro da Glória e descia por um dos terrenos para encontrar a baronesa. Danadinho
Paulo Fernades Vianna, primeiro Intendente de Polícia.
Um dos ítens considerados essenciais em qualquer noticiário são as manchetes policiais. Seja por curiosidade, interesse pela sociedade ou preocupação com a própria segurança, muitos devotam tempo para se informar a respeito do que ocorre nessa esfera. Os crimes, é claro, sempre aconteceram, desde que o homem é homem — talvez até mesmo antes disso — mas a instituição policial, por mais que pareça eterna e entranhada em nossa vida, na verdade nem sempre existiu.
Durante o período colonial, os poderes relativos à função policial se concentravam nas mãos dos vice-reis, que nomeavam e demitiam funcionários a seu bel-prazer, tendo sempre a palavra final a respeito de questões de ordem pública. Essa organização serviu passávelmente durante o período mencionado, mas a vinda da côrte portuguesa, em 1808, implantando um modelo de sociedade muito mais complexo, tornou-a totalmente inadequada.
Paulo Fernandes Vianna, primeiro Intendente de Polícia, muito fez
pela cidade mas é hoje quase esquecido
Assim, em 10 de maio de 1808, pouco após chegar no Brasil, o príncipe-regente D. João cria a Intendência Geral da Polícia da Côrte e do Estado do Brasil. A motivação de D. João, contudo, foi o medo de ser assassinado por algum espião francês, que tivesse vindo secretamente persegui-lo em nossas terras... Seja como for, com o alvará de 10 de maio passa a existir a instituição policial brasileira, e como intendente-geral foi indicado o desembargador Paulo Fernandes Vianna, homem de confiança de D. João.
É preciso entender que o cargo de Paulo Vianna englobava um espectro de atividades muito mais amplo que a manutenção da ordem, incluindo atribuições exercidas atualmente por prefeitos e outras autoridades, como, por exemplo, a reforma da própria cidade. O intendente se pôs a trabalhar, e, com desvelo e empenho, melhorou muito a qualidade de vida dos habitantes do Rio, através da construção e calçamento de ruas, aterro de pântanos, drenagem do Mangue, melhora no abastecimento d’água e construção de chafarizes, além de tornar as ruas mais seguras com o aumento do efetivo policial e a construção de quartéis.
Tiveram particular destaque as iniciativas para melhorar o abastecimento de água, com o novo chafariz do Catumbi, próximo ao chafariz do Lagarto, sendo a vazão incrementada por um novo aqueduto, trazendo água do Rio Comprido e unindo-se ao do Catumbi, já existente, e também abastecendo o chafariz das Lavadeiras, no Campo de Santana, através de uma canalização provisória, de madeira, posteriormente substituída. Outra obra similar de Paulo Vianna foi o chafariz da rua do Riachuelo, de 1817, ainda existente mas depredado e transformado em parte de um portão.
Chafariz da Rua do Riachuelo, contruído por Paulo Vianna em 1817, hoje
depredado e transformado em portão
O intendente de polícia realizou trabalho excepcional em sua administração, que se estendeu de 1808 a 1821, quando teve de renunciar após o episódio ocorrido em fevereiro desse ano, quando D.João VI foi obrigado a jurar a nova constituição elaborada em Lisboa. Uma das reivindicações do movimento era a demissão de várias figuras do governo, incluindo o intendente de polícia.
Durante o tempo em que serviu a D. João, colheu elogios e teve seu esforço reconhecido pelo príncipe-regente e soberano, o que parece que ter incomodado profundamente o príncipe D.Pedro, futuro imperador do Brasil. Assim, após a volta de D. João a Portugal, em 26 de abril de 1821, uma das primeiras providências de D. Pedro foi mandar destruir o jardim construído por Paulo Vianna em frente à Intendência de Polícia, no Campo de Santana, em mesquinha vingança. O insulto e a indignação sofrida por este fez com que falecesse quatro dias depois, vítima de derrame ou enfarte.
Não merecia terminar a vida dessa forma quem tanto fez por sua terra, muito mais do que exigia o cargo, assim como não continua a merecer o esquecimento de que é vítima até os dias de hoje, quando personagens sem nenhuma expressão ou ligação com a história local são homenageados emprestando seu nome a todo tipo de logradouro.
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