domingo, 21 de outubro de 2012
sábado, 20 de outubro de 2012
O SANTO CLEMENTE . . .
Não foi por vontade própria que Clemente José de
Matos voltou mais uma vez à Europa em meados do século XVII, época em que tal
viagem ainda representava grande risco. Havia retornado de Coimbra não fazia
muito tempo, trazendo em sua bagagem o título de bacharel em Direito, e iniciado
a carreira de advogado na cidade do Rio de Janeiro. Segundo dizem, envolveu-se
em escândalos amorosos, e, perseguido pela Inquisição, voltou às pressas ao
Velho Continente. Foi direto à Roma, se ajoelhou perante o Papa e conseguiu o
perdão, sendo, além disso, ordenado padre, voltando tempos depois ao
Rio.
Homem de grande competência e conhecimento, o
agora Padre Clemente de Matos também pertencia a família importante, pois seu
avô, capitão Antônio Martins de Palma, havia construído a ermida de N.Sª da
Candelária, origem do templo atual, e amealhou várias propriedades durante sua
vida. O Padre Clemente herdou uma delas, uma enorme área que incluía quase todo
o atual bairro de Botafogo, que foi chamada de Quinta de São Clemente.
Um bonde da
Cia. Ferro-Carril do Jardim Botânico passa pela
tranquila
rua São Clemente de cem anos atrás. O nome da rua
é a lembrança
de uma capela do século XVII que não mais
existe
Lá foi construída em 1685 uma capela dedicada a
São Clemente, existindo um caminho dentro da propriedade que ia desde a praia
até ela. Falecendo o padre Clemente em 1702, a grande quinta foi sendo
progressivamente dividida pela partilha entre herdeiros, além da venda a
terceiros, como Pedro Fernandes Braga e o oleiro Francisco de Araújo Pereira,
dono da chácara da Olaria, vendida posteriormente a Joaquim Marques Batista de
Leão, o velho, cuja lembrança persiste no Largo dos Leões, no Humaitá. O terreno
da chácara da Olaria se estendia até a lagoa Rodrigo de Freitas.
Em 1801, um dos últimos vice-reis do Brasil, D.
Fernando José de Portugal, solicitou aos herdeiros que cedessem para uso público
o caminho que dava acesso à capela, para que se pudesse ter uma comunicação mais
direta com a Lagoa, bem melhor que aquela que acompanhava o rio Berquó, onde é a
atual rua General Polidoro. Houve concordância, e assim nasceu a rua São
Clemente.
Originalmente, o nome da rua abrangia a extensão
que ia da praia até a Lagoa, mas a partir de 1868, o trecho do Largo dos Leões
até o final passou a se chamar Rua do Humaitá, em lembrança do famoso episódio
da Guerra do Paraguai; o trecho principal também sofreu as tradicionais
ingerências políticas, tendo seu nome mudado para Raul Pompéia em 1895 e Rui
Barbosa em 1917, para voltar à denominação original em 1922, que persiste até
hoje.
Como a capela do padre Clemente, construída há
quase 250 anos e reedificada em 1772, e que se localizava no antigo número 110,
já desapareceu, o nome de São Clemente é a única ligação restante com uma
história envolvendo paixões humanas e devoção religiosa no século XVII, que
acabaria por definir a evolução do conhecido bairro de Botafogo.
CASA DE PEDRA . . . SÓ LEMBRANÇAS DE UM RIO MARAVILHA ! . . .
Casa de pedra na Atlântica: conselho avalia demolição
Imóvel na orla está à venda e deve dar lugar a prédio
Ameaçada. A casa, que não é tombada, é a última da orla de Copacabana
Gustavo Stephan / O Globo
RIO — Já tramita no Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural um
processo de consulta sobre a demolição da famosa casa de pedra da Avenida
Atlântica, em Copacabana. Segundo o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade,
embora a construção não seja tombada, o caso precisa passar pelo conselho porque
é o que determina a lei para todos os imóveis da cidade erguidos antes de 1938.
Espremida entre prédios de Copacabana, a casa, a última da Atlântica, deve dar
lugar a um prédio comercial e está sendo negociada por R$ 23 milhões, conforme
informou na sexta-feira o jornalista Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO.
Um vigia responsável pela segurança do imóvel disse que a residência já teria
sido comprada. Há duas semanas, segundo vizinhos, foi feita a retirada dos
móveis. A casa tem dois andares e ocupa uma área de 850 metros quadrados,
próximo à esquina com a Rua Santa Clara. De estilo eclético, pertencia a Zilda
Azambuja Canavarro Pereira, que morreu em maio, aos 101 anos.
A Secretaria municipal de Urbanismo, segundo o secretário Sérgio Dias, ainda
não recebeu qualquer pedido de demolição ou consulta para a construção de um
novo prédio no local. Parentes de Zilda não foram encontrados para comentar o
assunto.
SÉRGIO CABRAL . . . O PREDADOR DO PATRIMÔNIO PÚBLICO !
Com apoio da Fifa, Defensoria tenta impedir demolição do Museu do Índio
Prédio ao lado do Maracanã seria destruído para a Copa de
2014.
Governador Sérgio Cabral fez o anunciou na manhã desta quinta
(18).
Felippe Costa Do Globoesporte.com
A Defensoria Pública da União no Rio de
Janeiro vai entrar, na próxima semana, com uma ação civil pública na Justiça
Federal para tentar impedir a demolição do Museu de Índio, próximo ao Maracanã,
na Zona Norte da cidade. Na manhã desta quinta-feira (18), o governador Sergio
Cabral disse que o espaço foi comprado pelo estado e que seria demolido por uma
exigência da Fifa. O prédio foi construído no século 19 e está atualmente
ocupado por um grupo de indígenas.
Segundo o defensor público André Ordacgy, no entanto, a entidade máxima do
futebol o enviou um documento se mostrando contrária a essa demolição. Além
disso, ele alega que existe um laudo do Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan) a favor da preservação do prédio.
"Nós entraremos com uma ação civil pública semana que vem na Justiça Federal
para tentar uma liminar para que não seja demolido o prédio. Temos laudo do
Iphan favorável à preservação do espaço. O único que está querendo é o
governador. O estado já notificou os índios para que saiam. Recebi um documento
da Fifa mostrando que eles são contra. Uma das ideias da Fifa é que se preserve
a característica dos locais que estão recebendo obras para a Copa do Mundo.
O prédio será demolido para facilitar a mobilidade urbana no entorno do
Maracanã durante a Copa de 2014. No documento, a Fifa diz que "adota o respeito
aos direitos humanos e a aplicação de normas internacionais de comportamento
como princípios e como parte de todas as suas atividades... Espera que respeitem
a legislação local e que as medidas tomadas sejam socialmente viáveis".
terça-feira, 16 de outubro de 2012
ACRJ ACOLHE A ESTÁTUA DO VISCONDE DE MAUÁ !
domingo, 14 de outubro de 2012
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