FALE COM OS MONARQUISTAS !

FAÇA PARTE DO NOSSO GRUPO NO YAHOO

Inscreva-se em DMB1890
Powered by br.groups.yahoo.com

domingo, 22 de novembro de 2009

IMPERADOR D. PEDRO II, UM LÍDER VISIONÁRIO


D. Pedro II ''desbravou'' Oriente Médio


Desde aquela visita, Brasil recebeu imigrantes, estreitou ligação com países da região e atuou até nos conflitos


Gustavo Chacra

Com o desembarque do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, o Brasil terá recebido este ano alguns dos principais atores nos conflitos no Oriente Médio, como os presidentes israelense, Shimon Peres, e palestino, Mahmoud Abbas. Jornais de Tel-Aviv a Washington, passando por Beirute e Dubai, dizem que os brasileiros começam a ganhar estatura em uma das regiões mais conflituosas do planeta. O que poucos dizem é que esta relação começou há mais de um século.


Em 1876, o imperador d. Pedro II viajou por dois anos pelo mundo e incluiu no roteiro algumas áreas árabes que integravam o Império Otomano, visitando cidades como Beirute, Sidon, Baalbeck, Tiro, Damasco, Jerusalém, Haifa e Jafa. Não era viagem oficial, como a que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizaria mais de um século depois. O monarca pretendia apenas ver como eram os lugares descritos em tantos livros lidos desde a sua infância.


Logo se intensificou o fluxo imigratório do que hoje é o Líbano e a Síria para a América. Nas décadas seguintes, os imigrantes seriam o principal elo dos brasileiros com o Oriente Médio. Os descendentes dos que deixaram os portos árabes no Mediterrâneo somam 7 milhões hoje, incluindo políticos como os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o deputado Paulo Maluf (PP-SP) e os ex-governadores Esperidião Amin (SC), Almir Gabriel (PA) e Anthony Garotinho (RJ).


O Brasil começou a ganhar destaque no Oriente Médio em 1947. O diplomata brasileiro Oswaldo Aranha presidiu a sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas que criou o Estado de Israel e um que seria o palestino, mas não saiu do papel. Em algumas cidades israelenses, Aranha é homenageado com o nome de ruas e praças.



PRESENÇA FÍSICA


A partir de 1956, o Brasil teria presença física na região. Integrava as forças de paz da ONU estacionadas na fronteira entre Israel e o Egito depois da Guerra de Suez. A maior parte dos militares brasileiros ficava na Faixa de Gaza. O campo de refugiados Brasil, próximo a Rafah, é uma homenagem ao local onde os brasileiros ficavam aquartelados. Ao todo, até 1967, 4 mil soldados brasileiros passaram pelo território.


Quando eclodiu a Guerra dos Seis Dias, mais uma vez envolvendo Israel e os países árabes, 430 militares brasileiros estavam em Gaza. Todos os outros estrangeiros conseguiram sair, mas os brasileiros foram pegos na troca de tiros. Alguns deles quase foram mortos pelos israelenses, confundidos com os egípcios. Nos 11 anos em que estiveram na região, os brasileiros fizeram amizade com judeus de kibutz e também jogavam futebol com os árabes.


Quando começou a guerra, deputados brasileiros ficaram preocupados com o fechamento do Golfo de Aqaba por parte do líder egípcio Gamal Abdel Nasser e enviaram uma carta ao Conselho de Segurança da ONU pedindo o respeito ao direito internacional de navegação.


Carlos Lacerda visitou a Embaixada de Israel no Rio, onde membros da comunidade judaica faziam fila para se oferecerem como voluntários. "Nasser era o agressor. Os árabes precisam reconhecer Israel. O Brasil deveria ficar contra os ditadores do mundo árabe", afirmou o ex-governador da Guanabara em reportagem do Estado.


Em editorial depois da guerra, o Estado expressou sua opinião na época, ao dizer que, de um lado, estava "um povo com um nível desenvolvimento econômico, técnico e moral extraordinário" e, do outro, "países árabes que vivem no obscurantismo". "Foi uma vitória da pequena nação israelense." O jornal defendeu a existência de um Estado palestino.


Yael Dayan, filha do ministro da Defesa de Israel na época, Moshe Dayan, visitou o Brasil pouco depois da Guerra dos Seis Dias para buscar apoio na ONU. Segundo relatos da imprensa na época, ela foi recebida por crianças pedindo autógrafos. Fora do Brasil, poucos se importavam com o que se dizia em São Paulo, Rio ou na recém construída Brasília.


Bem diferente de agora, com os jornais americanos planejando ampla cobertura para a viagem do líder iraniano ao Brasil e os israelenses dando manchetes para a visita de Peres e Abbas.

DATAS HISTÓRICAS

1876
D. Pedro II visita cidades como Beirute, Sidon e Jerusalém

1947
Oswaldo Aranha preside sessão da ONU que criou Estado de Israel

1956
Brasil integra forças de paz da ONU na fronteira de Israel e Egito

1967
Até essa data, 4 mil soldados do Brasil haviam passado pela região

sábado, 21 de novembro de 2009

O FEIJÃO NOSSO DE CADA DIA . . .


Pesquisador conta como a feijoada surgiu na mesa de famílias cariocas


Jornal do Brasil


RIO - A feijoada não surgiu nas senzalas, como invenção dos escravos, que juntariam sobras de carnes não aproveitadas pelos “senhores” para preparar um prato mais encorpada. Tampouco começou a ser preparada por famílias de poucas posses que requentariam sobras de refeições anteriores para reforçar a alimentação. Ela foi criada para servir como comida para as elites do século 19, especialmente nas famílias cariocas mais ricas. Esta é a tese de um estudo feito pelo pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF), Almir Chaiban El-Kareh sobre o prato que melhor simboliza a culinária nacional.


– Minha teoria é que a feijoada, como a conhecemos, surgiu nas famílias ricas, porque os miúdos eram valorizados pelas elites. Os ricos comiam refeições com feijão incrementado com diversas carnes e miúdos. Os pobres comiam feijão ralo, com pequenos pedaços de carne-seca ou toicinho – afirma Almir.


Almir baseou sua pesquisa em relatos de viajantes estrangeiros que visitaram o Brasil, em especial o Rio de Janeiro, ao longo do século 19. Um destes viajantes foi o pintor francês Jean-Baptiste Debret.


– Segundo Debret, os escravos comiam a mesma comida que os patrões. Alguns chegavam a comer juntos no mesmo recinto. Os patrões sentados à mesa e os escravos em esteiras no chão. Isso reforço minha tese de que os escravos não preparavam a própria comida – comenta o pesquisador.
Mas antes de cair no gosto das famílias ricas e se tornar o ingrediente principal da feijoadas, o feijão encontrava muita resistência entre as famílias mais ricas do Rio de Janeiro. Pouco depois da transferência da família real e de sua Corte para o Brasil, em 1808, os feijões ainda eram classificados como “comida de pobre”.


Debret


Almir diz que esta informação foi tirada dos relatos de Debret. Segundo o pintor francês, que chegou ao Brasil em 1816, as famílias ricas tinham como prato mais tradicional o cozido português, acompanhado de galinha, arroz e farinha de mandioca.


– O feijão ainda não aparecia na mesa das elites naquele momento – diz Almir, acrescentado que seu consumo era velado. – Debret escreveu que, na época, os pequenos comerciantes comiam feijão com um pedaço de carne-seca e farinha, regado com muita pimenta, mas escondidos de todos, no fundo das lojas.


No entanto, segundo o pesquisador, já por volta de 1830, todos os viajantes que escreveram relatos sobre o Brasil, atestaram que ricos e pobres comiam feijão, carne seca e toicinho todos os dias. Essa aceitação gradual do consumo de feijão pelas elites acabou por sobressair à incorporação dos hábitos europeus e transformou o cozido português numa segunda opção .


O interessante é que a invenção da feijoada e sua incorporação aos hábitos alimentares da população se deu em paralelo à permanência da família real portuguesa no Brasil, nas primeiras duas décadas do século 19.


A etiqueta à mesa foi uma das influências da estada da família real no Rio de Janeiro. As poucos, a sociedade carioca assimilou a etiqueta e as boas maneiras europeias, usando talheres. Porém, só mudou a forma de comer e não o conteúdo – a própria comida. No caso, a feijoada, que foi ganhando cada vez mais espaço na mesa do carioca e do brasileiro.


– A alimentação é o ponto de maiores resistências à mudança porque é um hábitos adquirido na infância. A elite mudou de roupa, copiando a moda francesa, mas não mudou de gosto alimentar. Essa foi a vitória da feijoada.


Da Redação, com Agência Faperj


Como permanecer acordado no pós-banquete


Marcelo Gigliotti


Comer uma feijoada e sair ileso, bem disposto e, sobretudo, pronto para qualquer atividade, é uma verdadeira arte. Se houver exagero, o pós-feijoada pode fazer com que a gravidade exerça uma força quase que sobrenatural sobre as pálpebras, levando a um estado de sono irreversível – embora delicioso.


– Para não capotar após a feijoada, a gente recomenda uma certa moderação. Nossa receita é optar por três pedaços de carne, como lombinho, carne seca e costela e um de linguiça. E o ideal é evitar os pedaços mais gordurosos – diz Leonardo Rangel, diretor da Academia da Cachaça, onde são servidas pelo menos 300 feijoadas entre a sexta-feira e o domingo.


Uma cachaça envelhecida com limão, além de abrir o apetite, ajuda na digestão, segundo Ana Beatriz Rezende, nutricionista da Academia da Cachaça. O limão na cachacinha, por conter vitamina C, facilita o trabalho do estômago e cia e ajuda a absorção do ferro. Assim como a laranja.


– A gente recomenda que a pessoa coma meia laranja junto com a feijoada. Além da couve, que também ajuda o organismo a processar a comida, por causa das fibras vegetais – diz Leonardo.


Seguindo – conseguindo seguir – estas orientações, a feijoada certamente dará uma sensação de saciedade e prazer inigualáveis.


Mas, por precaução, é bom deixar aquela poltrona confortável ou até mesmo o sofá da sala desocupado, para pelo menos uma rápida cochilada.


22:02 - 20/11/2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ALERJ E A MONARQUIA BRASILEIRA








Comissão da ALERJ considera fundamental retomar a história do Rio

Dia 17/11


Palestra promovida pela Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro abordou a Proclamação da República na visão da Monarquia.



A Comissão considera fundamental para o turismo do estado retomar a memória histórica do Rio de Janeiro

TEATRO SÃO PEDRO



O belo teatro São Pedro, onde brilhou João Caetano no século XIX



Teatro São Pedro
18/11/2009 - 10:19


Enviado por:
Paulo Pacini

O teatro brasileiro do século XIX foi marcado por aquele que talvez tenha sido seu personagem mais importante, pelo menos históricamente, o ator e empresário João Caetano.


Suas mais célebres e consagradoras apresentações aconteceram no palco do mais famoso teatro da época, o São Pedro, na Praça Tiradentes, antigo Largo do Rocio da cidade.


O nascimento desta casa de espetáculos é devido a Fernando José de Almeida, o Fernandinho, barbeiro e cabeleireiro de D. João VI, que, como hábil puxa-saco, acabava conseguindo todo tipo de favores.


Assim recebeu um terreno no canto da praça, na esquina com a rua do Sacramento (Av. Passos), e com o patrocínio real, a construção terminaria em 1813, três anos após seu início.


Obra impressionante para os padrões da época, pois só a platéia tinha capacidade para 1020 espectadores, além de acabamento primoroso. Recebeu o nome de Real Teatro São João, em deferência ao rei português.


Além dos espetáculos, foi cenário de um importante acontecimento político quando, em 1821, o príncipe D. Pedro comunicava de sua varanda a aceitação, por parte de D. João VI, da Carta Constitucional, pressionado pela ameaça de sedição das tropas portuguesas presentes na cidade.


Em 1823, acontecia o primeiro dos incêndios, ao qual o povo atribuiu uma maldição oriunda do fato de que, na sua construção, foram aproveitadas pedras originalmente destinadas à construção da nova Sé, obra iniciada e abandonada. Fernandinho agiu rápidamente e, com um empréstimo do Banco do Brasil, logo o reconstruiu.


A reinauguração ocorreu em 1828, quando o nome foi mudado para D. Pedro de Alcântara, homenageando o imperador brasileiro.


O não pagamento do empréstimo fez com que o teatro mudasse de mãos, e, em 1839, após novas reformas, reabriu como São Pedro de Alcântara, sendo em 1843 arrendado a João Caetano, já então o mais consagrado ator brasileiro. Em 1851, grande infortúnio se abate sobre a casa, com mais um incêndio a destruindo.


João Caetano assume a responsabilidade e o reconstrói, voltando à ativa no ano seguinte, mas, em 1856, ocorre outro incêndio, desta vez com destruição completa, só restando as paredes externas. Mais uma vez renasce, e, no ano seguinte volta como Teatro São Pedro.


A reforma foi excelente, com camarotes amplos, decoração bem cuidada e uma acústica excepcional.Em 1923, o São Pedro recebe o nome de João Caetano, justa homenagem àquele que mais brilhou em seus palcos e que tanto lutou pela sua existência, quando a tragédia na vida real aconteceu.


Em 1928, contudo, a trajetória mais que centenária da casa é interrompida quando, com o pretexto de reformas, o prefeito Prado Júnior demole o venerável prédio e constrói o atual, que, apesar de ser uma importante casa de espetáculos, não se compara ao original, tanto em termos históricos como estéticos.


Após sobreviver a três incêndios destruidores, nada pôde contra aqueles para os quais o legado do passado é um obstáculo incômodo, a ser arrasado sempre que possível.

sábado, 14 de novembro de 2009

OREMOS PELA REDENTORA DO BRASIL



14 Nov – Falecimento da Princesa Isabel – 1921

Em novembro de 1889, acontece o último ato.




A República é proclamada e a família real deve partir para o exílio.



- É com o coração partido de dor que me afasto de meus amigos, de todos os brasileiros e do país que tanto amei e amo, para cuja felicidade esforcei-me por contribuir e pela qual continuarei a fazer os mais ardentes votos




– Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1889




– Isabel, Condessa d’Eu.



Despedia-se a Redentora.




A família iria para Paris, onde logo depois, em 1891, morreria D. Pedro.




Mais tarde, se instalariam no Castelo d’Eu, ao norte da França, todo decorado com móveis e objetos brasileiros.




Apenas em 1920 seria abolido o banimento da família imperial.




Isabel “desejava ardentemente rever a Pátria e reviver algumas semanas de doces e longínquas lembranças (...) de Petrópolis, de minha casa, do meu jardim, de minhas amigas...”.




Mas não voltaria, pois era impossível esquecer a rudeza do passado.




Morreria a 14 de novembro de 1921.



sexta-feira, 13 de novembro de 2009

CONFRARIA DO GAROTO SAÚDA A MONARQUIA BRASILEIRA


O Deputado Estadual

João Pedro Figueira

a Chanceler do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro

Leda Machado

no Movimento de desagravo a Princesa Isabel

no dia 13 às 13 h. na Rua 13 de maio

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

LARGO DE SANTA RITA


11/11/2009 - 09:54 Enviado por: Paulo Pacini

Ao contemplarmos antigas obras arquitetônicas de nosso patrimônio histórico tendemos, de modo inconsciente, a lhes atribuir uma origem nebulosa, em um passado remoto, e como sendo criação de importantes figuras do poder.
Nada poderia estar mais distante da realidade, pois na era colonial o estado investia quase únicamente no que facilitasse a extração e exportação das riquezas para a metrópole.
Restava aos cidadãos todo o resto, e grande parte do que foi legado desta época reflete o esforço de alguns indivíduos que, por motivos diversos, transferiram parte do que possuíam para o conjunto da comunidade.
Assim ocorreu quando Manuel Nascentes Pinto, fidalgo vindo de Portugal no início do século XVIII, comprou uma chácara aos pés do Morro da Conceição, a qual incluía a área da Vala, conduzindo as águas da lagoa que havia no Largo da Carioca até a Prainha (Praça Mauá).
Acontece que o fidalgo e sua esposa, D. Antônia, eram devotos de Santa Rita de Cássia, e, tendo trazido um quadro desta, a entronizavam no dia de sua festa em 22 de maio, abrindo a casa para a veneração pública.
A grande afluência fez com que Manuel Nascentes encomendasse uma imagem da santa e construísse uma igreja às próprias expensas e em seus terrenos, inaugurada em 1721.

Igreja e chafariz no Largo de Santa Rita,

em gravura de Thomas Ewbank (1846)


O novo templo, firmemente estabelecido como local de culto, tornou-se o centro desta região urbana nascente, conquistada ao terreno alagadiço.


A área frontal ficou conhecida como Largo de Santa Rita, sendo a igreja elevada à condição de matriz em 1751, quando foi criada sua paróquia.


O terreno do largo foi utilizado como cemitério dos "pretos novos" por muito tempo. Estes eram em sua maioria escravos recém-chegados da África, falecidos nos depósitos do Valongo.


O Marquês do Lavradio (1769-79) proibiu esta atividade, coibindo o abuso de alguns senhores, que chegaram ao cúmulo de sepultar escravos em covas abertas na via pública.


Décadas após, levantou-se um cruzeiro no local, lembrando os mortos, e, em 1839, inaugurou-se um chafariz, substituído em 1884 por outro de ferro fundido.


A pequena e bela igreja de Santa Rita continua a dominar o pequeno largo, mesmo após as grandes reformas de 1905, na gestão de Pereira Passos.


O simpático local, com três séculos de história e um dos mais agradáveis no Centro, é visita obrigatória a todos que desejem conhecer melhor e ao vivo o passado desta Cidade Maravilhosa.