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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Corpo do príncipe vítima do voo da Air France é enterrado em Vassouras



Pedro Luis de Orleans e Bragança estava voltando para casa, em Luxemburgo.

No Brasil, ele visitava familiares.


Foi enterrado em Vassouras, o príncipe Pedro Luís de Orleans e Bragança, vítima do acidente com o avião da Air France.

No dia 31 de maio, o príncipe de 26 anos voltava para Luxemburgo, onde morava.

Ele tinha vindo ao Rio para visitar os parentes. Uma missa foi rezada na Igreja Matriz de Vassouras.

Depois o corpo foi sepultado no jazigo da família imperial no Cemitério da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição.

“Patrono da Infantaria do Exército”


06 Jul - Falecimento do brigadeiro Antonio de Sampaio, em conseqüência dos ferimentos recebidos em 24 de maio, por ocasião da Batalha de Tuiuti (1866).

O Brigadeiro Antônio de Sampaio comandava a 3ª Divisão, também conhecida como “A Encouraçada”, pela dureza demonstrada em todos os combates que se via envolvida.



E em Tuiuti não foi diferente. A Divisão Encouraçada, do Brigadeiro Sampaio, agüentou a principal carga de cavalaria e infantaria que os paraguaios fizeram. O combate era medonho. Mortos e feridos de cada lado iam pontilhando de sangue e heroísmo o campo de batalha até que, em determinado momento, o grosso da investida paraguaia voltou-se para o 4ª Batalhão de Voluntários da Pátria, Batalhão este formado em Pernambuco, em 1839, com o nome de 4º Batalhão de Fuzileiros.



O 4º Batalhão era experiente, posto que havia participado da Campanha de Rosas(1851/1852), tendo como um dos seus comandantes o então Major Antônio de Sampaio, e fez também a Campanha contra Aguirre(1864/1865).



O Brigadeiro Sampaio vendo o perigo, entrou no meio dos pelotões do 4º Batalhão e conhecedor do ânimo e da coragem dos Voluntários da Pátria, os incentivava a reagir e não esmorecer. Foi nessa ocasião que foi atingido pela 1ª vez. Apesar de ferido continuou de espada em punho a instigar seus comandados. Sua montaria é atingida e o Brigadeiro cai, levanta e novamente anima os camaradas. O combate recrudesce e Sampaio recebe, em seqüência, mais dois tiros, um deles, rasgando-lhe o peito. Esvaindo-se em sangue e por isso, enfraquecido, o Brigadeiro Sampaio é retirado da batalha, mas não sem antes ver o recuo dos paraguaios, num prenúncio da vitória brasileira que já se delineava.



Muito ferido, Sampaio, internado no Hospital de Corriente, resistiu por mais de um mês entre a vida e a morte, até que, agravando-se perigosamente seu estado de saúde, os médicos atendem um pedido do próprio Brigadeiro para ser transferido para o hospital brasileiro que havia em Buenos Aires. Embarcou muito enfraquecido, do porto fluvial de Corriente para seu destino. Porém , quando estava já chegando em Buenos Aires, Sampaio não resistindo à gravidade dos ferimentos, falece a bordo do navio-hospital “Eponina” em 06/07/1866.



A notícia encheu de tristeza os brasileiros.



Posteriormente, o General Sampaio foi escolhido para ser o “Patrono da Infantaria do Exército” e, quando na 2ª Guerra Mundial, foi criada pelo Decreto-Lei 7709, de 05/07/1945, a Medalha Sangue do Brasil” destinada a “ oficiais, praças e civis, destacados para o teatro de operações, e que aí hajam sido feridos em conseqüência de ação objetiva do inimigo”, O Brasil não esqueceu o heroísmo do bravo comandante cearense, pois a medalha tem no anverso o Sabre das Armas da República e Três Estrelas Vermelhas, representando os TRÊS FERIMENTOS recebidos pelo General Sampaio, no dia 24 de maio de 1866, na Batalha de Tuiuti.



Em uma faixa arqueada, ainda no anverso, está inscrita a frase


“SANGUE DO BRASIL”.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

2 Jul - Término da Guerra da Independência na Bahia (1823).


Término da Guerra da Independência na Bahia (1823)


A declaração de independência feita por Dom Pedro I, em sete de setembro de 1822, deu início a uma série de conflitos entre governos e tropas locais ainda fiéis ao governo português e as forças que apoiavam nosso novo imperador. Na Bahia, o fim do domínio lusitano já se fez presente no ano de 1798, ano em que aconteceram as lutas da Conjuração Baiana.


No ano de 1821, as notícias da Revolução do Porto reavivaram as esperanças autonomistas em Salvador. Os grupos favoráveis ao fim da colonização enxergavam na transformação liberal lusitana um importante passo para que o Brasil atingisse sua independência. No entanto, os liberais de Portugal restringiam a onda mudancista ao Estado português, defendendo a reafirmação dos laços coloniais.


As relações entre portugueses e brasileiros começaram a se acirrar, promovendo uma verdadeira cisão entre esses dois grupos presentes em Salvador. Meses antes da independência, grupos políticos se articulavam pró e contra essa mesma questão. No dia 11 de fevereiro de 1822, uma nova junta de governo administrada pelo Brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo deu vazão às disputas, já que o novo governador da cidade se declarava fiel a Portugal.


O apoio popular a Dom Pedro I significou uma afronta à autoridade de Madeira de Melo, que respondeu com armas ao desejo da população local. Os brasileiros, inconformados com a violência do governador, proclamaram a formação de uma Junta Conciliatória e de Defesa instituída com o objetivo de lutar contra o poderio lusitano. Os conflitos se iniciaram em Cachoeira, tomaram outras cidades do Recôncavo Baiano e também atingiram a capital Salvador


As ações dos revoltosos ganharam maior articulação com a criação de um novo governo comandado por Miguel Calmon do Pin e Almeida. Enquanto as forças pró-independência se organizavam pelo interior e na cidade de Salvador, a Corte Portuguesa enviou cerca de 750 soldados sob a liderança do general francês Pedro Labatut. As principais lutas se engendraram na região de Pirajá, onde independentes e metropolitanos abriram fogo uns contra os outros.


Devido à eficaz resistência organizada pelos defensores da independência e o apoio das tropas lideradas pelo militar britânico Thomas Cochrane, as tropas fiéis a Portugal acabaram sendo derrotadas em 2 de julho de 1823. O episódio, além de marcar as lutas de independência do Brasil, motivou a criação de um feriado onde se comemora a chamada Independência da Bahia.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Rio antigo - O caminho dos Arcos






Paulo Pacini


JB



Quando chegou ao Rio em 1769, o Marquês do Lavradio, novo vice-rei do Brasil, trouxe com suas bagagens uma série de boas intenções.



Almejava deixar uma marca perene na história da cidade, através de obras e de uma administração diligente. Ao conhecer a realidade, contudo, deu-se conta da enormidade da tarefa e da longa luta a travar contra condições desfavoráveis, que muito dificultavam as sonhadas reformas.



Após o choque inicial, entretanto, o Marquês conseguiu reunir forças e seguir adiante.



Grande área foi conquistada por ele drenando os alagados que se estendiam da Lapa à Cruz Vermelha e à Praça Tiradentes. Novas logradouros foram abertos, dentre eles o que o homenageia, a Rua do Lavradio, e uma nova via de comunicação entre o início da Rua do Riachuelo e a Lapa, só completada no século XIX, que é a Rua do Resende.




O trecho ligando o largo da Lapa à Rua do Resende, composto em seu início pela rua das Mangueiras (Visconde de Maranguape), só se completaria em 1805, através de um novo caminho que recebeu o nome apropriado de Rua dos Arcos, pois começava após o aqueduto e terminava na Rua do Lavradio.



Situada aos pés do Morro de Santo Antônio, foi prontamente ocupada por imóveis residenciais e comerciais, principalmente após as reformas feitas em 1859 e 1872, quando o pilar que ficava no meio da rua foi eliminado, criando-se um grande arco, por onde os diversos veículos podiam enfim passar livremente.



Durante o século XX, a rua manteve suas características, mesmo após a reforma de Pereira Passos de 1906, que eliminou as ocupações que existiam entre os vãos dos Arcos e prolongou a Rua dos Barbonos (Evaristo da Veiga) até a Ladeira de Santa Teresa.



A Rua dos Arcos fazia parte da região da Lapa, e compartilhou seu clima boêmio, que tanto marcou o conhecido bairro.



Mas sua inclusão no contexto da Lapa iria também selar seu destino, pois, a partir da destruição do morro de Santo Antônio, que terminaria nos anos 60, os imóveis foram progressivamente demolidos, o mesmo ocorrendo no lado direito da Rua do Lavradio. Em 1974, era dado o golpe final na Lapa, levando por tabela o que restava da Rua dos Arcos.



Deve-se destacar o esforço de quem lutou para preservar a Fundição Progresso, único e último prédio da antiga rua. Os sobrados, transformados em terreno baldio, fazem falta hoje em dia, quando o bairro renasce e escreve uma nova página em sua centenária história.



Segunda-feira, 29 de Junho de 2009 - 00:00

domingo, 28 de junho de 2009

28 Jun - Início da Revolta de Vila Rica - Minas Gerais (1720)


Revolta de Vila Rica ou de Felipe dos Santos - 1720


Ocorreu em Minas Gerais e teve como causas principais a criação das "casas de fundição", a carestia de vida e monopólio e estanco sobre mercadorias. Com a criação das casas de fundição, todo ouro extraído deveria ser fundido em barra, isto é, "quintado" (retirado o imposto do quinto) sendo proibida a circulação do ouro em pó, para evitar o contrabando.


O monopólio que os reinóis (portugueses) exerciam sobre a comercialização de gêneros de primeira necessidade encarecia, à medida que aumentava a produção de ouro. Vários mineiros, entre os quais Pascoal da Silva Guimarães, Sebastião Veiga Cabral e Felipe dos Santos Freire (principal líder), em Vila Rica, promoveram o levante.


O governador de Minas, Conde Assumar (D. Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos) que estava em Ribeirão do Carmo (Mariana), atendeu às exigências dos revoltosos. Em seguida, contando com os "Dragões" e os paulistas, avançou contra Vila Rica, reprimiu violentamente esta rebelião prendendo os principais chefes. Felipe dos Santos, o de mais baixa condição social, foi o único condenado à morte: foi enforcado e esquartejado.


A revolta de Vila Rica foi o reflexo do aumento da exploração portuguesa sobre o Brasil. Este movimento foi local e não contestou a dominação portuguesa. Seu objetivo não era fazer a libertação do Brasil e sim acabar com os abusos do monopólio português. A revolta de Felipe do Santos (1720) antecedeu a Inconfidência Mineira (1789), na mesma Vila Rica (atual Ouro Preto).


A conseqüência dessa revolta foi a criação da Capitania de Minas Gerais, separada de São Paulo (1720). A Revolta de Vila Rica foi fundamental para o amadurecimento da consciência colonial. Por outro lado, inaugurou um período de sangrentas repressões desfechadas pela Metrópole.


O antagonismo entre Colônia e Metrópole é retratado nas últimas palavras de Felipe dos Santos: "Morro sem me arrepender do que fiz e certo de que o canalha do rei será esmagado". Era o prenúncio das lutas de libertação nacional que se desencadeariam no Brasil a partir do século XVIII.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rio antigo - O Beco do Piolho


Paulo Pacini
JB


Quem sai da Praça Tiradentes rumo à Lapa, pela av. República do Paraguai, raramente nota, à sua esquerda, um arranjo estranho, como que uma rua pela metade, com as fachadas voltadas para uma praça abandonada, geralmente com moradores de rua. A peculiar disposição, contudo, é testemunha de outra época, e para compreendê-la temos de recuar quase 200 anos, e assimilar as mudanças ocorridas.


Ao final do século 18, a área da atual Praça Tiradentes se encontrava definida, com o principal acesso se dando pela rua que conhecemos como Carioca, mas que então tinha outro nome, mais burlesco, como era comum naqueles tempos. Era chamada de rua do Piolho, apelido de um proprietário de casas no local, uma espécie de procurador e despachante, o qual vivia pulando de cartório em cartório à cata de serviço.


No fim da rua, foi aberta a Travessa da Barreira – atual Silva Jardim –, que, após fazer um desvio à direita, se encontrava com a rua do Espírito Santo – atual Pedro I. Na Travessa, aos pés do morro de Santo Antônio, havia uma jazida de barro, que o convento de Santo Antônio utilizava em sua olaria, e foi causa de um litígio entre os religiosos e a Câmara, que também queria o material o qual o convento considerava propriedade sua. O governo acabou impondo sua vontade, e aterrou parte da praça Tiradentes com o barro em disputa.


Ao pé da barreira dos franciscanos também havia um poço ou nascente, que, ao ser escavado, passou a fornecer água para o público. Foi inicialmente protegido por um muro, substituído na época de D. João VI por uma construção com três bicas, que servia aos moradores da área. O local recebeu o nome de fonte das Boiotas, porque suas águas eram conhecidas por serem terapêuticas em casos de hidrocele (testículos dilatados), sendo freqüentada à noite por muitos enfermos atingidos pelo mal. No século 19, a fonte milagrosa passa a ter uma saída d'água em uma via recentemente criada, que recebeu o nome de Beco do Piolho – atual Rua Gustavo Lacerda. Assim seria chamado até o século 20, mesmo após a rua que lhe deu o nome ter virado da Carioca em 1848.


A região da Travessa da Barreira, incluindo o velho beco, nos remete a acontecimentos pouco conhecidos mas nem por isso menos significativos. Perdida no meio do tráfico pesado, é uma parte da cidade que, embora pequena e discreta, tem histórias que merecem ser contadas, e por isso deve ser preservada e valorizada.


Segunda-feira, 22 de Junho de 2009 - 00:00

domingo, 21 de junho de 2009

21 Jun - Nascimento de Machado de Assis, maior escritor brasileiro (1839).


Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.


De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.


Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender. Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de Francês. Contava, também, com a proteção da madrinha D. Maria José de Mendonça Barroso, viúva do Brigadeiro e Senador do Império Bento Barroso Pereira, proprietária da Quinta do Livramento, onde foram agregados seus pais.


Aos 16 anos, publica em 12-01-1855 seu primeiro trabalho literário, o poema "Ela", na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo
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