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quinta-feira, 23 de abril de 2009

ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS.




AMAN

Em 1808, a chegada do Príncipe Regente D. João e sua Corte ao Brasil trouxe uma nova fase de desenvolvimento no Brasil Colônia.


Entre as iniciativas levadas a bom termo pelo Regente, destaca-se a Carta Régia de 4 de dezembro de 1810, por meio da qual foi criada a Academia Real Militar, raiz histórica da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).


Era Ministro da Guerra o Conde de Linhares, que providenciou a instalação daquele estabelecimento no Rio de Janeiro, na Casa do Trem, atual Museu Histórico Nacional, a 23 de abril de 1811 - data considerada como do aniversário da AMAN.


Foi seu primeiro dirigente o Tenente-Coronel Carlos Antônio Napion, atual patrono do Quadro de Material Bélico do Exército.


Em 1812, a Academia teve sua sede transferida para um edifício do largo de São Francisco, onde atualmente funciona a Escola de Engenharia.


Foi ali que estudou, entre 1818 e 1821, Luiz Alves de Lima e Silva - o Duque de Caxias - patrono do Exército Brasileiro. Após a proclamação da independência do Brasil, a Academia passou a denominar-se Imperial Academia Militar, até 1832, quando teve seu nome modificado para Academia Militar da Corte. Em 1839, passou a ser denominada Escola Militar.


Já com a República instaurada no País, depois de um período agitado entre 1922 e 1930, foi nomeado comandante da Escola Militar, agora no Realengo, o então coronel José Pessôa Cavalcanti de Albuquerque, que imprimiu profundas reformas na Escola: concedeu aos alunos o título de cadete, criou o Corpo de Cadetes e seu respectivo Estandarte azul turquesa, criou um uniforme específico para o cadete - o "azulão", cópia de um uniforme do Império - e idealizou o Espadim como arma de uso e privilégio exclusivo do cadete, materializando-a como cópia fiel reduzida da espada de campanha utilizada pelo Duque de Caxias como general - o símbolo da própria honra militar.


Em 1931, o coronel José Pessôa teve por ideal transferir a sede da Escola Militar para Resende, buscando maior espaço físico e melhor localização geoestratégica. Assim, uma vez que é importante sonhar, mas o fundamental é transformar o sonho em realidade, iniciou-se a construção da nova Escola Militar em Resende em 1938. Foi então criada a Escola Militar de Resende e declarada extinta a Escola Militar do Realengo. Dessa forma, teve início, em 1944, o funcionamento da Escola sediada no município de Resende, sendo seu primeiro comandante o então coronel Mário Travassos.


Em 23 de abril de 1952, foi assinado um decreto que transformou a Escola Militar de Resende em Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), concretizando a aspiração do general José Pessôa, germinada em 1931.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

RECORDANDO ...




22 Abr - Descobrimento do Brasil


Pedro Álvares Cabral - Bahia (1500).



- Criação da Regência do Reino do Brasil,
confiada a D. Pedro - por D. João VI (1821).

sexta-feira, 17 de abril de 2009

RELEMBRANDO O NOSSO RIO BRANCO...


Fonte: http://www.exercito.gov.br/resenha/

“Os povos que desdenham as virtudes militares e se não preparam para
eficaz defesa do seu território, de seus direitos e de sua honra,
expõem-se às investidas dos mais fortes e aos danos e
humilhação conseqüentes da derrota”.


(Barão do Rio Branco - Estadista)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O Comando do Conde d'Eu

Fonte: http://www.exercito.gov.br/resenha/


16 Abr - O conde d’Eu assume o comando de todas as forças em operações na Guerra da Tríplice Aliança (1869).


O Comando do Conde d'Eu


No terceiro período da guerra (1869-1870), o genro do imperador Dom Pedro II, Luís Filipe Gastão de Orléans, conde d'Eu, foi nomeado para dirigir a fase final das operações militares no Paraguai, pois buscava-se, além da derrota total do Paraguai, o fortalecimento do Império Brasileiro.


O marido da princesa Isabel era um dos poucos membros da família imperial com experiência militar, já que na década de 1850 participara, como oficial subalterno, da campanha espanhola na Guerra do Marrocos.


A indicação de um membro da família imperial pretendia diminuir as dificuldades operacionais das forças brasileiras, problema agravado pelos muitos anos de campanha, pela insatisfação dos veteranos e pelos conflitos, políticos e pessoais, que se alastravam entre os oficiais mais experientes.

terça-feira, 7 de abril de 2009

REATIVAÇÃO DO DIRETÓRIO MONÁRQUICO DO BRASIL

Amanhã, 8 de abril às 2000 h., será reativado o Diretório Monárquico do Brasil ( diretoriomonarquicodobrasil@gmail.com ), sob a presidência do Chanceler Carlos Eduardo de Artagão.





Affonso Celso de Assis Figueiredo, o visconde de Ouro Preto



Foi eleito senador pela província de Minas Gerais e tomou posse em 26 de abril de 1879.


Também ocupou os cargos de secretário de Polícia, inspetor da Tesouraria Provincial e Procurador da Fazenda.


Foi deputado provincial em dois mandatos e deputado geral por Minas Gerais por quatro vezes.


Fundador do Diretório Monárquico do Brasil.


Foi ministro da Marinha e da Fazenda e membro do Conselho de Estado.


Presidiu o último Conselho de Ministros do Império, tendo sido preso em 15 de novembro de 1889, com todo o Ministério, e exilado.


Por ser monarquista convicto, abraçou a causa abolicionista.


Quando senador, criou um imposto de 20 réis sobre o preço das passagens de bonde, fato que gerou grande agitação no Rio de Janeiro, conhecida como a "Revolta do Vintém", em janeiro de 1880.


Publicou, entre outras obras, A esquadra e a oposição parlamentar e Advento da ditadura militar.


Foi agraciado com o título de visconde em 1888.



Escreveu uma obra de história sobre os dez primeiros anos da república.

domingo, 22 de março de 2009

Museu da Justiça inaugura a Exposição O Príncipe D. João e a Justiça no Brasil.


O Museu da Justiça do Estado do Rio de Janeiro inaugurou, no dia 28 de maio, no Salão dos Espelhos, a Exposição O Príncipe D. João e a Justiça no Brasil, como parte de uma série de comemorações pelos 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil.

A cerimônia foi aberta pelos presidentes do TJ do Rio e do Museu, desembargadores José Carlos Schmidt Murta Ribeiro e José Joaquim da Fonseca Passos, respectivamente. Teve a participação de várias autoridades, em especial, do príncipe Dom Luís de Orleans e Bragança. Houve ainda a apresentação do Coral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj). O Museu da Justiça funciona na Rua Dom Manoel, 29, 3º andar, no Centro.

A exposição - aberta ao público até 19 de dezembro, das 11 às 17h30 - é composta de textos, gravuras, organogramas e documentos de época, dentre eles, um exemplar das Ordenações Filipinas, o livro de termos de posse dos ministros da Casa da Suplicação do Brasil e alguns processos deste tribunal.

Os temas estão assim divididos: O Príncipe Dom João e a Justiça no Brasil; A Justiça no Brasil antes da chegada de D. João; A Justiça no Brasil depois da chegada de D. João; Conselho Supremo Militar e de Justiça; Mesa do Desembargo do Paço e da Consciência e Ordens; Casa da Suplicação do Brasil; Composição da Casa da Suplicação do Brasil; Relação do Maranhão e Relação de Pernambuco.

O evento teve início com o professor Jorge Rocha, chefe do Serviço de Documentação Histórica do Museu da Justiça (SEDHI), que cedeu a palavra ao desembargador Décio Xavier Gama, membro do Colegiado Dirigente do Museu da Justiça.

Ele, em breve saudação, lembrou que o Museu da Justiça tem procurado realçar os fatos e as datas significantes da história da justiça do Estado do Rio de Janeiro e que esta exposição tinha como objetivo traçar um quadro das grandes transformações introduzidas pelo príncipe regente D. João na organização judiciária do Brasil, há 200 anos.

O desembargador disse que o Museu tem como missão preservar a documentação histórica da justiça, mostrar a evolução dos meios de prestação jurisdicional e realçar as figuras que compuseram os quadros do Poder Judiciário e que foram alçadas pela cultura jurídica e talento administrativo à alta administração do TJ.
Décio Gama agradeceu ainda o apoio recebido do presidente José Carlos Schmidt Murta Ribeiro, e lembrou que as atividades do Museu para este ano serão a exposição, o concurso de monografias e um curso sobre Dom João e a Justiça no Brasil, além do re-lançamento do romance O Sonho e o Vento de autoria do desembargador Luiz Carlos Peçanha.

Em seguida, o desembargador Murta Ribeiro destacou a importância do evento e da atuação do desembargador Fonseca Passos, como presidente do Museu da Justiça do Rio, prometendo que, ainda este ano, iniciará as obras de restauração do prédio, "verdadeiro Palácio da Justiça", que será um marco da Justiça fluminense. O magistrado agradeceu ainda a presença de ex-presidentes do TJRJ e do príncipe Dom Luís de Orleans e Bragança.


Casa de Suplicação do Brasil


Murta Ribeiro passou a palavra ao desembargador Antonio Izaías da Costa Abreu, membro do Colegiado Dirigente do Museu da Justiça e do Grupo de Altos Estudos da Memória Judiciária, que relembrou a transmigração da corte e da família real portuguesa ao Brasil. Durante o seu discurso, ele comentou que D. João optou por uma retirada estratégica, com a proteção da Inglaterra, pondo-se a salvo de qualquer investida napoleônica.

O desembargador recordou também que até a chegada do príncipe a justiça era estritamente centralizada, sendo exercida de forma ascendente pelos juízes de vintena, ordinários, de órfãos, de fora e ouvidores da comarca, tendo estes também competência recursal. Era uma mesclagem de justiça e administração.

O desembargador Isaías explicou ainda que os recursos eram interpostos aos ouvidores de comarcas e destes, havendo inconformismo, interpunha-se apelo à Relação, tribunal local, e finalmente à Casa da Suplicação de Lisboa. Com a vinda do príncipe, a Relação do Rio de Janeiro foi elevada à condição de Casa da Suplicação do Brasil, origem do Supremo Tribunal de Justiça, no Império, e do Supremo Tribunal Federal, na República, representando assim o início de uma justiça nacional, pois daí em diante, todos os agravos ordinários e apelações que antes eram interpostos para a Casa da Suplicação de Lisboa, passaram a ser interpostos para a do Brasil, para ali serem decididos em última instância.

Antonio Izaías concluiu seu discurso, afirmando que neste momento estávamos reparando a enorme injustiça perpetrada contra D. João, muitas vezes ridicularizado e que agora reconhecíamos o papel que ele tivera na preparação do cenário da futura independência da nossa pátria.

A solenidade contou ainda com a apresentação do Coral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), regido pelo maestro Miguel Braga, com o tecladista Jesus Figueiredo, que executaram as músicas Vira Virou (Kleiton e Kledir) e Cio da Terra (Milton Nascimento e Fernando Brant).

Estiveram também presentes à cerimônia: os desembargadores Valéria Maron, José Lisboa da Gama Malcher; Thiago Ribas Filho; Ellis Hermydio Figueira; José Lucas Alves de Brito; Elmo Guedes Arueira; Luiz Carlos Peçanha; Luiz César Bittencourt; Stenio Cantarino; Paulo Maurício Pereira; Wilson Santiago; Hilário Alencar Duarte; Carlos Eduardo da Fonseca Passos; Hamilton Lourenço; Maria Henriqueta Lobo; Antonio Sampaio Peres; Giuseppe Vitagliano; Carlos Ferrari; Ronald Valladares; Antonio Eduardo Ferreira Duarte; Bernardino Machado Leituga; Antonio Carlos Esteves Torres; e Índio Brasileiro da Rocha; além da juíza Maria Aglaé Tedesco Vilardo; do defensor público Gilvan Alves.

Fonte: TJERJ