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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Maria Cristina de Orleans e Bragança . . .UM EXEMPLO !




CIDADÃS GLOBO


Maria Cristina de Orleans e Bragança, tem 22 anos, é descendente da Família Real e tem Síndrome de Down. Sempre com apoio da mãe, a arquiteta Stella Lutterbach Leão, de 54 anos, Maria Christina, ou Killy, como é chamada pela família e amigos, escreve livros, dá aulas de informática e artes numa creche comunitária, participa como roteirista de três filmes amadores e acaba de ajudar a criar o portalwww.movimentodown.org.br



Roberto Canazio conversa com mãe e filha no Manhã da Globo-RJ, que já está no ar. Ouça!


domingo, 18 de novembro de 2012

PATRONO DO DMB - VISCONDE DE OURO PRETO


GUANABARA UM MAR DE HISTÓRIAS


Um baú de histórias do outro lado da Baía de Guanabara


Forte de Santa Cruz completa 400 anos e atrai visitantes para Niterói

Publicado:


História preservada. Fortaleza de Santa Cruz foi a primeira construção erguida para proteger a Baía de Guanabara
Foto: Daniela Dacorso
História preservada. Fortaleza de Santa Cruz foi a primeira construção erguida para proteger a Baía de Guanabara Daniela Dacorso
RIO - A cobra vai fumar. E não adianta forçar a barra. Esses ditados populares nasceram bem aqui pertinho, no complexo de fortes de Niterói. O primeiro seria uma resposta aos céticos, que diziam ser mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Segunda Guerra. Já o segundo remete à invasão francesa, no século XVIII, quando os navios invasores romperam a barra da Baía da Guanabara, entre o Forte São João, na Urca, e a Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói. Essas são algumas das curiosidades à disposição dos cerca de 90 mil visitantes que passam anualmente pelas quatro fortalezas de Niterói. A primeira, o Forte de Santa Cruz, completa 400 anos este ano com muitas histórias para contar.

De volta ao passado

Cruzar os portões da Fortaleza de Santa Cruz, no fim da Praia de Jurujuba, é como voltar ao passado. Prédios da época, ainda preservados, misturam-se a antigas peças de artilharia e à vista privilegiada da entrada da baía. As visitas são guiadas por soldados, especialmente treinados para contar as histórias e as lendas do lugar.
Uma das histórias se refere à imagem que adorna a Capela de Santa Bárbara, que teria chegado ao local por engano e nunca conseguiu ser levada ao seu destino original, o Forte de Santa Cruz, no Centro do Rio.
— Toda vez que eles tentavam levar a imagem, o mar ficava revolto e eles não conseguiam cumprir a missão. Santa Bárbara preferiu ficar aqui — brincou o subtenente Henri Torres, formado e pós-graduado em história militar.
Além dos prédios históricos que abrigam os alojamentos e a administração, as 41 casamatas e as muradas de proteção são uma joia da engenharia militar brasileira. A construção, que durou sete anos, utilizou blocos de granito maciço, presos uns aos outros por gatos (grampos) de bronze e argamassa — um dos primeiros usos desse material em fortificações brasileiras. As casamatas foram concluídas em 1870. Hoje, a fortaleza ainda guarda 52 canhões de diferentes origens e calibres.
— Costumo dizer que a obra representa a nossa pirâmide do Egito — compara o subtenente Torres, referindo-se à dificuldade da construção na época. — A estrada de acesso à fortaleza só foi construída entre 1839 e 1843. Até então, tudo chegava ao forte pelo mar.
Com a necessidade melhorar as defesas da baía, outros fortes foram erguidos. Do lado de Niterói, surgiram o Forte Barão do Rio Branco, no século XVII; os fortes de São Luiz e do Pico, no século XVIII; e o Forte do Imbuhy, para onde foi levado o material mais moderno de artilharia de costa do Brasil, no início do século XX.
No Forte Barão do Rio Branco, o maior atrativo são as duas praias — Rio Branco e Imbuhy — com acesso restrito a 500 pessoas, entre militares e moradores da vizinhança. Foi de lá que partiram 600 soldados para a Segunda Guerra Mundial. O grupo, conhecido como Monte Bastione, hoje tem um monumento no pátio principal do forte em sua homenagem.
Vista Deslumbrante do Rio
O Rio Branco se resume a um paredão de pedras com canhões para evitar o desembarque nas praias oceânicas. Ele não está aberto ao público, mas é por ele que se chega ao forte do Pico, que fica 227 metros acima do nível do mar. O caminho, de dois quilômetros, é feito por uma estrada aberta numa área de Mata Atlântica. Na parte mais alta, tem-se uma vista deslumbrante do Rio.
Do alto, a paisagem se confunde com as ruínas do Forte São Luiz, um pouco mais abaixo. Duas construções em ruínas, onde eram os alojamentos, são as últimas testemunhas da história. E, no fim do passeio, uma surpresa: em frente a uma das casas, de um único ponto do terreno, é possível ver o Pão de Açúcar e o Corcovado, emoldurados numa janela de pedras.
É também do alto do Forte do Pico a melhor vista do Forte Imbuhy, com uma outra surpresa. Uma rocha debruçada sobre o mar, guarda um segredo centenário: o paiol das fortificações, que ocupa 18 salas em dois pavimentos, construídas no interior da pedra, escavada no início do século XX.
As fortificações de Niterói são as únicas construções fora do Rio que fazem parte do complexo tombado pela Unesco este ano. E o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está fazendo uma rerratificação do tombamento parcial das edificações em 1939.
— A fortaleza de Santa Cruz é uma sala de aula a céu aberto. É uma máquina do tempo. Aqui se consegue passear pelos 400 anos — comenta o subtenente Henry.
Anote
Visitas Guiadas. As visitas à Fortaleza de Santa Cruz acontecem de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Os grupos de visitantes partem a cada 30 minutos, e o passeio dura em média uma hora. O ingresso custa R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Alunos da rede pública não pagam, desde que a visita seja agendada pelo colégio. No Forte São Luiz e no Forte do Pico, as visitas só acontecem aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h. O ingresso custa R$ 15.
O Forte Rio Branco não é aberto ao público.
Caminhada ecológica. É gratuita e acontece no fim de semana seguinte ao Dia do Soldado, no dia 25 de agosto. O passeio guiado vai até o topo do Forte do Pico, passando pelas ruínas do Forte São Luiz. A descida é por trilhas até a Fortaleza de Santa Cruz. A caminhada leva em média uma hora.
Procissão de Santa Bárbara. O Dia de Santa Bárbara, em 4 de dezembro, é comemorado com uma procissão que parte da Praia de Jurujuba e segue até a Fortaleza de Santa Cruz.

PRINCESA ISABEL, NÃO ESCAPOU DO MORDOMO ! . . .


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A FALIDA RÉS PÚBLICA !










A CASA DA PRINCESA ISABEL


Quarta, 14 Novembro 2012 09:58

A Casa da Princesa

Escrito por

A rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, é uma das mais movimentadas da cidade, famosa pelos engarrafamentos que vão desde de manhã cedo até altas horas da noite, consequência do acesso ao Túnel Santa Bárbara, inaugurado em 1964. O caos e a poluição transformaram-na em algo irreconhecível aos cariocas de antigamente, que jamais imaginariam tal destino para aquele que era um dos locais mais aprazíveis e tranqüilos da zona sul.
 
Até meados do século XIX, grandes chácaras dominavam a paisagem, e uma delas pertencia a Domingos Francisco Rozo. Após seu falecimento, a propriedade foi dividida e os herdeiros abriram, em 1853, uma rua em suas terras, que recebeu o nome de Guanabara, em homenagem à conhecida baía. Tiveram o apoio de outro proprietário, José Machado Coelho, abastado comerciante de café da rua São Pedro, no centro.
 
palacio_guanabara_2

Palácio Guanabara: residência da Princesa Isabel de 1865 até o fim do Império,
em 1889


José Machado construiu um palacete em seu terreno em frente à nova rua, que se tornou o principal marco local, por suas dimensões e opulência. Anos depois, em 1865, o Conde d'Eu, marido da Princesa Isabel, o compra, entregando a reforma aos cuidados do arquiteto Jacinto Rabelo, discípulo de Grandjean de Montigny. Nascia o Palácio Isabel.
 
Após a proclamação da República, a propriedade, assim como vários outros imóveis da família imperial, foram incorporados aos bens da nação. No afã republicano de apagar os vestígios do  Império, o prédio passou a ser chamado de Palácio Guanabara. Como residência luxuosa que era, foi destinado ao papel de hospedagem para visitantes ilustres, geralmente chefes de estado. O primeiro hóspede chegaria em 1908, o rei de Portugal D. Carlos I, e para acomodá-lo fez-se uma reforma no palácio. Mas ele não veio, pois foi assassinado em fevereiro desse ano. Novas reformas foram feitas em 1922 para receber mais um monarca, o rei Alberto da Bélgica, que teve uma estadia bastante movimentada, tendo até mesmo escalado o Corcovado. Outras autoridades se hospedaram no Palácio Guanabara, incluindo o presidente americano Herbert Hoover e o de Portugal, José Antônio de Almeida.
 
O último presidente da República Velha, Washington Luís, passou a utilizar o Guanabara como residência oficial em 1926, dele saindo deposto pelo golpe de estado de 1930, que iniciou o período autoritário que culminaria com o Estado Novo e a ditadura Vargas. Os Integralistas, movimento de inspiração fascista, tentaram invadir o Palácio em 1938, em um golpe articulado com oposicionistas de São Paulo, mas fracassaram, e muitos foram fuzilados.
 
A tradição do Guanabara como residência presidencial terminaria com o presidente Dutra, que se transferiu para o Palácio do Catete, e, com a mudança da capital a Brasília, em 1960, o palácio tornou-se sede do governo do Estado da Guanabara até a fusão deste com o Estado do Rio em 1974, continuando até hoje.
 
Apesar de quase tudo ter mudado à sua volta, o Guanabara continua sendo uma bela construção, além de um dos mais importantes cenários da história do Império e da República brasileira, onde tantos episódios marcantes ocorreram ao longo de seus mais de cento e cinquenta anos de existência.