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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

RUA DA IMPERATRIZ


30/10/2009 - 08:12
Enviado por: Paulo Pacini


JB



A expansão da cidade do Rio de Janeiro teve, como uma de suas maiores limitações, as condições do terreno, em sua maior parte alagado, com obstáculos a impedir o escoamento das águas rumo ao mar. Séculos de drenagem acabaram por conferir à trama urbana as características que conhecemos, com seus espaços e ruas.






No final do século XVII, uma pequena área fora do Centro começava a ser ocupada, junto à beira-mar. Recebeu o nome de Valongo, provavelmente crismado por portugueses oriundos do Porto, aos quais aquelas paragens lembravam trechos de sua terra natal. A enseada, uma continuação da linha costeira a partir da Prainha (Praça Mauá), não era de fácil acesso, com sómente duas opções, descendo a partir do Morro da Conceição ou então por uma via que costeava o mesmo morro em meio aos pântanos, que recebeu o nome de Caminho do Valongo. A transformação em rua só viria em 1760, quando parte de sua extensão tornou-se mais praticável.


Durante o vice-reinado do Marquês de Lavradio (1769-79) o local teve grande crescimento, com a transferência do mercado de escravos do Centro da cidade para os armazéns do Valongo, recebendo os desembarcados oriundos da África. Comandado principalmente por ciganos, esta atividade prosperou por muitas décadas, até que o fim do tráfico negreiro, em meados do século XIX, cedeu lugar aos armazéns de exportação e importação.











Mulas e carretas na reformada Rua da Imperatriz de 1906





Em 1843, um acontecimento marcante iria mudar pela primeira vez o nome do antigo caminho, quando, em 3 de setembro, chegava a Imperatriz D. Teresa Cristina, casada por procuração em 30 de maio com D. Pedro II. Para receber condignamente a esposa do monarca, foi feita por Grandjean de Montigny uma reforma completa no cais e no largo, que doravante passaram a ser chamados de Cais e Largo da Imperatriz. A antiga rua do Valongo virou a Rua da Imperatriz, trajeto do cortejo real, lembrando o inesquecível dia de festa na cidade. Em 1890, nova mudança, sendo rebatizada como Rua Camerino, em homenagem a Francisco Camerino, voluntário da pátria morto na guerra do Paraguai em 1866.






Com belos sobrados e a Praça dos Estivadores reurbanizada alguns anos atrás, o antigo caminho tornado rua forma um conjunto harmonioso, com belos sobrados construídos após as reformas de Pereira Passos, há cem anos. Espera-se que o esforço de conservação persista, para que esta região possa ser apreciada da mesma forma daqui a um século.





quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Criação da Biblioteca Nacional

Criação da Biblioteca Nacional por D. João VI (1810).











A Biblioteca Nacional do Brasil, considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, é também a maior biblioteca da América Latina.



O núcleo original de seu poderoso acervo calculado hoje em cerca de nove milhões de itens é a antiga livraria de D. José organizada sob a inspiração de Diogo Barbosa Machado, Abade de Santo Adrião de Sever, para substituir a Livraria Real, cuja origem remontava às coleções de livros de D. João I e de seu filho D. Duarte, e que foi consumida pelo incêndio que se seguiu ao terremoto de Lisboa de 1º de novembro de 1755.

O início do itinerário da Real Biblioteca no Brasil está ligado a um dos mais decisivos momentos da história do país: a transferência da rainha D. Maria I, de D. João, Príncipe Regente, de toda a família real e da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, quando da invasão de Portugal pelas forças de Napoleão Bonaparte, em 1808.

O acervo trazido para o Brasil, de sessenta mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas, foi inicialmente acomodado numa das salas do Hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março.

A 29 de outubro de 1810, decreto do Príncipe Regente determina que no lugar que serviu de catacumba aos religiosos do Carmo se erija e acomode a Real Biblioteca e instrumentos de física e matemática, fazendo-se à custa da Fazenda Real toda a despesa conducente ao arranjo e manutenção do referido estabelecimento.

A data de 29 de outubro de 1810 é considerada oficialmente como a da fundação da Real Biblioteca que, no entanto, só foi franqueada ao público em 1814.










terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Brasil é elevado à situação de Principado

27 Out - O Brasil é elevado à situação de Principado - D. João IV (1645).











Durante o reinado de D. João IV, um de seus filhos, Teodósio, recebeu o título de "Príncipe do Brasil", sendo que a partir dessa data (1645).

Desta forma, o Brasil foi elevado à categoria de Principado e ganhamos nossa primeira bandeira particular.

Mesmo assim, não devemos ver essa bandeira como sendo a primeira bandeira de nossa nacionalidade, pois, não éramos uma nação soberana.

A Bandeira do Principado do Brasil tinha fundo branco com uma esfera armilar, encimada por um globo azul, com zona de ouro.

Sobre o globo aparecia a Cruz da Ordem de Cristo.

A esfera armilar que apareceu pela primeira vez na Bandeira Pessoal do rei D. Manuel I.

A esfera, é composta de dez círculos ou armilas.

O primeiro pavilhão elaborado especialmente para o Brasil.

D João IV conferiu a seu filho Teodósio o título de "Príncipe do Brasil", distinção transferida aos demais herdeiros presuntivos da Coroa Lusa.

A Esfera Armilar é muito mais antiga que o Astrolábio (precursor do sextante ), teve sua invenção atribuída a ANAXIMANDRO DE MILETO (611-547 .C.).












sábado, 24 de outubro de 2009

Eufrásia Teixeira Leite



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Eufrásia Teixeira Leite (Vassouras, 1850 — Rio de Janeiro, 1930) foi uma investidora financeira e benemérita brasileira. Deixou em testamento uma fortuna que poderia comprar 1.850 quilos de ouro em preços da época, cuja maior parte foi legada para instituições assistenciais e educacionais da cidade de Vassouras.



Busto de Eufrásia Teixeira Leite nos jardins do Colégio Sul-fluminense de Aplicação




Família e Educação


Era filha caçula do dr. Joaquim José Teixeira Leite e Ana Esméria Correia e Castro, neta paterna do barão de Itambé, neta materna do barão de Campo Belo, sobrinha do barão de Vassouras e sobrinha-neta do barão de Aiuruoca. Tinha uma única irmã, Francisca Bernardina Teixeira Leite(1845-1899) e um irmão que morreu na infância.

Seu pai foi fazendeiro durante a época de riqueza do café na região de Vassouras. A família de seu avô paterno já era muito rica quando mudou-se de Conceição da Barra de Minas para Vassouras. Seu pai e seu tio barão de Vassouras se estabeleceram como capitalistas, fundando, no Rio de Janeiro, a empresa "Casa Teixeira Leite & Sobrinhos" que emprestava dinheiro a juros e realizava intermediações financeiras com os prósperos fazendeiros de café. Por outro lado, a família de sua mãe, era composta somente por ricos plantadores de café.[1]

Recebeu uma educação aristocrática na escola de moças de madame Grivet que existia na localidade de Comércio, hoje Sebastião Lacerda, Vassouras. Além do ensino básico, aprendeu boas maneiras, a falar fluentemente o francês e a tocar piano.[2]






 Partida para a Europa


Eufrásia e sua irmã, herdaram, em 1872, com a morte de seus pais, a fortuna de 767:937$876 réis (767 contos, novecentos e trinta e sete mil, oitocentos e setenta e seis réis), o que equivalia na época à dotação pessoal do imperador D. Pedro II ou a 5% das exportaçoes brasileiras. Logo depois, em 1873, morreu sua avó, a baronesa de Campo Belo, e as irmãs receberam mais 106:848$886 (cento e seis contos, oitocentos e quarenta e oito mil e oitocentos e oitenta e seis réis) que lhes cabia como parte da herança, na forma de títulos, débito bancário e escravos, que logo foram vendidos.[3]

Na época, a região de Vassouras entrava em decadência devido ao esgotamento do solo e envelhecimento dos escravos, mas os bens das irmãs não eram fazendas de café; possuíam apólices de títulos da Dívida Pública do Empréstimo Nacional de 1868, ações do Banco do Brasil, depósitos bancários, títulos de crédito de pessoas, apenas 12 escravos, uma casa no Rio de Janeiro e uma grande propriedade urbana em Vassouras, atualmente conhecida como Casa da Hera ou Chácara da Hera, onde residiam com seus pais.[2]

Jovens e solteiras, as irmãs venderam ações, títulos e a casa do Rio de Janeiro, cobraram créditos, alforriaram os escravos, fecharam a casa da chácara com dois empregados incumbidos de sua conservação, e partiram, em 1873, para residir em Paris.



 Romance com Joaquim Nabuco




Eufrásia Teixeira Leite aos 30 anos de idade

Eufrásia, além de inteligente e hábil com negócios, foi uma mulher muito bela como mostram diversos quadros e retratos.





Quando viajou para a Europa, conheceu no navio o diplomata Joaquim Nabuco e iniciou um namoro com este. As cartas amorosas que recebeu de Joaquim Nabuco foram, diz a tradição, por expressas instruções dela, encerradas em seu caixão mortuário. No entanto, as cartas e bilhetes que enviou a Joaquim Nabuco estão guardadas no Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, em Recife. Algumas sugerem que algo muito íntimo, além dos padrões da época, ocorreu entre os dois.[4]

A maior parte do namoro ocorreu na Europa, onde Eufrásia tinha interesses financeiros e mundanos. Joaquim Nabuco, porém, tinha ambições políticas no Brasil, de modo que não conseguiram concretizar o relacionamento. O romance durou de 1873 até 1887, quando Eufrásia remeteu a última carta para Joaquim Nabuco, dois anos antes deste se casar com outra.






 Vida na Europa


Eufrásia tinha o espírito empresarial da família e investiu sua fortuna e a da irmã em vários países europeus, comprando ações de empresas que produziam as novas tecnologias da segunda Revolução Industrial e participando da internacionalização de capitais que ocorria na época. Consta ter sido a primeira mulher a entrar no recinto da Bolsa de Valores de Paris.

Instalou-se em Paris, residindo depois de 1884 com a irmã em um hôtel particulier de cinco andares, na rue Bassano 40, 8º arrondissement, próximo ao Arco do Triunfo, endereço sofisticado até os dias atuais.[2] As irmãs viviam uma vida recatadas, mas participavam da vida social parisiense. Eufrásia integrou o círculo das amizades mais próximas da Princesa Isabel, quando esta estava já no exílio na França.

Sua irmã, Francisca Bernardina, tinha uma séria deformação na bacia e morreu em 1899, em Paris, sem ter casado. Assim, Eufrásia herdou também a fortuna da irmã.[4]

Entre 1874 e 1928 veio somente duas vezes ao Brasil.[2] Viajou pelo mundo. Viu a Primeira Guerra Mundial na Europa e lamentou os danos causados aos prédios.






Retorno e Morte no Brasil






Eufrásia Teixeira Leite


Foto do obituário dos jornais no dia seguinte de sua morte

Retornou definitivamente para o Brasil em 1928 e a passou temporadas na Casa da Hera em Vassouras. Mantinha-se quase como reclusa, tanto que até comprou, em 1924 a chácara Dr. Calvet, ao lado da chácara da Hera,[3] apenas para manter longe os vizinhos.

Viveu seus últimos anos no Rio de Janeiro em um apartamento em Copacabana, cercada de empregados fiéis, excêntrica e solitária. Queria retornar para Paris, mas tinha problemas renais que a impediram de viajar.

Sem "descendentes nem ascendentes", seu primeiro testamento legava toda sua fortuna para o Instituto das Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, instituição católica com sede em Roma, na Itália, mas que geria diversos estabelecimentos de instrução no Brasil.[3] Um segundo testamento, feito as vésperas de sua morte, legou praticamente toda sua fortuna para obras de caridade a serem realizadas por instituições da cidade de Vassouras.

Foi enterrada no Rio de Janeiro, mas, posteriormente, os seus ossos foram exumados e enterrados no mausoléu de seu avô, o primeiro barão de Itambé, em Vassouras. O local não tem lápide indicativa de onde estão seus ossos.






 O Testamento


Disputas Judiciais


No dia da sua morte, um primo distante de Eufrásia, Antônio José Fernandes Júnior, praticamente furtou o original do seu testamento da cabeceira da sua cama a fim de evitar que ele fosse extraviado pelos outros parentes.

Foram nomeados quatro inventariantes para o espólio de Eufrásia, porém um logo morreu e outro pediu para que se retirasse seu nome. Restaram apenas os irmãos Antônio José Fernandes Júnior, que inventariou os bens do Brasil, e Raul Fernandes que inventariou os bens do exterior.[3]

O testamento foi contestado judicialmente pelas primas Umbelina Teixeira Leite dos Santos Silva, baronesa de São Geraldo, Cristina Teixeira Leite d´Escragnolle Taunay, viscondessa de Taunay, e Francisca Teixeira Leite Brhuns. A elas juntaram-se outros primos do lado paterno de Eufrásia, representados por advogados que também eram da família Teixeira Leite. Os advogados destes herdeiros deserdados alegaram a insanidade de Eufrásia devido a "uma moléstia crônica [de rins (sic)], de natureza gravíssima, que se veio processando com lentidão, aniquilando a paciente não só fisicamente como também mentalmente".[4] Entretanto, as cartas que Eufrásia escreveu pessoalmente nos meses antes de morrer provam que ela se mantinha, aos 80 anos, completamente lúcida e ainda gerindo seus negócios.

Os herdeiros da família Teixeira Leite foram judicialmente derrotados pelos inventariantes, os irmãos Antonio José e Raul Fernandes, que eram advogados, em um confronto que durou seis anos.

Em agosto de 1937, quando os herdeiros deserdados da família Teixeira Leite tentaram reabrir o processo judicial de impugnação do testamento, a população de Vassouras revoltou-se, fechou o comércio, cercou o fórum durante as audiências e ameaçou os advogados. A polícia foi chamada pelo juiz, mas o delegado disse que os policiais tinham saído da cidade.[4] Os advogados fugiram pelos fundos do fórum e os incidentes pararam, felizmente, aí..[3] Um decreto presidencial, feito em plena ditadura de Getúlio Vargas, regulou que em todos casos somente podiam herdar os parentes colaterais até segundo grau, o que então calou parte dos herdeiros deserdados.

Apesar disto, os primos do lado materno, os Correa e Castro, conseguiram obter uma parte da herança alegando o testamento de D. Ana Esméria, a mãe de Eufrásia, feito em 1872. Segundo este, se Eufrásia e a irmã morressem solteiras e sem filhos, uma parte dos bens de D. Ana Esméria anexados à herança das filhas deveria passar para algumas de suas sobrinhas. Com isto, a Justiça decidiu pela distribuição de valores da herança de Eufrásia para os inúmeros herdeiros descendentes destas primas Correa e Castro.[3]

Durante mais de vinte anos, os irmãos Antônio José e Raul Fernandes atuaram como testamenteiros. O documento resultante abrange 30 volumes de manuscritos que estão depositados no Centro de Documentação Histórica de Vassouras.[4]






Inventário da Herança


A fortuna que Eufrásia tinha herdado dos pais, da avó e da irmã, tinha crescido muito com seus investimentos, apesar da grande depressão de 1929 e das perdas de com empresas russas confiscadas pela revolução comunista de 1917. Era tão grande que o testado de óbito de Eufrásia registra que exercia a profissão de "milionária".[2]

O espólio tinha um valor estimado em 37 milhões de réis, o que poderia comprar 1.850 quilos de ouro na época. A maior parte eram ações de 297 empresas em dez países diferentes, além de títulos de dívidas de governos. Partes menores eram a casa em Paris (que na época valia 2 milhões de francos, e atualmente valeria mais de 10 milhões de euros)e um loteamento de 49 terrenos na atual rua Pompeu Loureiro em plena época de crescimento imobiliário de Copacabana.[4] O menos valioso dos bens imóveis legados foi provavelmente a Casa da Hera, com seus móveis, decoração e utensílios domésticos, avaliada em 96:700$000 (noventa e seis contos e setecentos mil réis), cuja área tinha sido aumentada com a compra da chácara Dr. Calvet, avaliada em 44:050$000 (quarenta e quatro contos e cinquenta mil réis).

Paris - Mansão Eufrásia

40,Rue de Bassano 75008 Paris, France, antiga residência de Eufrásia Teixeira Leite em Paris proxima ao Champs Elisè. 




Herdeiros


Os principais herdeiros de Eufrásia foram a Santa Casa de Misericórdia de Vassouras, o Instituto das Missionárias do Sagrado Coração e o Colégio Salesiano de Santa Rosa de Niterói.[2] Os dois últimos deveriam fundar dois colégios para meninas e meninos pobres, cada um mantendo cinqüenta órfãs e órfãos, e outros estudantes pagantes. O Colégio Salesiano de Santa Rosa de Niterói recusou a incumbência e sua parte, conforme o testamento, foi passada para a Santa Casa de Misericórdia de Vassouras.

Valores menores foram legados para a Fundação Osvaldo Cruz, o agente de Eufrásia em Paris, alguns primos, empregados domésticos, além de dinheiro em espécie para os pobres de Vassouras e para os mendigos que moravam na rua em que residiu em Paris..[2]

As cartas que enviava para seus empregados mostram que eram bastante autoritária e detalhista nos seus pedidos, entretanto pagava a todos muito bem. Todos seus empregados receberam boas doações em vida ou legados no seu testamento. Para um ex-escravo, doou em vida uma casa no Rio de Janeiro. A filha deste escravo, Cecília Bonfim, que também foi sua empregada, afilhada e herdeira, repetiu o seu gesto e deixou um testamento legando seu bens aos pobres de Vassouras.[4]






Resultados da Herança



Chácara da Hera,
antiga residência de Eufrásia Teixeira Leite em Vassouras


Nos terrenos deixados por Eufrásia em Vassouras foram construídos o Instituto Feminino para moças pobres, o colégio Regina Coeli para moças, o SENAI, o atual Fórum, delegacia, e muitos outros prédios. O Hospital Eufrásia Teixeira Leite foi construído com os recursos que legou.

O testamento de Eufrásia tem várias exigências que prejudicaram o atingimento dos seus objetivos devido a fatos imprevisíveis no futuro. Todos os bens foram legados sob cláusulas de inalienabilidade e da insubrogabilidade que deviam protegê-los. Os valores obtidos com as vendas das ações foram aplicados em apólices do Tesouro Nacional, cujos juros deveriam financiar as instituições criadas como o Instituto Feminino e o hospital. Entretanto, a hiperinflação brasileira destruiu o valor original das apólices do Tesouro Nacional. Como resultado, a Santa Casa de Misericórdia de Vassouras e o Hospital Eufrásia Teixeira Leite passam hoje por séria crise financeira.

Uma das cláusulas do testamento de Eufrásia pedia "conservar a Chácara da Hera com tudo que nela existisse no mesmo estado de conservação, não podendo ocupar ou permitir que fosse ocupada por outros".[3] Assim, a residência construída por seus pais em Vassouras é hoje o Museu Casa da Hera, considerado o melhor exemplo preservado de habitação urbana de famílias ricas do vale do Paraíba do Sul no século XIX.


Referências


↑ STEIN, Stanley J.; Vassouras: Um Município Brasileiro do Café, 1850-1910. Rio de Janeiro, editora Nova Fronteira, 1990.


↑ 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 2,6 FALCI, Miridan Britto Knox; MELO, Hildete Pereira. Riqueza e emancipação: Eufrásia Teixeira Leite, uma análise de gênero.


↑ 3,0 3,1 3,2 3,3 3,4 3,5 3,6 MELO, Hildete Pereira de; FALCI, Miridan Britto Knox. Eufrásia Teixeira Leite: O Destino de uma Herança


↑ 4,0 4,1 4,2 4,3 4,4 4,5 4,6 CORRÊA, Marcos Sá. Os Órfãos de Eufrásia. Revista Piauí, abril de 2008


Ver também


O Wikimedia Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Eufrásia Teixeira Leite - Museu Casa da Hera


Vassouras







quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O CAIS DOS MINEIROS

21/10/2009 - 08:20
Enviado por: Paulo Pacini


JB



A descoberta do ouro no século XVIII em Minas Gerais foi sem dúvida o fator determinante no crescimento e estabelecimento do Rio de Janeiro como principal pólo de colonização, elevando-o a capital em 1763. O metal, viajando do interior até Parati em tropa de mulas, seguia por mar até o Rio, não raro caindo nas mãos dos piratas. Para remediar a situação, criou-se um caminho novo até a capital, evitando o arriscado transporte por cabotagem. Ao sair de Minas, passava por Paraíba do Sul, Paty do Alferes, Xerém, indo até o porto de Pilar do Iguaçú, onde se embarcava, descendo pelo rio Iguaçú até a Baía de Guanabara, para chegar, finalmente, ao centro da cidade.











O Cais dos Mineiros, ainda em atividade no início do século XX





Por muitas décadas a praia de destino destes viajantes era conhecida como Brás de Pina, homenagem a um conhecido morador do século XVII, durante muito tempo contratador da pesca de baleias, que, acreditem se quiser, freqüentavam em grande número a Baía de Guanabara, onde eram capturadas. O trecho em questão situava-se aproximadamente entre a rua da Alfândega e o Arsenal de Marinha (hoje o 1º Distrito Naval), e o grande trânsito de passageiros e cargas proveniente das Minas Gerais fez com que seu nome mudasse para Praia e depois Cais dos Mineiros, quando foi construído um atracadouro.






As trocas comerciais entre Minas e o Rio se intensificaram a partir de então, sendo trazidas para o litoral mercadorias diversas, e transportados ao interior ítens lá inexistentes, como farinha de trigo, vinhos, queijos, presuntos, fazendas de luxo, jóias, ferro em barra e outras. A etapa terrestre da viagem era efetuada pelas valentes mulas, único animal capaz de vencer os precários e perigosos caminhos improvisados, pois não existiam estradas e muito menos obras de engenharia, como pontes, excetuando-se as poucas construídas pelos jesuítas. As vias de comunicação, elemento tão básico em qualquer sociedade, só apareceriam após o nascimento do Brasil como nação, durante o Império.











O que restou do antigo cais, transformado em estacionamento





O Cais dos Mineiros, do qual ainda se observam vestígios próximos ao 1º Distrito Naval, foi elo de ligação com o interior do país, distante e de penoso acesso, de onde vinha o metal que a muitos enriqueceu, geralmente morando bem longe, em terras européias. A cidade, contudo, aproveitou o pouco que aqui ficava em seu favor, legando à posteridade algumas das mais belas igrejas barrocas, lembrança viva de um passado distante e heróico.





sábado, 17 de outubro de 2009

Homilia de Dom José Palmeiro Mendes, OSB, Abade emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, na Antiga Sé, 17 de outubro de 2009

MISSA POR OCASIÃO DOS 180 ANOS

DO CASAMENTO DE

D. PEDRO I E D. AMÉLIA DE LEUCHTEMBERG


190 ANOS DO NASCIMENTO DA

RAINHA D. MARIA II











Estamos aqui rezando uma missa em ação de graças. Porque motivo dar graças a Deus? Ouvimos, já na antífona de entrada desta missa, São Paulo exortar aos efésios e a nós: "Cantai e salmodiai ao Senhor em vossos corações, daí sempre graças a Deus Pai por todas as coisas". Sim, sempre temos motivos de agradecimentos a Deus, sendo inúmeros seus benefícios. Infelizmente muitas pessoas se dirigem ao Senhor apenas para pedir favores e reclamar da vida e esquecem de agradecer tantas coisas que receberam.É o que vimos inclusive no episódio dos leprosos no evangelho recém proclamado (Lc 7, 11-19). Ora, se agradecemos a Deus o que aconteceu (mesmo as cruzes de nossa existência, que sempre tem um sentido providencial, quanto mais as coisas boas!) - tudo é graça - estamos reconhecendo, ao menos implicitamente, que ele é a fonte de todas as coisas que recebemos, que somos fracos, que dependemos dele, que ele é bom e misericordioso. E este reconhecimento humilde atrai novos favores sobre nós.


Por outro lado, a algumas pessoas pode talvez parecer estranho que estejamos aqui expressando a Deus nosso louvor e ação de graças pelos 180 anos do casamento do nosso primeiro imperador, Dom Pedro I, com Dona Amélia de Leuchtenberg e pelos 190 anos do nascimento da princesa Dona Maria da Glória, depois D. Maria II, Rainha de Portugal. Ora, a Família Imperial Brasileira, como toda família soberana, representa, encarna, a História do país, o seu passado de lutas e glórias, as suas tradições; representa também o seu futuro, as esperanças, no caso, de um Brasil melhor. Uma família real, se diz com razão, chega a ser um pouco a nossa família, a família de cada cidadão do país, tais os laços, inclusive afetivos, que se criam entre o povo e a família real, mesmo não reinante. Isto pode estar esquecido de muita gente, no mundo secularizado em que vivemos, em que não se cultua mais a tradição, a história do país, mas é isso mesmo. Graças a Deus ainda há um 'pequeno rebanho' no Brasil que cultiva a História e as tradições imperiais. Há um mês atrás assistimos aqui no Rio de Janeiro uma palestra comemorando o centenário de nascimento do saudoso Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança, descendente de Dom Pedro I e Dom Pedro II e representante dos princípios monárquicos no Brasil por 60 anos. O conferencista, dr. Adolpho Lindenberg, recordou o que representava este Príncipe e salientou, com razão, ter sido ele Imperador do Brasil, sendo apenas um detalhe não muito importante o fato de nunca ter reinado efetivamente. Enfim, "é bom e justo, é nosso dever e salvação" recordar os eventos importantes da História do nosso país e da história daqueles grandes vultos que amamos e respeitamos. Daí ter sido bela a iniciativa do Circulo Monárquico do Rio de Janeiro, tendo à frente dona Leda Machado, de promover esta celebração.


Recordamos em primeiro lugar o segundo casamento de Dom Pedro I. Viúvo desde dezembro de 1826 de Dona Leopoldina, a nossa grande primeira imperatriz, quis casar uma segunda vez. Contava apenas 28 anos e ficara com 5 filhos pequenos. Não foi fácil, suas pretensões sendo repelidas por vários monarcas europeus, à vista da péssima reputação que tinha como marido. Havia também razões políticas para isso, o nosso soberano não tendo a simpatia do poderoso chanceler austríaco, príncipe de Metternich. Recebeu enfim oito recusas das côrtes da Baviera e do Wurtemberg, do Piemonte e das Duas Sicílias.Tinha que ser uma princesa e além do mais bonita, virtuosa e culta... Graças aos esforços do visconde de Pedra Branca (o pai da célebre e tão simpática, embora caluniada, condessa de Barral), diplomata residente em Paris, e com o auxílio do coronel Antonio Fortunato de Brack, da antiga guarda imperial napoleônica, surgiu em 1828 o nome da jovem princesa Amélia de Leuchtenberg. Era filha de Eugenio de Beauharnais (na época já falecido), filho por sua vez de um primeiro casamento da imperatriz Josefina, esposa de Napoleão Bonaparte, que por isso perfilhara Eugenio de Beauharnais, dando-lhe o título de príncipe francês. Foi depois vice-rei da Itália e príncipe de Veneza e enfim, concluída a aventura napoleônica, foi criado duque de Leuchtenberg e príncipe de Eichstädt, na Baviera. Ele tinha casado com a princesa Augusta Amélia da Baviera, filha do rei Maximiliano I (e irmã do rei Luis I, que vai ser o trisavô de nossa princesa Dona Maria da Baviera, viúva de D. Pedro Henrique e mãe de D. Luiz). As negociações visando o casamento se prolongaram. Amélia consultada, depois de quatro dias de reflexão, concordou em casar com o imperador do Brasil. Dom Pedro, sabendo por todos os testemunhos que recebeu, da beleza da jovem, a pede oficialmente em casamento e a 30 de maio de 1829 é assinado o contrato nupcial. Dia 2 de agosto (dois dias depois da princesa ter completado 17 anos) é celebrado por procuração, o casamento na Capela do Palácio da Duquesa de Leuchtenberg, em Munique, oficiando o Núncio Apostólico na Baviera, Mons. Charles Mercy d´Argenteau. O noivo é representado pelo tio da princesa Amélia, o príncipe Carlos Teodoro da Baviera. Estão presentes o marquês de Barbacena, a quem será confiada a imperatriz recém casada, e o marquês de Resende, ministro do Brasil junto a Corte de Viena. Interessante, D. Pedro dera ordens que nada se poupasse para o brilho dos esponsais em Munique. Amélia, porém, preferiu um casamento com simplicidade e pediu que aquilo que se iria gastar em festas e luxo efêmero fosse distribuído entre noivas pobres. Enfim, parte poucos dias depois para a Inglaterra, onde é aguardada por três fragatas brasileiras e encontra sua enteada, a rainha de Portugal, D. Maria II (que estava com dez anos). Viajam juntas ao Brasil. Dia 16 de outubro chegam ao Rio de Janeiro. Imediatamente Dom Pedro I vai a bordo do navio. Fica deslumbrado com a esposa. E ela por ele. No dia seguinte, ou seja, exatamente hoje a 180 anos atrás, a esta hora,10h, o Imperador vai a bordo da fragata "Imperatriz" e conduz Dona Amélia ao cais, onde é aguardada por grande massa de povo, apesar da chuva torrencial que caia sobre o Rio de Janeiro. Agrupavam-se também no Arsenal de Marinha os elementos mais representativos da Corte, ministros de Estado, corpo diplomático, altos funcionários do paço, todos em uniforme de gala. Toma Dona Amélia um coche puxado por oito cavalos brancos, dirigindo-se à Capela Imperial, ou seja, o local em que estamos. Pelas ruas é aplaudida com entusiasmo pelo povo. Pelas 2 horas da tarde aqui chega, sendo recebida pelo bispo do Rio de Janeiro, D. José Caetano da Silva Coutinho, e o seu cabido. Encaminha-se com o Imperador até os tronos colocados junto ao altar-mor. Ajoelhados, recebem a bênção nupcial, seguindo-se a santa missa e concluindo com um Te Deum, com música do próprio Dom Pedro. Finda a cerimônia religiosa, banda militar executa o Hino Nacional e as fortalezas saúdam com 101 tiros. Em cortejo vão os imperadores até a Quinta da Boa Vista. Ali Dona Amélia tem um primeiro contato com os demais filhos de Dom Pedro I. Abraça ternamente a cada um. Será na verdade mãe de todos eles e mais tarde, já na Europa, também da pequena duquesa de Goiás, a filha de D. Pedro com a marquesa de Santos. Todos a chamam de mãe e seus filhos - como a nossa Princesa Isabel - a chamam de avó.


Não é caso de deter-nos mais na vida que levam a seguir os dois esposos. D. Amélia terá um benéfico influxo na vida de seu impulsivo marido. De fato, o imperador vai viver só cinco anos. Os acontecimentos se precipitam: impopular no Brasil, no meio de dificuldades de ordem política e pensando nos direitos portugueses de sua filha D. Maria II, ele abdica a 7 de abril de 1831 e parte com sua esposa e a rainha menina para a Europa uma semana depois, dia 14. Dona Amélia, portanto, viveu no Brasil apenas um ano e meio. Como duque de Bragança D. Pedro entra na política portuguesa, pondo-se à frente da causa liberal. D. Amélia e D. Maria II ficam no exílio, sobretudo na França. Ali, em dezembro de 1831, nasce sua filha, a princesa Dona Maria Amélia. Com a entrada em Lisboa das tropas liberais, D. Pedro chama sua esposa e ela chega na capital portuguesa a 22 de setembro de 1833. Só um ano tinha ainda D. Pedro de vida, eis que morre no Palácio de Queluz a 24 de setembro de 1834.


Sobre Dona Amélia, tem que se reconhecer que humanamente ela levou uma vida de muitos sofrimentos.Com 11 anos perdeu o pai; imperatriz do Brasil por ocasião do casamento, perde este título com a abdicação do marido três anos depois; passa um largo tempo exilada e longe do marido, só indo com ele encontrar-se em 1833. No ano seguinte perde o esposo amado (viúva com apenas 22 anos) e poucos meses depois o irmão, o príncipe Augusto, que tinha casado com D. Maria II. Verifica-se um estremecimento de relações com a enteada rainha. Vive para a filha Maria Amélia, princesa belíssima e prendada, mas de 1850 a 1853 acompanha a lenta e implacável doença da filha, que morre com edificante piedade cristã na ilha da Madeira com apenas 21 anos. No mesmo ano morre D. Maria II. Fica Dona Amélia muito ligada ao neto, o rei D. Pedro V e sua esposa D. Estefânia, mas ambos tem morte prematura. Sua profunda fé cristã porém sempre a acompanhou. Dedicava-se muito a obras de caridade. Viveu retirada no chamado Paço das Janelas Verdes, em Lisboa, que tinha mais de convento religioso do que de palácio real. Ali vai receber a visita do conde d´Eu a caminho do Brasil, onde casará com a Princesa Imperial; ali depois recebeu a neta Dona Isabel em viagem de núpcias e enfim, em 1871 o filho Dom Pedro II, com quem sempre se correspondia. Cercada de meia dúzia de incansáveis amigos, ali morre no início de 1873. Será sepultada no Panteon da Casa de Bragança na Igreja de São Vicente de Fora, ao lado de D. Pedro I. Desde 1982 seus restos repousam no Brasil, no Monumento do Ipiranga, em S. Paulo, junto aos de D. Pedro I e de D. Leopoldina. Será um sonho, imaginar a construção de uma grande Necrópole Imperial, talvez aqui no Rio de Janeiro ou em Petrópolis, onde repousariam mais dignamente do que hoje (em S. Paulo, Petrópolis, aqui no Convento de Santo Antonio e em Vassouras, em Dreux na França e em Coburgo na Alemanha) nossos Imperadores e todos os demais membros da Família Imperial Brasileira? A lembrança de D. Amélia permanece viva na Família Imperial, tanto que o príncipe Dom Antonio deu o nome da imperatriz a uma de suas filhas. O príncipe Dom Luiz escreveu também um belo texto sobre D. Amélia numa de suas mensagens de Natal, texto que foi reproduzido agora pelo Círculo Monárquico no convite para esta missa.


No decorrer destas palavras, já foi mencionada a rainha D. Maria II de Portugal. Uma referência final ainda a esta soberana, de que se comemoram os 190 anos de nascimento. Nascida princesa Dona Maria da Glória, foi a primogênita do então Príncipe Real Dom Pedro de Alcântara e de Dona Leopoldina. Nasceu no Palácio de São Cristóvão a 4 de abril de 1819,um Domingo de Ramos, ou seja, quando estava ainda no Brasil seu avô Dom João VI. Nesta igreja em que estamos, então Capela Real, foi batizada dia 3 de maio, seguindo-se missa solene encomendada pelo Senado da Câmara na Igreja de S. Francisco de Paula. D. João VI, muito devoto de Nossa Senhora, levou a netinha dia 21 de junho ao Outeiro da Glória, colocando-a sob a maternal proteção da Virgem Santíssima. Muitas vezes depois D. Pedro levou D. Maria da Glória em visita ao Outeiro, Em março de 1826 morreu o avô em Lisboa e no dia 2 de maio o pai abdicou ao trono português em seu favor. Dona Maria II, rainha menina de 7 anos. Ela, a 5 de julho de 1828 viaja, menina de 9 anos, mas muito desembaraçada, para a Europa, acompanhada pelo já mencionado marquês de Barbacena, que vai também com a missão de obter uma segunda esposa para o Imperador. Não dando certo os planos iniciais, ela vai para a Inglaterra e depois, como dissemos, volta ao Brasil com D. Amélia, sua madrasta, a quem de fato nunca considerará mãe, mas companheira e amiga. Deixará em definitivo o Brasil na companhia do pai a 14 de abril de 1831. Não vamos traçar aqui sua biografia. É caso de lembrar apenas que foi declarada maior com apenas 15 anos, a 19 de abril de 1834. Uma lei de 30 de outubro do ano seguinte vai tirar-lhe qualquer direito ao trono do Brasil. Seu governo em Portugal foi polêmico e tumultuado. Tinha o autoritarismo do pai, muito ciosa de suas prerrogativas. Morre contando apenas 34 anos, pouco menos que o pai na data de seu falecimento. Mas envelhecera muito. Interessante, morreu num 15 de novembro, data fatídica pois para a Casa de Bragança, do ano de 1853. Casou em segundas núpcias com o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, Dom Fernando II, rei honorário de Portugal, príncipe caseiro, sensível e delicado.Assimilou bem os costumes portugueses, identificando-se muito com o povo. Será o padrinho de batismo de nossa Princesa Isabel. Dom Pedro II será muito afeiçoado a ele.


Prezados amigos, por aqui paro. Penso ter avivado em todos a recordação de D. Pedro I, D. Amélia, Dona Maria II. Isto permitirá a todos unir-se mais intimamente às intenções desta santa missa, cuja celebração vamos agora prosseguir.






Homilia de Dom José Palmeiro Mendes, OSB, Abade emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, na Antiga Sé, 17 de outubro de 2009

REVITALIZAÇÃO DA FERROVIA RIO - PETRÓPOLIS