A Vigia do Leme
31/10/2010 - 07:31
Enviado por: Paulo Pacini
JB
Além de trauma histórico, as invasões francesas no Rio, particularmente a de 1711, fizeram com que os governantes dedicassem atenção permanente à defesa da cidade, até certo ponto negligenciada no passado. Novas fortificações foram erigidas, com a finalidade de impedir ou detetar o desembarque em praias remotas, como aconteceu em Guaratiba em 1710.
Um dos locais de maior preocupação era a praia de Copacabana, tanto por sua extensão quanto pela proximidade. Dentre as construções defensivas do século XVIII, incluía-se um posto de observação no alto do morro no final da praia, que recebeu o nome de Vigia do Leme.
O Leme em 1911, um novo bairro em plena expansão
A remota praia continuou esquecida até meados do século XIX, quando foi descoberta, abrindo caminho para sua urbanização, ocorrida principalmente a partir de 1892, com os bondes transitando pelo Túnel Velho.
O processo de expansão ocorreu inicialmente na direção da Igrejinha, no Posto 6, mas em abril de 1900 foi a vez do Leme ser integrado à rede de transporte, através de ramal próprio.
A partir de então ocorreu rápida ocupação, levando ao bairro que conhecemos hoje.
A inauguração do Túnel Novo em 1906, consagrando a Av. Princesa Isabel como fronteira, contribuiu para que fosse aos poucos sendo plasmada uma personalidade própria, distinta de Copacabana.
Apesar de uma criação do século XX, o Leme carrega em seu nome a lembrança dos tempos coloniais, quando as ameaças de invasão eram reais, e contra as quais estava atenta sua vigia, na vanguarda da defesa da cidade.
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