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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

MENSAGEM DOS AMIGOS EDUARDO ANDRÉ E FRANCISCA NEDEHF (MARQUESES DE VIANA)

----- Original Message -----

From: Eduardo André Chaves Nedehf

To: marcelo

Cc: mauaviana

Sent: Tuesday, December 07, 2010 12:18 AM


Subject: Enc: [DIRETÓRIO MONÁRQUICO DO BRASIL] MARINHA DO BRASIL: BODAS DE CORAL (35 ANOS) ...

http://diretoriomonarquicodobrasil.blogspot.com/2010/12/marinha-do-brasil-bodas-de-coral-35.html

 



Meu caríssimo e estimado Dr. Marcelo





Eu e mamãe gostariamos de enviar nossos melhores votos de agradecimentos pela homenagem e a memória do grande brasileiro Visconde de Mauá.



Ficamos profundamente comovidos por vossa cortezia e amizade e creia, que somos eternamente agradecidos ao estimado amigo.



Receba nossos protestos de elevada estima e consideração.



Atenciosamente em Xtº.



de vossos amigos



Eduardo André e Francisca





segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

BOTAFOGO: CHÁCARAS E PALACETES . . . COM O GLAMOUR DO SÉCULO XIX ! . .

Chácaras e Palacetes

05/12/2010 - 20:09
Enviado por: Paulo Pacini
JB


Em certos bairros, as transformações ocorridas ao longo do tempo podem ser mais facilmente constatadas pela existência de alguns marcos, cuja permanência funciona como baliza para as mudanças à volta.


Para outros, contudo, os sinais são mais sutis, e uma compreensão de sua história requer um exame mais próximo. É o caso de Botafogo.



A grande planície entre os morros do Corcovado, Mundo Novo, São João e Saudade, cortada por dois rios, o Banana Podre e o Berquó, foi ocupada desde o início da colonização, tendo como um dos primeiros moradores João de Sousa Pereira Botafogo, que deu nome ao local.

No século XVII, a maior parte da região pertencia à fazenda de Clemente Martins de Matos, que havia se tornado padre após fugir da Inquisição e obter perdão do Papa em Roma.

De volta ao Rio, ocupou diversos cargos, dentre eles o de vigário-geral, que foi como acabou sendo chamada sua fazenda.

O único caminho a cortar o bairro, nessa época, era o do Berquó, servidão pública ao lado da grande fazenda, seguindo por onde é a rua General Polidoro para alcançar a Lagoa e o antigo engenho de cana de Antônio Salema.





Ruas tranquilas e quase desertas em Botafogo no século XIX



Com o falecimento de Clemente Martins em 1702, a propriedade foi segmentada dando origem a outras, como a Fazenda da Olaria, comprada pelo vice-rei Conde dos Arcos e vendida em 1825 a Joaquim Marques Batista de Leão.

Este iniciou a urbanização do bairro, criando lotes e abrindo duas ruas, Real Grandeza e Nova de São Joaquim, em 1826. Esta última ia da praia de Botafogo até a Travessa dos Marques, sendo posteriormente prolongada até a rua Humaitá.



A criação da freguesia de São João Batista da Lagoa levaria à construção de uma igreja matriz para a paróquia, erigida em terreno na rua Nova, doado em 1831 por Joaquim Marques Batista de Leão.

As obras se estenderiam pelo século XIX, devido à necessidade de se refazer o projeto inicial. Nessa época, a rua Nova já havia mudado de nome, em homenagem ao Corpo de Voluntários da Pátria, que lutou na Guerra do Paraguai.



As enormes fazendas de outrora cederam lugar às chácaras e palacetes do século XIX, pois o bairro tornou-se um dos preferidos dos abastados.

Hoje em dia, ainda possui algumas casas da época áurea, mas a herança das amplas propriedades de outrora pode ser percebida nas grandes dimensões de seus quarteirões, cuja subdivisão ainda geraria lotes de tamanho considerável.

Apesar de toda sua expansão, Botafogo traz visíveis as marcas de seu passado, desde as fazendas coloniais até as mansões do passado, e é uma genuína aula de história para o olhar curioso e interessado.



DOM PEDRO I - IMPECÁVEL NOS SEUS CURTOS 33 ANOS DE VIDA ! . .

ANCELMO GÓIS


Enviado por Marceu Vieira - 6.12.2010
9h00m

Realeza

Pedro pegou geral





O Museu Histórico Nacional pediu permissão à jornalista e escritora Iza Salles para reproduzir uma frase de seu livro "O coração do rei" (Editora Planeta) como legenda de um retrato de Dom Pedro I.



Permissão dada, está lá agora:

"Aquele que teve da vida tudo em dobro, uma parte herdada e a outra conquistada - foi imperdador do Brasil e rei de Portugal, teve duas pátrias, dois povos (...) e amou tantas mulheres que até seu confessor perdeu a conta."

domingo, 5 de dezembro de 2010

MARINHA DO BRASIL: BODAS DE CORAL (35 ANOS) E A VISITA AO BUSTO DO VISCONDE DE MAUÁ - MEU ÍDOLO ! . .



 QUANDO SERVI NA EFOMM (CIAGA), COM O INCENTIVO DO ALMIRANTE NAYRTHON AMAZONAS COELHO NOSSO COMANDANTE,  AJUDEI A ERGUER ESSE BUSTO DO VISCONDE DE MAUÁ - PATRONO DA MARINHA MERCANTE BRASILEIRA, O MAIOR EMPRESÁRIO BRASILEIRO.

APESAR DE TER SIDO "AMEAÇADO" DE PRISÃO PELO VICE-DIRETOR QUE NÃO ENTENDIA A GRANDEZA DE MAUÁ, É O MEU GRANDE ORGULHO E FICARÁ PARA A ETERNIDADE!







AOS CARÍSSIMOS EDUARDO ANDRÉ CHAVES NEDEHF E DONA FRANCISCA CHAVES NEDEHF (MARQUESES DE VIANA)  DESCENDENTES DE IRINEU EVANGELISTA DE SOUZA O RECONHECIMENTO PELA AMIZADE 







terça-feira, 30 de novembro de 2010

VISITA DO PRÍNCIPE DOM ANTONIO DE ORLEANS E BRAGANÇA AO COLÉGIO CRUZEIRO (UNIDADE JACAREPAGUÁ)














A visita de S.A.I.R. Dom Antônio de Orleans e Bragança ao Colégio Cruzeiro (Unidade Jacarepaguá) acompanhado pela Diretoria do Diretório Monárquico da Brasil - Chanceller Maria da Glória, Secretário-Geral Charles Van Hommeeck Júnior e Diretor Jurídico Marcelo Roberto Ferreira.

Convite formulado pela Aluna Ana Luíza Bertoloso Benício - Uma Pequenina GRANDE Monarquista, filha do casal Antonio Carlos Benício e Ana Paula Bertoloso Benício que acompanhou a visita com sua outra filha Ana Clara Bertoloso Benício.

Recepcionados pela Diretora Norma Benjamim, Dom Antônio muito se encantou e emocionou com o carinho das crianças e adolescentes que com vivo interesse participaram da palestra e debates.

Houve sorteiro de broches e camisetas do DMB com as Armas da Casa Imperial, que foi uma torcida e disputa entre o corpo discente de quem seria o agraciado!

Almoçamos junto com os Alunos e terminamos o passeio com palavras emocionadas e de confiança no Brasil proferidas pelo 3º. na Linha de Sucessão dos Orleans e Bragança. 

A REAL E BENEMÉRITA SOCIEDADE PORTUGUESA CAIXA DE SOCORROS D. PEDRO V DO RIO DE JANEIRO.

A REAL E BENEMÉRITA SOCIEDADE PORTUGUESA CAIXA DE SOCORROS D. PEDRO V DO RIO DE JANEIRO.




Em grande cerimônia terminou o Simpósio sobre o centenário da república portuguesa no Rio de Janeiro.

O Comendador Dr. António Gomes da Costa, Presidente das instituições Real Gabinete Português de Leitura, Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Caixa de Socorros D. Pedro V e Liceu Literário Português sediados no Rio de Janeiro e que organizou o Simpósio, encerrou em grande cerimônia na salão nobre da Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Caixa de Socorros D. Pedro V, histórica instituição da colonia portuguesa do Rio de Janeiro fundada em 1863. Foram palestrantes Professores da Universidade de Coimbra e de Lisboa por Portugal e da Fundação Getulio Vargas, Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro pelo Brasil.

Na pauta verificou-se a importância da colônia portuguesa do Rio de Janeiro durante o século XIX até o ano de 1910. Os preparativos para a Exposição Nacional de 1908 no Rio de Janeiro e a visita do Rei D. Carlos I que não ocorreu devido ao regicídio em fevereiro de 1908 e a insperada proclamação da república portuguesa em outubro de 1910.

O Dr. António Gomes da Costa lembrou que colonia portuguesa do Rio de Janeiro, muito activa e produtora da industria e comercio brasileiro recebeu chocada e friamente os dois eventos em Portugal.

Chegou a ser montada uma "Câmara Ardente" para os falecidos Rei D. Carlos I e o Principe Herdeiro D. Luis Felipe na Avenida Central, hoje Rio Branco, ficando exposta por todo o periodo da Exposição Nacional daquele ano de 1908.

E em 1910 a colônia portuguesa do Rio de Janeiro, recusou-se a aceitar o novo regime em Portugal, concervando os velhos titulos reais de suas instituições; O Real Gabinete Português de Leitura fundado em 1837, a Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Caixa de Socorros D. Pedro V fundado em 1863, a Real e Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficência fundada em 1840 e Real Liceu Literário Português fundado em 1868, ainda hoje todas muito activas e prósperas.

O sr. Consul Geral de Portugal no Rio de Janeiro, Embaixador Dr. António de Almeida Lima, lembrou que ao contrário de outras colônias no Brasil que também produziram e se estabeleceram nas grandes metropolis de São Paulo e Rio de Janeiro não resistiram ao tempo. Como no caso da importante colônia italiana estabelecida no Brasil, após algumas gerações viram desaparecer suas casas históricas como Real Caixa de Socorros Re Umberto Primo fundado em 1878, Real Societá Re Victório Emmanuele III fundada em 1901, ainda sobrevivendo em São Paulo por subvenção do Estado a Santa Casa Re Umberto Primo fudada em 1898.

A colônia alemã tão presente desde o primeiro reinado no Brasil, também testemunhou o desaparecimento das históricas instituições Sociedade Bethoven fundada em 1880 e o Club Germânia fundado em 1859, fechadas na decada de 1930. O antigo Bar Adolph, hoje Bar Luis, por exemplo, em nada conservou de memória do seu fundador Adolph Kremer lider da colônia teuta no Brasil no século XIX.

Somente a colônia portuguesa do Rio de Janeiro, vencendo todas as dificuldades financeiras, pois não conta mais os bem sucedidos empresarios do século repassado como o Conde de São Mamede, Visconde de Rio Vez, Visconde de São João da Madeira, Conde de Matosinhos, Visconde de Moraes e do Visconde de Mauá, passando o século XX pelo Conde Dias Garcia, do Comendador Albino de Souza Cruz e do Comendador Arthur Santos Pereira, hoje ainda conta com a mão caridosa do benemérito Comendador Dr. António Gomes da Costa...bem haja...!!!

Os mais afortunados sempre cuidaram dos menos afortunados, na saúde, na instrução e educação e na velhice e amparo aos desvalidos. Beneméritos bem sucedidos da colônia que forneceram durante os últimos 200 anos o progresso comercial, industrial e financeiro do Brasil e de Portugal.

Cabe as novas gerações de portugueses e luso-brasileiros assegurar a continuidade desta memória e cultura luso-brasileira no Brasil e mesmo em Portugal.




As fotografias, no salão nobre da Real e Benemérita Sociedade Caixa de Socorros D. Pedro V, os quadros de El Rei D. Pedro V pintado em 1859, de El Rei D. Carlos I e da Rainha D. Amélia pintados em 1898.



O Presidente Comendador Dr. António Gomes da Costa, Embaixatriz Wanda de Almeida Lima e Embaixador Dr. António De Almeida Lima Consul Geral de Portugal no Rio de Janeiro, Eduardo André Chaves Nedehf Marquês de Viana e D. Francisca Chaves Nedehf Marquesa de Viana ao lado do histórico quadro de El Rei D. Pedro V.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A CRUZ DOS MILITARES

A Cruz dos Militares

28/11/2010 - 07:31
Enviado por: Paulo Pacini
JB


Na maioria das cidades do mundo, os lugares elevados se destacam e são valorizados, geralmente sendo a opção dos privilegiados para estabelecer residência e distanciar-se da agitação das ruas abaixo.

Entre nós, contudo, a história ocorreu de modo diverso, pois, pouco tempo após a fundação do núcleo urbano no Castelo já se descia o morro, iniciando o esvaziamento da cidadela de Mem de Sá.



Ao chegarmos à várzea, no início do século XVII, quase nada havia para se contemplar, só alguns casebres, além das ermidas de São José e N. Sª do Ó, origem do convento e igreja do Carmo.

Ao longo do caminho para São Bento (Rua Direita), construiu-se junto ao mar, em 1605, um fortim de madeira, chamado Forte da Cruz, que, com a Bateria de São Tiago (no Calabouço), a ilha de Villegagnon e o forte do Castelo, constituíam a defesa do centro da cidade.





Igreja da Cruz na Rua Direita, meados do século XIX



O precário forte não resistiu às ressacas, e, tendo perdido sua função, foi alguns anos depois cedido aos militares para que erigissem uma capela dedicada à Santa Vera Cruz.

A obra, resultado do esforço coletivo, era mantida com dificuldade, o que fez com que se abrissem as portas aos marinheiros, os quais necessitavam de espaço para o culto de seu padroeiro, São Pedro Gonçalves, e que poderiam trazer uma contribuição financeira que viabilizasse o sustento do templo.



Tudo ia bem quando eis que, em 1733, o Cabido, insatisfeito com as condições da Igreja de São Sebastião, no Castelo, resolve abandoná-la e entrar à força em casa alheia, na Igreja da Cruz.

Aproveitando a escuridão, é transferida sorrateiramente a imagem do padroeiro da cidade para o templo, e na manhã seguinte, quando os donos chegam, têm a desagradável surpresa de encontrar os invasores instalados.

Seguem-se quatro anos de lutas até que, em 1737, os intrusos finalmente se mudam para a Igreja do Rosário.



Em 1780 é iniciada a reconstrução do templo, que se encontrava arruinado, origem do prédio atual, belo projeto do brigadeiro José Custódio de Sá e Faria, concluído em 1811.

A parte frontal ganharia, em 1835, uma grade para proteger a entrada contra a sujeira e dar mais segurança.

Muitas igrejas então possuíam grades, tais como São Francisco, Sacramento, e outras, retiradas nas reformas de cem anos atrás. Seria oportuno repensar esta questão, pois atualmente as ameaças a pairar sobre os prédios históricos são infinitamente maiores, e uma tal barreira, equipamento padrão em qualquer prédio, poderia afastar pelo menos uma parte dos predadores contemporâneos.