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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

MARQUÊS DE TAMANDARÉ - ALMIRANTE JOAQUIM MARQUES LISBOA


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.





Joaquim Marques Lisboa

13 de dezembro de 1807 – 20 de março de 1897 (89 anos)





Almirante Tamandaré

Nasceu em Rio Grande, RS

Faleceu em Rio de Janeiro, RJ

País de Serviço Brasil

Força Marinha

Anos em serviço 1822 - 1866

Hierarquia Almirante

Batalhas/Guerras

Guerra da Independência

Confederação do Equador

Guerra da Cisplatina

Guerra do Prata

Guerra do Uruguai

Guerra do Paraguai






Armas do marquês de Tamandaré, as mesmas das famílias Ribeiro, Soares de Oliveira, Lima e Pais.


Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré, (Rio Grande, 13 de dezembro de 1807 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1897) foi um militar da Marinha do Brasil. Na carreira, atingiu o posto de almirante, tendo os seus serviços à pátria sido reconhecidos pelo Império com a concessão do título de marquês de Tamandaré.


Herói nacional, é o patrono da Marinha de Guerra do Brasil.

O dia de seu nascimento, 13 de dezembro, é lembrado como o Dia do Marinheiro.



Participou nas lutas da guerra da Independência do Brasil, na Bahia, da Confederação do Equador e da repressão às revoltas ocorridas durante o Período Regencial: a Cabanagem, a Sabinada, a Farroupilha, a Balaiada e a Praieira.



No plano externo, participou da Guerra contra Oribe e Rosas e, com a eclosão da Guerra do Paraguai, comandou as forças navais em operação na bacia do Rio da Prata, em apoio à batalha do Passo da Pátria, à batalha de Curuzu e à batalha de Curupaiti.

 Biografia

Era filho de Francisco Marques Lisboa (nascido na antiga província portuguesa de Estremadura em 1767) e de Eufrásia Joaquina de Azevedo Lima (nascida em Viamão), radicados na vila vizinha ao município do Rio Grande e atual município de São José do Norte. Irmão de Henrique Marques de Oliveira Lisboa [1]. Aos quinze anos de idade, alistou-se como voluntário na Marinha do Brasil, onde iniciou carreira como praticante de piloto na fragata Niterói, sob o comando de John Taylor. Nesse posto tomou parte em vários combates navais no litoral da então Província da Bahia, inclusive na perseguição à força naval portuguesa que se retirava em 1823.



Em 1825, durante a Guerra da Cisplatina (1825-1828) - em que as Províncias Unidas do Rio da Prata pretendiam anexar a Província Cisplatina, então pertencente ao Império do Brasil - Tamandaré, como tenente, se destacou em muitos combates pela liderança e coragem. Capturado com outros brasileiros, arrebatou ao inimigo o navio de guerra que os levava prisioneiros, assumindo o seu comando aos 18 anos de idade.



Aos vinte anos de idade, no comando da escuna "Bela Maria", depois de travar combate de artilharia com um navio argentino e vencendo, demonstrou o seu espírito humanitário com o inimigo, o que lhe valeu o reconhecimento dos vencidos (1827).



Em 1840 já era Capitão-de-Fragata e, em 1847, Capitão de Mar-e-Guerra.



Em 1848 recebeu, na Grã-Bretanha, a fragata D. Afonso, primeiro navio misto - a vela e a vapor - de grande porte da Armada brasileira. Durante esse comando, tendo a bordo o príncipe de Joinville, os duques de Aumale e o chefe da esquadra almirante John Grenfell, teve a oportunidade de socorrer o navio "Ocean Monarch", incendiado próximo ao porto de Liverpool, resgatando mais de cem pessoas. Em 6 de março de 1850 socorre a nau "Vasco da Gama", perdida a avariada ao largo da barra do Rio de Janeiro, depois de uma forte tempestade.



Participou da Guerra contra Rosas, em 1851, na passagem do Tonelero.



Em 1852 Marques Lisboa foi promovido ao posto de Chefe-de-Divisão, correspondente a Comodoro em outra marinhas e, em 1854, a Chefe-de-Esquadra, correspondente Contra-Almirante.



Em 1857, durante uma permanência na Europa para acompanhar o tratamento de saúde da sua esposa, foi incumbido pelo governo imperial de fiscalizar a construção de duas canhoneiras na França e de oito outras na Grã-Bretanha. Eram navios de propulsão mista vela-vapor que significavam uma atualização necessária para que a Marinha brasileira continuasse a defender cabalmente os interesses do país. Esses navios atuaram na Guerra contra Aguirre e na Guerra do Paraguai. Nesta questão, que evoluiu para uma intervenção militar brasileira, antes da rendição de Montevidéu, o Almirante liderou os combates em Salto e Paiçandu, ocupando-as com tropas brasileiras.



Em 1864, já com o título de barão de Tamandaré, assumiu o cargo de Comandante-em-Chefe das operações navais brasileiras no Rio da Prata.



Durante a Guerra do Paraguai (1864-1870), coube a Marques Lisboa o comando das forças navais no início do conflito entre 1865 e 1866. Ele estabeleceu o bloqueio naval e organizou o apoio logístico para a força em operação, fundamentais para o seu bom êxito.



Na Batalha Naval do Riachuelo (11 de junho de 1865), Francisco Manoel Barroso da Silva, por ele designado para comandar as Divisões em operação no rio Paraná, obteve a vitória que mudou o curso da guerra em favor da Tríplice Aliança.



Marques Lisboa comandou a operação militar do Passo da Pátria num bem sucedido desembarque de tropas de grande envergadura e assim como o apoio naval na conquista das fortificações do rio Paraguai, que impediam o avanço aliado.



Em 1866, por razões de saúde e políticas pediu o afastamento do cargo, sendo substituído pelo Almirante Joaquim José Inácio, mais tarde visconde de Inhaúma.



Quando da Proclamação da República do Brasil, no dia 15 de novembro de 1889, o marquês de Tamandaré permaneceu fiel a Pedro II do Brasil, quedando-se cerca de uma hora a sós com o Imperador, pedindo-lhe permissão para a Armada Imperial debelar o golpe de Estado, o que lhe foi negado[2]. Aos 82 anos de idade, e o último dos grandes militares monarquistas do passado ainda vivo (Duque de Caxias, marquês do Herval, almirante Barroso, marechal Polidoro e todos os demais já haviam falecido), recusou-se a aceitar o fim da monarquia e permaneceu esperançoso da possibilidade de um contragolpe[3]. Permaneceu ao lado da Família Imperial até ao seu embarque definitivo no navio Alagoas para o exílio.



Homenagens

Pelos elevados serviços prestados ao Império, foi agraciado com os títulos de barão, visconde com grandeza, conde e marquês de Tamandaré. D. Pedro II escolheu o nome Tamandaré em honra da praia pernambucana onde esteve de passagem com o futuro Almirante, que pediu ao imperador o favor de recolher os despojos de um seu irmão enterrado no cemitério daquela localidade.

Sua estátua, no Rio de Janeiro, na praia de Botafogo, obra do escultor Leão Veloso, foi inaugurada em 28 de dezembro de 1937.

Foi erigida uma estátua em sua homenagem no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Foi erigida um busto em sua homenagem na entrada da cidade de Tamandaré, em Pernambuco.

Foi erguido um busto em sua homenagem na praia de Tambaú, em João Pessoa, na Paraiba.

Foi erigido um busto em sua homenagem na Praça Tamandaré, em Rio Grande, Rio Grande do Sul.

Foi erigido um busto em sua homenagem, em 1964, em São José do Norte, Rio Grande do Sul, cidade onde viveu até sua adolescência.

Em 13 de dezembro de 2004 o seu nome foi incluído no Livro de Aço dos Heróis Nacionais, depositado no Panteão da Pátria, em Brasília.

Foi erigido um busto em sua homenagem na calçada da praia do Embaré, em Santos, onde todo dia 13 de dezembro, a Capitania dos Portos lhe presta homenagem.

 Testamento do Almirante Tamandaré

"Exijo que meu corpo seja vestido somente com camisa, ceroula e coberto com um lençol, metido em um caixão forrado de baeta, tendo uma cruz na mesma fazenda, branca, e sobre ela colocada a âncora verde que me ofereceu a Escola Naval em 13 de dezembro de 1892, devendo-se colocar no lugar que faz cruz a haste e o cepo um coração imitando o de Jesus, para que assim ornado signifique a âncora-cruz, o emblema da fé, esperança e caridade, que procurei conservar sempre como timbre dos meus sentimentos.

Sobre o caixão não desejo que se coloque coroas, flores nem enfeites de qualquer espécie, e só a Comenda do Cruzeiro que ornava o peito do Sr. D. Pedro II em Uruguaiana, quando compareceu como primeiro dos Voluntários da Pátria para libertar aquela possessão brasileira do jugo dos paraguaios que a aviltavam com sua pressão; e como tributo de gratidão e benevolência com que sempre me honrou e da lealdade que constantemente a S. M. I. tributei, desejo que essa comenda relíquia esteja sobre meu corpo até que baixe à sepultura.

Exijo que não se façam anúncio nem convites para o enterro de meus restos mortais, que desejo sejam conduzidos de casa ao carro e deste à cova por meus irmãos em Jesus Cristo que hajam obtido o foro de cidadãos pela Lei de 13 de maio. Isto prescrevo como prova de consideração a essa classe de cidadãos em reparação à falta de atenção que com eles se teve pelo que sofreram durante o estado de escravidão; e reverente homenagem à grande Isabel Redentora, benemérita da pátria e da humanidade, que se imortalizou libertando-os.

Exijo mais, que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe, enterrado em sepultura rasa até poder ser exumado, e meus ossos colocados com os de meus pais, irmãos e parentes, no jazigo da família Marques Lisboa.

Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: 'Aqui jaz o velho marinheiro'.

Almirante Joaquim Marques Lisboa"












domingo, 12 de dezembro de 2010

CONVENTO DE SANTO ANTÔNIO

Convento de Santo Antônio

12/12/2010 - 18:39
Enviado por: Paulo Pacini
JB


Cenário de destaque na história do Rio, o Largo da Carioca passou por muitas transformações até adquirir o aspecto atual, conhecido por todos. A maioria de seus marcos históricos desapareceu, inclusive o Chafariz da Carioca, obra significativa do passado, destruído em 1925. A única e última testemunha remanescente dessa longa trajetória é o convento e igreja de Santo Antônio, peça importante do patrimônio com mais de quatro séculos.



Tudo começa no distante ano de 1592, quando aportam ao Rio dois franciscanos, Frei Antônio das Chagas e Frei Antônio dos Mártires, aos quais foi doado um terreno com ermida, na Praia de Santa Luzia. Lá ficaram até 1607, quando chegam mais quatro companheiros, a quem o local não apeteceu. Resolveram se mudar, recebendo em troca o então Morro do Carmo, assim chamado por ter sido oferecido aos carmelitas, que não se interessaram.





O sobranceiro convento no Largo da Carioca do tempo do Rei



Os frades mudaram-se para o local, situado em frente a uma lagoa que vinha sendo utilizada por um curtume, e construíram residência provisória. A pedra fundamental do convento e igreja foi lançada em 4 de junho de 1608, as obras iniciaram, e assim que as instalações alcançaram um nível mínimo de habitabilidade, em 1615, os religiosos se transferiram para o novo edifício. Os trabalhos se prolongariam ainda por muitas décadas.



O conjunto do convento seria posteriormente ampliado por duas importantes obras, a Igreja de São Francisco da Penitência, construída a partir de 1700 no mesmo local onde ficava a Capela de N.Sª da Conceição, de 1619, e cujos trabalhos seriam concluídos em 1773, e o Hospital da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, de 1763, na esquina da Rua da Carioca com o largo, desaparecido nas reformas de Pereira Passos.



Sua vida passou por vários sobressaltos, pois no século XIX o grande prédio foi cobiçado pelo governo, ocupando algumas salas em 1854 e aquartelando um batalhão em 1885, o qual causou diversos danos. Uma maior ameaça sucedeu em 1911, quando a República retoma o ataque tentando se apossar do prédio e expulsar os frades, e sofre derrota na justiça. Mas a fase mais perigosa iniciaria após o movimento autoritário de 1930, quando vários prefeitos tentariam seguidamente demolir o Morro de Santo Antônio junto com o convento, mas este foi salvo pelo tombamento.



Símbolo da cidade, a antiga instituição é um dos destaques de sua paisagem histórica, sendo motivo de júbilo ter escapado das picaretas e conseguido chegar — talvez miraculosamente —até nossos dias.





sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Serra Gaúcha recebe o Príncipe Dom João de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel.

07 de Dezembro

Nobre Presença




Nos dias 4 e 5 de dezembro esteve visitando a Serra Gaúcha o Príncipe Dom João de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel.

O príncipe que é fotógrafo profissional, apesar do pouco tempo disponível, esteve nos Caminhos de Pedra e no Vale dos Vinhedos em busca de paisagens típicas e principalmente de pessoas vinculadas à história destas paisagens.

Esse interesse particular também o levou até a cidade de Santa Tereza, recentemente tombada pelo IPHAN.

O Príncipe, cujo nome completo é: Dom João Henrique Maria Gabriel Gonzaga de Orleans e Bragança, ficou encantado por dois fatos que ele mesmo desconhecia: Que o primeiro nome da cidade de Bento Gonçalves é Dona Isabel (sua bisavó) e que a uva mais cultivada na região também leva o nome de Isabel.

Esses fatos que, entre outros, vinculam a Serra Gaúcha à história do Império exerceram no membro da corte um fascínio todo particular pela nossa região, fazendo com que o mesmo se comprometesse em retornar com maior disponibilidade de tempo.

Alertou para a importância de envidarmos todos os esforços possíveis no sentido de preservarmos as paisagens culturais que são únicas no país.


FONTE: CAMINHOS DE PEDRA

DOM PEDRO II, CRIOU A CAIXA ECONÔMICA PENSANDO NOS MAIS HUMILDES E PELA LIBERDADE ! . .





























DIRETÓRIO MONÁRQUICO DO BRASIL IRÁ SE ENCONTRAR COM O VEREADOR NISAN DE ITAGUAÍ SOBRE O DESTINO DA CASA DO BARÃO DE TEFFÉ

Antônio Luiz von Hoonholtz

(Barão de Tefé)

(Itaguaí-RJ, 09/05/1837 - Petrópolis, 06/02/1931)





Antonio Luiz vom Hoonholtz nasceu em 9 de maio de 1837, em Itaguaí, no Rio de Janeiro, filho de Frederico Guilherme von Hoonholtz e de Dona Joana Cristina Engel d'Ali von Hoonholtz.



Entrou para a Academia de Marinha, em 1852, e, em 1854, era feito Guarda-Marinha. Começou a lecionar Hidrografia na mesma Academia, em 1858, como 2.º Tenente.



Foi enviado à Guerra do Paraguai como comandante da canhoneira Araguari, com a patente de 1.º Tenente, estando sob as ordens do Almirante Barroso. Participou da célebre Batalha do Riachuelo. Após quatro anos em serviço, conseguiu uma autorização para ir ao Rio de Janeiro casar-se - e voltar, é claro.



Finda a guerra, é nomeado para chefiar a Comissão Mista de Demarcação entre o Brasil e a República do Peru, que tinha como objetivo principal descobrir a nascente principal do rio Javari. Hoonholtz deixou registrado no seu Relatório e em seu Diário o trágico conflito com a população indígena da região.



Em 17 de janeiro de 1874, partem de Tabatinga, no atual Estado do Amazonas, 82 homens, entre eles técnicos, auxiliares e trabalhadores, tendo depois somados outros à tripulação. Quando chegam ao Jaquirana, um prolongamento do Javari, começam os problemas. O trecho é estreito e além disso troncos de árvores impedem a passagem. Tendo que ir mais lentamente para liberar o caminho, ficam expostos a doenças como a malária e o beribéri e também ao ataque dos índios, que não estavam nem um pouco felizes como aqueles curiosos passando por seus territórios. Mageronas, janívaros e várias tribos reuniram-se contra a expedição e todo o dia os invasores iam diminuindo em número; entre os mortos, Carlos von Hoonholtz, irmão de Antônio Luiz, atingido por beribéri, e o Secretário da Comissão Brasileira, Ribeiro da Silva, atingido por uma flecha.



Os índios não estavam para conversa e, em 1.º de março, concentrados nas margens do rio responderam às tentativas de entendimento de Antônio Luiz e do representante do Peru, G. Black, com uma chuva de flechas matando muitos dos que trabalhavam nas lanchas da expedição. Em vez de dar meia volta, a Comissão preferiu responder às flechadas com granadas e, silenciadas estas, restavam corpos de quase todos os índios no chão.



Em 14 de março, chegaram ao córrego de saída de um pântano circundado por uma elevação. Hoonholtz, entusiasmado, exclamou, "É aqui. Temos a nascente do Javari aos nossos pés". Fincaram uma grande cruz de madeira para marcar o local antes de iniciar o retorno. Havia agora apenas 55 homens. Os índios, antes de serem quase exterminados, haviam deixado uma surpresa para os intrusos: obstruíram o rio por um longo trecho a fim de impedir a fuga desses. Fora a correnteza, o grupo de Hoonholtz só contava com nove machados desamolados. Apenas 10 viajantes não ficaram pelo caminho e chegaram a Tabatinga, sendo que Hoonholtz seguiu direto para Manaus em busca de atendimento médico.



G. Black sobreviveu até chegar ao Peru, onde morreu de beribéri. Ironicamente, descobriu-se posteriormente que a Comissão errara sobre a nascente do rio Javari. Dom Pedro II deu a Hoonholtz o título de Barão do Javari, mas este recusou; Dom Pedro o fez, então, Barão de Tefé, o que aceitou. Posteriormente, D. Pedro II concedeu-lhe também o título de Grande do Império.



Hoonholtz voltou a fazer parte de delegações científicas governamentais. Em 1913, candidatou-se ao Senado. O nível dos debates políticos àquela época não era muito diferente dos de hoje, constando que seu concorrente, o Dr. João Cavalcante - apelidado de Dr. João Barafunda pelos seus desafetos - afirmara em campanha, "O General entrará para o Senado arrastando as massas, enquanto o Barão o fará arrastando os pés", uma referência aos 75 anos de idade de Hoonholtz.



Arrastando os pés ou não, ele foi eleito senador pelo Amazonas, numa época em que governava o Marechal Hermes da Fonseca, seu genro.

Hoonholtz deixou o livro, A América pré-Histórica.

Faleceu em Petrópolis, em 8 de fevereiro de 1931.









Antônio Luís von Hoonholtz, primeiro e único barão de Teffé, (Itaguaí - Rio de Janeiro, 9 de maio de 1837 — 6 de fevereiro de 1931) foi um almirante da Marinha do Brasil e senador durante a República Velha.




Era pai de Nair de Teffé, primeira caricaturista brasileira e esposa do presidente da República Hermes da Fonseca. Teve uma carreira brilhante na Marinha, tendo ingressado aos 15 anos de idade na Academia de Marinha. Foi nomeado guarda-marinha em 1854.



Recebeu seu primeiro comando no posto de Primeiro-Tenente, tendo como responsabilidade a Canhoneira Araguari. A bordo dela, Von Hoonholtz se notabilizaria pelas ações empreendidas na Guerra do Paraguai, sobretudo na Batalha Naval do Riachuelo.



Como Capitão-Tenente, comandaria, ainda durante a guerra, a Corveta Niterói e o Encouraçado Bahia. Findas as hostilidades e já de volta ao Rio de Janeiro, receberia as insígnias de Capitão-de-Fragata em 1869.



Foi promovido a Capitão-de-Mar-e-Guerra em 1878 e, posteriormente, a Almirante (Chefe de Divisão) em 1883 recebeu a promoção a Vice-Almirante em 1891, quando foi transferido para a reserva. Em 1912 foi reformado no mesmo posto e viveu os últimos anos de sua vida em Petrópolis.










quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

CONVITE: RIO DE JANEIRO E VIZEU - CIDADES IRMÃS ! . . .

CASARÃO NA FAZENDINHA FOI DA VISCONDESSA DE EMBARÉ JOSEFINA CARVALHAIS FERREIRA

Casarão na Fazendinha foi de viscondessa





Publicada em 08/12/2010 às 23h40m

Vera Araújo

O GLOBO

RIO - Em meio a casebres na Favela da Fazendinha, em Inhaúma, no Complexo do Alemão, um casarão antigo se destaca.

Para os moradores da comunidade, o imóvel é mal-assombrado.

É chamado de asilo, porque foi usado como abrigo para idosos.

A pedido do GLOBO, o historiador Milton Teixeira pesquisou sobre o imóvel e descobriu que ele foi construído no início do século XX.

A casa é o último resquício do passado no Alemão.



Segundo Teixeira, o casarão é um típico chalé suburbano, provavelmente parte de uma chácara, hoje desmembrada.

Nela, morou a viscondessa de Embaré: Josefina Carvalhais Ferreira, viúva de Antônio Ferreira da Silva, o visconde de Embaré.

Josefina morreu na primeira década do século XX, com cerca de 80 anos.



Ainda em vida, a viscondessa doou os bens da família, em Santos (onde o marido havia nascido) e no Rio, para caridade.

O casarão no Alemão foi transformado em asilo.

Atualmente, no local funciona a Associação Mantenedora Casa Nossa Senhora de Piedade.

O imóvel permanece a maior parte do tempo fechado e por vezes abriga eventos comunitários, como festas juninas.

No jardim maltratado, há uma imagem da santa que dá nome à associação.



Há 31 anos no Alemão, o fotógrafo Manoel Rodrigues de Moura, de 60 anos, diz que os moradores mais antigos juram que a princesa Carlota Joaquina, mulher de dom João, morou na casa.

Milton Teixeira, porém, nega a informação.