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domingo, 11 de março de 2012

RIO: IPHAN ABRE SUAS PORTAS . . .


Iphan abre ao público as portas de sua sede centenária no Centro


Exposição de fotos e documentos contará história do edifício de 1908

Publicado:


Cristina Lodi fará exposição no Iphan e sugere visitas a ícones como o Gustavo Capanema
Foto: Custódio Coimbra / O Globo

Cristina Lodi fará exposição no Iphan e sugere visitas a ícones como o Gustavo Capanema Custódio Coimbra / O Globo
RIO - Recém-chegada ao cargo de superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no estado (Iphan) no Rio de Janeiro, a arquiteta e urbanista Cristina Lodi quer abrir a porta de sua "nova" casa aos moradores do Rio. E não se trata de qualquer porta, mas de uma preciosidade, com 4,30 metros de altura, que exibe imagens náuticas e de espécies da vegetação brasileira entalhadas em madeira pelo português Manuel Ferreira Tunes. O endereço em questão também é nobre: o número 46 da Avenida Rio Branco, que no início do século XX abrigou a Companhia Docas de Santos, e onde está instalada a sede do instituto.
Com fachada de granito, o prédio esconde em seu interior delicadas pinturas no teto, frontões de estilos renascentista e barroco e outros elementos decorativos que poderão ser "visitados" a partir deste mês, quando será aberta a exposição "Edifício Docas de Santos". A mostra reunirá fotos, documentos e uma maquete que contam a história deste importante bem tombado da cidade. Há cinco anos os cariocas não tinham oportunidade de ver uma mostra dentro do prédio.
— O edifício surge no contexto de abertura da Avenida Central, de implantação de um novo momento na cidade, voltado para a ideia da modernidade. Até então, o que se tinha era uma cidade de rua estreitas, muito ligada ao colonial. Com a abertura da Rio Branco, há um incentivo a construções de novas edificações por meio de concursos. O da Companhia Docas foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e construído entre 1905 e 1908. Trata-se de um edifício eclético, bem aos moldes do que previa a arquitetura daquela fase. Um edifício com estrutura mista de alvenaria e ferro. A fachada é imponente, com cantaria nos dois primeiros pisos, e elaborados trabalhos de madeira, com destaque para a porta de entrada, de jacarandá, e as janelas com sacadas — diz Cristina Lodi, que assumiu o cargo de Superintendente em janeiro.
Tombado pelo Iphan em 1978, o prédio tem cinco andares e é um dos últimos exemplares da primeira fase de construções da antiga Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco. Quem for à exposição, que será inaugurada dia 23 de março, às 17h, vai saber, por exemplo, que a ideia de construir uma sede para docas na nova avenida foi do presidente Rodrigues Alves, que pediu aos dois empresários sócios da empresa, Cândido Gaffrée e Eduardo Palassin Guinle, que encomendassem um projeto.
Exposição terá cenário com mobiliário de época
A pedra fundamental do prédio, conta o texto de abertura da mostra, foi lançada em 1904, durante o início abertura da Avenida Central, e ele foi concluído em 28 de janeiro de 1908, três anos após a inauguração da via. Segundo documentos da época, os materiais usados na obra chegaram ao Rio em vapores vindos de Nova Iorque, Paris, Marselha, Hamburgo e Antuérpia, entre outras cidades. "Somente no primeiro pavimento foram utilizados 129 caixas de mármore lavrado, vindos da Itália. Da Antuérpia, 454 vigas de aço para os três últimos andares e, de Hamburgo, 180 volumes contendo material para as escadas e claraboias".
A exposição acontecerá no térreo, onde há duas lojas com largas vitrines de cristal, espaços que no passado eram usados por comerciantes. Um deles, hoje, é ocupado pela Livraria da Travessa. O outro, no lado esquerdo, vai receber a mostra.
— O edifício foi feito sob encomenda para abrigar a Companhia Docas, e, por isso, na decoração e na pintura há vários detalhes que remetem à esta origem. Quando nossos restauradores começaram a fazer a prospecção da pintura, descobriram desenhos com alusão ao comércio e a produtos como o café, por exemplo. É um lugar lindo, que encanta em cada detalhe. A escada de ferro fundido, por exemplo e o elevador, que ainda funciona, são belíssimos. Com esta exposição, queremos dividir um pouco disso e abrir nossa casa — diz a superintendente do Iphan, que também está reunindo o mobiliário de época, como escrivaninhas e cadeiras, para montar um cenário com uma típica sala daquele período.

3 comentários:

Márcia Tunes disse...

Meu bisavô Manuel Ferreira Tunes, pai do meu pai.

Márcia Tunes disse...

Manuel Ferreira Tunes é meu bisavô, por parte de pai, lindos trabalhos ele tem, meu avô que seguiu seus passos com os outros quatro irmãos também fez trabalhos de grande importantcia e tenho registros de alguns.

Márcia Tunes disse...

Manuel Ferreira Tunes é meu bisavô, por parte de pai, lindos trabalhos ele tem, meu avô que seguiu seus passos com os outros quatro irmãos também fez trabalhos de grande importantcia e tenho registros de alguns.